quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ano novo vida nova?


ANO NOVO











Católico, assim é a tua vida: "O tempo vem correndo e correndo vai-se embora. Numa das mãos traz os paninhos do teu berço e na outra a mortalha para o teu caixão. Homem orgulhoso, de que te ufanas?" (Petöfi).


Católico, mais UM ANO se PASSOU! O que você FEZ DELE? O que você FEZ do ANO de 2014? O que você fez de cada SEGUNDOMINUTO, HORA, DIASEMANA e MÊS do ANO de 2014?

Católico, mais UM ANO se PASSOU! O que você FEZ DELE? O APROVEITOU para ENTESOURAR TESOUROS no CÉU FAZENDO o BEM, ou JOGOU 365 DIAS FORA? No dia do JUÍZO, que poderá ser HOJE, Deus pedirá conta de CADA GRAÇA JOGADA FORA: “Àquele a quem muito se deu, muito será pedido, e a quem muito se houver confiado, mais será reclamado” (Lc 12, 48).

Católico, mais UM ANO se PASSOU! Você se preocupou somente em ENGORDAR SUA CONTA BANCÁRIA e AMPLIAR o seu COMÉRCIO. Quanta loucura! E a sua ALMA; você fez algo por ela ou a mesma anda RAQUÍTICA nas GARRAS de SATANÁS? “De fato, que aproveita ao homem se ganhar o mundo inteiro, mas arruinar a sua vida?” (Mt 16, 26).

Católico, mais UM ANO se PASSOU! Ele NÃO VOLTARÁ NUNCA MAIS, adeus 2014! Durante esse ano que passou, você foi um PORTADOR de DEUS ou PORTADOR do DEMÔNIO?

Católico, mais UM ANO se PASSOU! Você está tranqüilo para comparecer diante de Deus e prestar conta do ANO de 2014?

Católico, mais UM ANO se PASSOU! Quantas vezes você se aproximou da confissão nesse ano? Quantos terços você rezou? De quantas Missas você participou? Quantos jejuns você fez? Quantas boas obras você praticou? Quantas vezes leu a Bíblia e a vida dos santos?

Católico, mais UM ANO se PASSOU! Com CERTEZA a SUA VIDA ESTÁ MAIS CURTA e a MORTE MAIS PRÓXIMA: “A morte corre velocíssima sobre nós, e nós, a cada instante, corremos para ela” (Jó 9, 25).

FELIZ ANO NOVO!

Eis a SAUDAÇÃO VAZIA que sai da BOCA de todos: pobres e ricos, cultos e ignorantes, pretos e brancos, etc. Só de OUVI-LA causa REPUGNÂNCIA.

FELIZ ANO NOVO! Terá um FELIZ ANO NOVO aquele católico que não se preocupou em deixar os vícios junto com o ano velho?

FELIZ ANO NOVO! Terá um FELIZ ANO NOVO aquele que continua a CARREGAR SATANÁS em sua alma imortal?

FELIZ ANO NOVO! Terá um FELIZ ANO NOVO o católico que permanece em PECADO MORTAL, isto é, mergulhado nas trevas?

FELIZ ANO NOVO! Terá um FELIZ ANO NOVO aquele que vive a correr desesperadamente atrás dos bens materiais e com as costas voltadas para Deus?

Católico, para você ter um FELIZ ANO NOVO é preciso:

1. Expulsar o PECADO MORTAL de sua alma através de uma confissão auricular bem feita, e viver na GRAÇA SANTIFICANTE.

2. Fazer todo o BEM que estiver ao seu alcance.
3. Entrar no Ano Novo com fé firme em Cristo Jesus.
4. Entrar no Ano Novo com forte confiança em Jesus Cristo.
5. Entrar no Ano Novo com sérios esforços para alcançar as virtudes.
6. Entrar no Ano Novo com santo amor ao sacrifício.

Católico, seja sábio! Aproveite o Ano de 2015 para crescer na santidade. Cuidado! Não o jogue fora; quem sabe esse será o seu último ano de vida!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cantate Domino - Gregorian Chant.

Cantate Domino - Gregorian Chant BY:choir of the benedictine nuns of sainte marie de maumont
Track Listings
1. Et nunc sequor - Antiphon
2. Posuit - Antiphon 7th Mode
3. Annulo suo - Antiphon 7th Mode
4. Ecce quod - Antiphon 1st Mode
5. Tibi dixit - Introit 3rd Mode
6. Exaudi, Domine - Introit 1st Mode
7. Adjuvabit eam - Gradual 5th Mode
8. Exsulta satis - Offertory 3rd Mode
9. Exsulta - Communion 4th Mode
10. Hodie Nobis - Christmas Responsory 8th Mode
11. Verbum - Christmas Responsory 8th Mode
12. Adorate Deum - Introit 7th Mode
13. Recordare - Offertory 1st Mode
14. Deus, vitam - Gradual 8th Mode
15. Sciant gentes - Gradual 1st Mode
16. Audi filia - Gradual 7th Mode
17. Cognovi, Domine - Introit 3rd Mode
18. Me exspectaverunt - Introit 2nd Mode
19. Principes - Communion 1st Mode
20. Confundantur - Communion 1st Mode
21. Ego Autem - Introit 1st Mode
22. Confortamini - Offertory 4th Mode
23. Dicite - Communion 7th Mode
24. Caligaverunt - Good Friday Responsory 5th Mode
25. Plange quasi - Holy Saturday Responsory 5th Mode
26. Ecce quomodo - Holy Saturday Responsory 4th Mode
27. Pacha nostrum - Alleluia 7th Mode
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Pequeno Documentário sobre o Círio 2014, produzido pelo jornalista Frederic Larzabal.




segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Imaculada Conceição (08 de Dezembro).

A Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha ("mácula" em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado.

A festa da Imaculada Conceição, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV. A Imaculada Conceição foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A Igreja Católica considera que o dogma é apoiado pela Bíblia (por exemplo, Maria sendo cumprimentada pelo Anjo Gabriel como "cheia de graça"), bem como pelos escritos dos Padres da Igreja, como Irineu de Lyon e Ambrósio de Milão. Uma vez que Jesus tornou-se encarnado no ventre da Virgem Maria, era necessário que ela estivesse completamente livre de pecado para poder gerar seu Filho.

Em sua Constituição Apostólica Ineffabilis Deus (8 de dezembro de 1854), que definiu oficialmente a Imaculada Conceição como dogma, o Papa Pio IX recorreu principalmente para a afirmação de Gênesis 3:15, onde Deus disse: "Eu Porei inimizade entre ti e a mulher, entre sua descendência e a dela", assim, segundo esta profecia, seria necessário uma mulher sem pecado, para dar a luz à Cristo, que reconciliaria o homem com Deus. O verso "Tu és toda formosa, meu amor, não há mancha em ti" (na Vulgata: "Tota pulchra es, amica mea, et macula non est in te", no Cântico dos Cânticos (4,7) é usado para defender a Imaculada Conceição, outros versos incluem:

"Também farão uma arca de madeira incorruptível; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura de um côvado e meio, e de um côvado e meio a sua altura." (Êxodo 25:10-11)

"Pode o puro[Jesus]Vir dum ser impuro? Jamais!"(Jó 14:4)

"Assim, fiz uma arca de madeira incorruptível, e alisei duas tábuas de pedra, como as primeiras; e subi ao monte com as duas tábuas na minha mão." (Deuteronômio 10:3)

Outras traduções para a palavras incorruptível ("Setim" em hebraico) incluem "acácia", "indestrutível" e "duro" para descrever a madeira utilizada. Moisés usou essa madeira porque era considerada muito durável e "incorruptível". Maria é considerada a Arca da Nova da Aliança (Apocalipse 11:19) e, portanto, a Nova Arca seria igualmente "incorruptível" ou "imaculada".

Desde o cristianismo primitivo diversos Padres da Igreja defenderam a Imaculada Conceição da Virgem Maria, tanto no Oriente como no Ocidente.  Os escritos cristãos do século II relatam a doutrina, concebendo Maria como a "Nova Eva", ao lado de Jesus, o "Novo Adão". No século IV, Efrém da Síria (306-373), diácono, teólogo e compositor de hinos, propunha que só Jesus Cristo e Maria são limpos e puros de toda a mancha do pecado.

Já no século VIII se celebrava a festa litúrgica da Conceição de Maria aos 8 de dezembro ou nove meses antes da festa de sua natividade, comemorada no dia 8 de setembro. No século X a Grã-Bretanha celebrava a Imaculada Conceição de Maria.

A festa da Imaculada Conceição de 8 de dezembro, foi definida em 1476 pelo Papa Sisto IV. A existência da festa era um forte indício da crença da Igreja de Imaculada Conceição, mesmo antes da definição do século XIX como um dogma. Na Itália do século XV o franciscano Bernardino de Bustis escreveu o Ofício da Imaculada Conceição, com aprovação oficial do texto pelo Papa Inocêncio XI em 1678. Foi enriquecido pelo Papa Pio IX em 31 de março de 1876, após a definição do dogma com 300 dias de indulgência cada vez que recitado.

Em 8 de dezembro de 1854, Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, fez a definição oficial do dogma da Imaculada Conceição de Maria. Assim o Papa se expressou:

Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis.


sábado, 6 de dezembro de 2014

2º Domingo do Advento - A virtude da humildade.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos
(Mc 1, 1-8)
O Evangelho deste Domingo apresenta a figura de São João Batista, que foi o precursor (πρόδρομος) de Nosso Senhor. Como disse o próprio Zacarias: "Serás profeta do Altíssimo, ó menino, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos, anunciando ao seu povo a salvação, que está na remissão de seus pecados" [1].
É com uma citação do profeta Isaías que São Marcos introduz o seu Evangelho. O "Livro da Consolação" – a segunda parte do livro de Isaías – foi escrito à época do exílio do povo de Israel na Babilônia. Depois de muito advertir e ameaçar os israelitas, Deus começa a consolar o seu povo, agora em cativeiro. Assim começa o capítulo 40: "Consolai o meu povo, consolai-o! – diz o vosso Deus". É deste contexto que vem a frase usada pelo Evangelista: "Esta é a voz daquele que grita no deserto: 'Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas!'"
Quem examina, porém, a frase de Marcos e a de Isaías, percebe que há uma diferença no modo como estão construídas. O profeta diz que uma voz grita para que se prepare, no deserto, o caminho do Senhor; no Evangelho, ao contrário, é a voz que clama no deserto. Por que essa mudança de pontuação? Porque São Marcos – assim como sempre fizeram os cristãos – lê o Antigo Testamento à luz do Novo. O sentido literal da passagem de Isaías existe e é importante, mas é preciso entendê-la também e principalmente a partir de Cristo. Assim, preparar "o caminho do Senhor" nada mais é que preparar o caminho de Jesus.
Mas, como fazer isso? O exemplo de São João Batista ilustra bem o que Isaías quer dizer com os verbos aplainarnivelar e rebaixar, usados na Primeira Leitura [2]. Ele diz: "Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias". Para preparar "o caminho do Senhor", é necessária a virtude da humildade. Ao pregar ao povo um batismo de conversão e o arrependimento dos pecados, São João quer que os homens reconheçam a sua miséria, desfaçam-se de seu orgulho e de sua soberba, sejam humildes.
Para entender em que consiste essa virtude, é preciso entender que, no homem, existem apetites naturais, que se encontram desordenados por conta do pecado original. O desejo de comer, por exemplo, pode degenerar em gula; o desejo sexual, em luxúria; e, do mesmo modo, o desejo de glória – porque o ser humano foi feito para a glória do Céu – pode transformar-se no vício da soberba, que é justamente um apetite desordenado da própria excelência. A humildade consiste, pois, em refrear esse apetite e imitar Nosso Senhor que, "existindo em forma divina, não se apegou ao ser igual a Deus, mas despojou-se, assumindo a forma de escravo e tornando-se semelhante ao ser humano" [3]. Não é justamente este o mistério que se celebra no Natal – a saber, o do Verbo que se fez carne, do Deus que se rebaixa, se humilha, para salvar a humanidade? Não foi também este o fato que Simeão considerou "causa de queda" e "sinal de contradição" [4] em Israel?
Para sondar a natureza da humildade, é importante recorrer à definição de Santa Teresa de Ávila, em suas Moradas:
"Certa vez, pensando eu por que Nosso Senhor aprecia tanto a virtude da humildade, deparei logo (a meu ver, sem que eu o considerasse, de modo repentino) com o seguinte: sendo Deus a suma Verdade, e a humildade, andar na verdade, eis a razão da sua importância. E é grandíssima verdade o fato de nada de bom proceder de nós; só o fazem a miséria e a insignificância. E quem não entende isso anda na mentira. Quem mais o compreender mais agradará à suma Verdade, porque anda nela. Praza a Deus, irmãs, dar-nos a graça de nunca abandonar esse conhecimento próprio. Amém." [5]
"Andar na verdade", eis o que é a humildade. Não se trata de inventar algo a respeito de si mesmo, vivendo uma espécie de teatro, mas de reconhecer uma "grandíssima verdade": que nada de bom procede de nós, senão "a miséria e a insignificância".
Santo Tomás de Aquino, ao responder se o homem deve, por humildade, sujeitar-se a todos, ensina coisa semelhante:
"Duas coisas podem ser consideradas no homem: o que é de Deus e o que é do homem. É do homem, certamente, tudo o que é falho e é de Deus tudo o que é de salvação e perfeição, conforme está escrito: 'Tua perdição é obra tua, Israel; tua força é somente minha' (Os 13, 9). Ora, a humildade, como se viu, visa, propriamente, à reverência com que o homem se submete a Deus. E, por isso, todo homem, por aquilo que é seu, deve sujeitar-se ao próximo, quem quer que seja, por causa daquilo que é de Deus nessa pessoa."

(...)

"Se preferimos o que há de divino no próximo ao que há de humano em nós mesmos, não podemos incorrer em falsidades. Por isso, comentando o que diz o Apóstolo: 'Considerai os outros superiores a vós' (Fl 2, 3), diz a Glosa: 'Não devemos entender essas palavras, fingidamente; pelo contrário, pensemos que pode haver no outro um bem oculto que o faz superior a nós, mesmo que o nosso bem, pelo qual nos achamos superiores a ele, não esteja oculto'." [6]
Neste tempo do Advento, sigamos o exemplo de São João Batista e coloquemos em prática a virtude da humildade, consciente de que "Deus resiste aos soberbos, mas concede a graça aos humildes" [7].

Referências

  1. Lc 1, 76-77
  2. Cf. Is 40, 3-4
  3. Fl 2, 6-7
  4. Lc 2, 34
  5. Castelo Interior, Sextas Moradas, X, 7
  6. Suma Teológica, II-II, q. 161, a. 3
  7. Tg 4, 6; cf. Pr 3, 34




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