quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Última audiência geral de Bento XVI.


"Houve momentos em que as águas estavam agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir".


Cidade do Vaticano, 27 fev 2013 (Ecclesia) — Bento XVI concedeu hoje a última audiência pública do seu pontificado, que se conclui esta quinta-feira, e explicou que a sua renúncia se aplica ao “exercício ativo do ministério” do Papa, sem implicar um regresso à “privacidade”. “Não regresso à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas fico de uma forma nova junto do Senhor crucificado; deixo de levar a potestade do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração permaneço, por assim dizer, no recinto de São Pedro”, declarou, na sua catequese em italiano, perante mais de 150 mil pessoas, segundo estimativas do Vaticano.

Segundo Bento XVI, “amar a Igreja significa ter a coragem de fazer escolhas difíceis, sofridas, tendo sempre diante de si o bem da Igreja e não a si próprio”. “Quem assume o ministério petrino já não tem qualquer privacidade. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja, na sua vida é totalmente cortada a dimensão privada”, precisou.

Audiência Geral: os motivos que levaram os brasileiros à Praça S. Pedro. Ouça!

Cidade do Vaticano (RV) – Momento de graça para a Igreja, para agradecer por tudo que Bento XVI fez, por sua doação, por seu amor pela Igreja, para acompanhar o Papa com a oração: esses foram alguns dos motivos que levaram centenas de brasileiros esta quarta-feira para a última Audiência Geral de Bento XVI.

Pe. Lombardi: Bento XVI saberá quem será o novo Pontífice no anúncio do Cardeal protodiácono.

Cidade do Vaticano (RV) - Todos os dias se terá, neste período, às 13h locais, uma coletiva com os jornalistas, foi o que afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi.

No final da manhã desta quinta-feira o religioso jesuíta concedeu uma coletiva para repercorrer a audiência dos cardeais com o Papa e para explicar alguns procedimentos dos próximos dias e para esta quinta-feira, final do Pontificado.

De fato, Pe. Lombardi havia antecipado que Bento XVI lançaria seu último tweet no momento de deixar o Vaticano. O twett foi lançado às 17h15 locais, com a seguinte mensagem: "Obrigado pelo vosso amor e o vosso apoio! Possais viver sempre na alegria que se experimenta quando se põe Cristo no centro da vida".

"Depois, como o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais havia esclarecido, a conta Pontifex ficará suspensa durante o período de sé vacante, podendo ser retomada pelo novo Papa, se ele o quiser, se o considerar oportuno.

Bento XVI se despede dos fiéis na Praça S. Pedro.

Cidade do Vaticano (RV) – Histórica audiência geral na manhã desta quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013. Papa Bento XVI, que no último dia 11 surpreendeu o mundo anunciando sua renúncia ao ministério petrino, despediu-se hoje dos fiéis católicos na Praça São Pedro. A Cidade do Vaticano e seus arredores se coloriram com dezenas de milhares de pessoas providas de bandeiras, bancos dobráveis, garrafinhas de água e máquinas fotográficas para imortalizar o evento. 
Muitas famílias levaram suas crianças, e visto que as Universidades Pontifícias cancelaram as aulas para permitir que os alunos participassem da audiência, a Praça estava também repleta de jovens, muitos religiosos e religiosas estudantes na cidade. 
Bento XVI chegou a bordo do papamóvel, saudando os fiéis de todos os setores do perímetro da Praça São Pedro. O automóvel parou por alguns instantes para pegar nos braços uma criança e beijá-la na cabeça. 
Do palco montado para a ocasião, recebeu um caloroso aplauso de todos os presentes e proferiu a catequese, a última de seu pontificado. Agradecendo principalmente a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, o Pontífice quis “abraçar” a Igreja de todo o mundo, assegurando que tem consigo todos nós em suas orações. “Estou realmente comovido e vejo a Igreja viva!” – prosseguiu. Em seguida, disse sentir-se muito confiante de que o Evangelho purifique e renove, levando frutos aonde quer que a comunidade o escute e receba a graça de Deus, vivendo na caridade. 
Relembrando o dia 19 de abril de quase 8 anos atrás e o tempo passado até hoje, o Pontífice disse que o Senhor sempre lhe esteve próximo e ele pode sentir cotidianamente sua presença: 
Foi um trecho do caminho da Igreja que teve instantes de alegria e de luz, mas também momentos difíceis; tempos de sol e brisas leves, em que a pesca foi abundante, e momentos em que as águas estiveram agitadas e o vento contrário. Mas eu sempre soube que naquela barca estava o Senhor e que a barca não era minha nem de vocês, mas Dele, que não a deixa naufragar. É Ele que a conduz, certamente através também dos homens que escolhe, porque os quer. Esta foi e é uma certeza que nada pode ofuscar. E é por isso – completou Bento XVI – que hoje meu coração está pleno de graças a Deus, porque nunca fez faltar à Igreja e a mim o seu consolo, sua luz e seu amor”.

Que cada um sinta a alegria de ser cristão: os votos de Bento XVI no Twitter.

Cidade do Vaticano (RV) – “Queria que cada um sentisse a alegria de ser cristão, de ser amado por Deus, que entregou o Seu Filho por nós.” Assim Bento XVI tuitou ao final da Audiência Geral desta quarta-feira – um dos últimos tuítes de seu Pontificado.

De fato, sábado passado o Pontifício Conselho das Comunicações Sociais informou que o perfil @pontifex no Twitter ficará suspenso durante todo o período da Sé Vacante, ou seja, depois das 20h do dia 28 de fevereiro até a eleição do novo Pontífice. 

O afeto dos cardeais ao Papa.

Cidade do Vaticano (RV) – “Hoje, queremos mais uma vez expressar-lhe toda a nossa gratidão.” Assim, o Decano do Colégio Cardinalício, Card. Angelo Sodano, saudou o Papa Bento XVI, na Sala Clementina, em nome de todos os cardeais presentes em Roma.

“Com grande trepidação, os Padres Cardeais se unem ao seu redor, Santidade, para manifestar-lhe mais uma vez seu profundo afeto e expressar-lhe viva gratidão por seu testemunho de abnegado serviço apostólico, pelo bem da Igreja de Cristo e de toda a humanidade.”

Recordando as palavras pronunciadas pelo Pontífice sábado passado, no final dos Exercícios Espirituais, quando agradeceu a todos por esses quase oito anos, durante os quais seus colaboradores carregaram com competência, afeto, amor e fé o peso do ministério petrino, o Cardeal afirmou que é o Colégio que deve agradecer pelo exemplo que o Papa deu em todo este período:

Motu Proprio em português sobre modificações das normas para o Conclave.

Cidade do Vaticano (RV) – A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou esta quarta-feira a versão em português do Motu Proprio do Papa Bento XVI sobre algumas modificações das normas relativas à eleição do Romano Pontífice.

Publicamos a íntegra da Carta Apostólica:

CARTA APOSTÓLICA DADA MOTU PROPRIO PELO PAPA BENTO XVI SOBRE ALGUMAS MODIFICAÇÕES DAS NORMAS RELATIVAS À ELEIÇÃO DO ROMANO PONTÍFICE


Pela Carta Apostólica De aliquibus mutationibus in normis de electione Romani Pontificis, dada Motu Proprio em Roma no dia 11 de Junho de 2007, no terceiro ano do meu Pontificado, estabeleci algumas normas que, ab-rogando aquelas prescritas no número 75 da Constituição apostólica Universi Dominici gregis promulgada no dia 22 de Fevereiro de 1996 pelo meu Predecessor o Beato João Paulo II, restabeleceram a norma, sancionada pela tradição, segundo a qual, para a eleição válida do Romano Pontífice, é sempre exigida a maioria dos dois terços de votos dos Cardeais eleitores presentes.
Considerando a importância de assegurar a melhor realização de quanto concerne, embora com desigual relevância, à eleição do Romano Pontífice, em particular uma interpretação e actuação mais seguras de algumas disposições, estabeleço e determino que algumas normas da Constituição apostólica Universi Dominici gregis e aquilo que eu mesmo dispus na mencionada Carta apostólica sejam substituídas pelas normas seguintes:

Bento XVI garante reverência e obediência ao novo Papa (Mp3).

RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – Após ouvir a saudação do Decano do Colégio Cardinalício, Bento XVI tomou a palavra para se despedir dos Cardeais.

Assim como o Card. Sodano, o Papa também citou a experiência dos discèipulos de Emaús, afirmando que também para ele foi uma alegria caminhar em companhia dos cardeais nesses anos na luz da presença do Senhor ressuscitado. 

Como disse ontem diante de milhares de fiéis que lotavam a Praça S. Pedro, a solidariedade e o conselho do Colégio foram de grande ajuda no seu ministério. “Nesses oito anos, vivemos com fé momentos belíssimos de luz radiosa no caminho da Igreja, junto a momentos em que algumas nuvens se adensaram no céu. Buscamos servir Cristo e a sua Igreja com amor profundo e total. Doamos a esperança que nos vem de Cristo e que é a única capaz de iluminar o caminho. Juntos, podemos agradecer ao Senhor que nos fez crescer na comunhão. Juntos, podemos pedir para que nos ajude a crescer ainda nessa unidade profunda, de modo que o Colégio dos Cardeais seja como uma orquestra, onde as diversidades, expressão da Igreja universal, concorrem à superior e concorde harmonia.

Card. Damasceno define 'profético' o gesto do Papa (Mp3).

RealAudioMP3 
Cidade do Vaticano (RV) – Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, é um dos cinco cardeais brasileiros eleitores que se encontram em Roma, convocados para o próximo conclave. Nesta quarta-feira, 27, após participar da audiência geral na Praça São Pedro, concedeu uma coletiva aos jornalistas. Cristiane Murray esteve no Colégio Pio Brasileiro.

Dom Raymundo, ao anunciar a renúncia, Bento XVI admitiu seus limites, de idade e de forças, para prosseguir em seu ministério. A decisão de abdicar ao Pontificado, primeira depois de 600 anos, foi considerada ‘humilde e corajosa’, tendo ‘humanizado’ a imagem da Igreja. O sr. acredita que este gesto vai aproximar os fiéis da Igreja?

Bento XVI: sou um simples peregrino que inicia a última etapa de sua peregrinação na terra.

Cidade do Vaticano (RL) - -"Obrigado, caros amigos, estou feliz por encontrar-me com vocês, circundado pela beleza da Criação e pela simpatia de vocês que me fazem muito bem. Obrigado pela amizade de vocês, do seu afeto!" Essas foram as primeiras palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis reunidos diante da residência apostólica de Castel Gandolfo.

"Vocês sabem que este dia é para mim diferente dos dias precedentes: serei Sumo Pontífice da Igreja Católica até às 20h desta noite, depois não mais o serei". "Sou simplesmente um peregrino – prosseguiu – que inicia a última etapa de sua peregrinação nesta terra. Mas gostaria ainda com o meu coração, com o meu amor, com a minha oração, com a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, de trabalhar em prol do bem comum e do bem da Igreja e da humanidade. E me sinto muito apoiado pela simpatia de vocês. Sigamos adiante com o Senhor para o bem da Igreja e do mundo. Obrigado!"

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Papa saúda lusófonos e lhes agradece pela compreensão.

Cidade do Vaticano (RV) – “Amados peregrinos de língua portuguesa, agradeço-vos o respeito e a compreensão com que acolhestes a minha decisão”: assim o Papa Bento XVI se despediu dos lusófonos em sua última Audiência Geral.

Após a catequese em italiano, o Papa fez este resumo em português, seguido de sua saudação:

“No dia dezenove de Abril de dois mil e cinco, quando abracei o ministério petrino, disse ao Senhor: «É um peso grande que colocais aos meus ombros! Mas, se mo pedis, confiado na vossa palavra, lançarei as redes, seguro de que me guiareis». E, nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Santo Tomás de Aquino.

"Pois é muito mais grave corromper a fé, da qual vem a vida da alma, que falsificar dinheiro, pelo qual a vida temporal é sustentada." Santo Tomás de Aquino

Por que o Papa Renunciou? (Reflexões).



Papa Bento XVI                                                                                 O Papa Bento XVI, de 85 anos,  causou surpresa ao anunciar na segunda-feira do dia  13 de fevereiro de 2013,  sua renúncia no dia 28 de fevereiro subseqüente.  Os motivos que o levaram a tomar essa decisão, oficialmente, deve-se à sua idade avançada, especialmente agravada na dificuldade de se locomover.  Se intelectualmente e espiritualmente o Santo Padre demonstra vigor e fortaleza admiráveis, o mesmo já não se pode dizer quanto ao seu vigor físico.
                                                                 Mas, pelos desdobramentos que vieram à tona nos últimos dias, ficou fácil aos católicos perceber que,  a postura alquebrada do Papa, não deve-se tanto ao peso dos anos em si, mas agravou-se, por assim dizer, pelas constantes divisões na Igreja, pressões de todo o tipo, traições em seu próprio círculo pessoal,  além dos eventos constantes de desobediência e escândalos, que originaram-se dentro do próprio clero.  Sem as energias físicas necessárias,  o Papa humildemente reconheceu esta condição e decidiu passar o cajado para seu próximo sucessor, anunciando sua renúncia.   Este portal sempre difundiu a fidelidade a Pedro - "Católicos atentos à voz de Roma";  esse é e sempre continuará a ser o nosso lema, em contraposição à setores do clero ou do mundo laico que, por preceitos meramente humanos,  difundem outras ideologias e até teologias estranhas à Sã Doutrina, estranhas às normas ditadas por Roma.                                                                   
                                                                 Embora, em momento algum, o Papa Bento XVI tenha atribuído a sua renúncia a outros motivos,  acaba deixando pistas claras desses conflitos internos,  quando desabafou na sua última homilia da Quarta-feira de Cinzas - dia 13/02 - questões sobre a "hipocrisia religiosa pela busca por aplausos, e a culpa na Igreja pela divisão no corpo eclesial".  Para acessar a homilia, clique aqui.   

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Tempo di Quaresima: IN VOI PORRÒ IL MIO SPIRITO (Vídeo/Mp3).


CAPPELLA MUSICALE PONTIFICIA "SISTINA" - IN VOI PORRÒ IL MIO SPIRITO

Letra

1. In voi porrò il mio Spirito e vivrete,
ritornerete al luogo del riposo;
l'ho detto e lo farò: sono il Signore,
risuscito il mio popolo Israele.

2. S'è addormentato Lazzaro, l'amico,
ed io vado a svegliarlo dalla morte.
Lo desterò perché anche voi crediate
che in me c'è la pienezza della vita.

3. Io grido dal profondo a te, Signore,
ascolta il mio lamento, io ti chiamo;
distogli dal tuo volto le mie colpe,
tu sei la mia difesa, Dio pietoso.

4. Lo Spirito di Dio dimora in voi,
non siete più nel regno della morte;
il corpo è morto a causa del peccato,
ma l'ha risuscitato il Salvatore.

5. Togliete via la pietra dal sepolcro,
vi mostrerò la gloria di mio Padre:
al regno della luce torna Lazzaro;
chi crede in me, se muore avrà la vita.
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A renúncia de Bento XVI à luz do Ano da Fé (Mp3).

Cidade do Vaticano (RV) – A partir desta terça-feira, o Programa Brasileiro apresentará uma série de reportagens sobre o pontificado de Bento XVI.

Até o dia 28 de fevereiro – dia em que deixa a Cátedra de Pedro – vamos recordar suas encíclicas, suas viagens, sua visita ao Brasil, seu relacionamento com os jovens, com outras religiões e confissões cristãs... enfim, salientar a contribuição de Bento XVI à Igreja em seus quase oito anos de pontificado.

Começamos esta série pelo último fato em ordem cronológica, isto é, seu surpreendente anúncio na semana passada. E o faremos através de outra ótica, sobre seu significado à luz do Ano da Fé que estamos vivendo e que foi proclamado justamente por Bento XVI. A análise é o Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer: RealAudioMP3  (BF)


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CTV se prepara para "dia histórico" da despedida de Bento XVI.

Cidade do Vaticano (RV) - "O Vaticano II e a comunicação – Uma renovada história entre Evangelho e história": este é o título do livro do novo Diretor do Centro Televisivo Vaticano (CTV), Mons. Dario Edoardo Viganò, apresentado nesta terça-feira, em Roma.

No livro, que inclui um DVD com documentos da época, Mons. Viganò dá amplo espaço ao documento Inter Mirifica, evidenciando que se tratou de um “divisor de águas” na Igreja. 

"O Concilio se realizou justamente nos anos em que os meios de comunicação de massa , em especial, a televisão, se difundiram de maneira maciça. A Roma, portanto, chegaram jornalistas e operadores de câmara de todo o mundo para contar o grande evento. O trabalho das televisões, das rádios e dos jornais foi importantíssimo para o Concílio", explicou o Diretor do CTV.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Google homenageia o Cônego Nicolau Copérnico.



Nicolau Copérnico
Nascimento19 de Fevereiro de 1473
Toruń, Prússia Real
Morte24 de Maio de 1543 (70 anos)
Frombork, Prússia Real
AssinaturaNicolaus Coppernicus sig.png

Nicolau Copérnico (Toruń, 19 de Fevereiro de 1473 — Frauenburgo, 24 de Maio de 1543) foi um astrônomo e matemático polaco que desenvolveu a teoria heliocêntrica do Sistema Solar. Foi também cônego da Igreja Católica, governador e administrador, jurista, astrólogo e médico.
Sua teoria do Heliocentrismo, que colocou o Sol como o centro do Sistema Solar, contrariando a então vigente teoria geocêntrica (que considerava a Terra como o centro), é tida como uma das mais importantes hipóteses científicas de todos os tempos, tendo constituído o ponto de partida da astronomia moderna.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Frei Tiago: Canite Tuba in Sion! O Calvário de Bento XVI.


Bento XVI chega ao encontro com o clero de Roma, em 14 de fevereiro de 2013

Tivemos uma profunda perplexidade quando recebemos, deste nosso exílio no Paraguai, a notícia da renúncia do Santo Padre, o Papa Bento XVI. Assim, iniciamos hoje o jejum quaresmal com ainda mais angústia e consternação. Canite tuba in Sion! “Tocai a trombeta em Sião: publicai o jejum, convocai a assembleia, reuni o povo; chorem os sacerdotes, servos do Senhor, entre o pórtico e o altar, e digam: Tende piedade de vosso povo, Senhor, não entregueis à ignomínia vossa herança, para que não se torne ela o escárnio dos pagãos!” (Joel 2,15.17) Esta trombeta anuncia que o tempo da prova chegou…

Pe. Marcelo Tenorio: Bento XVI, o Papa do sonho de Dom Bosco?


O mundo se surpreendeu nessa última segunda-feira, 11 de fevereiro, pela renúncia do Santo Padre o papa Bento XVI.

Muito se tem falando sobre esse gesto do papa que, embora já tenha ocorrido por três vezes na história bimilenar da Igreja e também  previsto pelo Código de Direito Canônico, não deixa de ser para nós algo “ novo”, inusitado, visto que  a enorme  maioria dos Pontífices envelheceram,  foram amparados em suas enfermidades e morreram no Trono de S. Pedro.
Segundo a Lei da Igreja, um papa pode renunciar, e para isso apenas basta manifestar o seu desejo publicamente e de forma inteiramente livre. Essa renúncia não pode ser aceita por nenhum dos cardeais, visto que a única autoridade acima do Vigário de Cristo é o próprio Cristo.
No canon nº 332, par. 2,, encontramos: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja feita livremente e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguem”.

Terremoto de 4,8 graus sacode centro da Itália e assusta moradores de Roma.

Um terremoto, que sacudiu o centro da Itália às 19h16 (de Brasília), pôde ser sentido com força na cidade de Roma, informou neste sábado o Instituto Italiano de Geofísica e Vulcanologia. O epicentro do tremor, que se produziu a 11 quilômetros de profundidade e teve uma magnitude de 4,8 graus na escala Richter, foi situado na cidade de Sora, na província de Frosinone, na região central de Lácio. Até o momento, as autoridades não souberam precisar os danos causados pelo tremor e nem se houve vítimas. Apesar da falta de informações, o terremoto foi sentido fortemente em toda Roma, que fica a cerca de 70 quilômetros de Frosinone, e nos edifícios mais altos da capital.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI e a Liturgia.

Prezados irmãos e irmãs, a Paz de Cristo!

Hoje gostaria de deixar para vocês meditarem, um trecho de um texto que faz parte da "Introdução ao Espírito da Liturgia", escrito pelo então Papa Bento XVI, quando este ainda era Cardeal. Segue o texto: "É totalmente absurdo, na tentativa de tornar a Liturgia 'mais atraente', recorrer a espetáculos de pantomimas de dança, possivelmente com grupos profissionais, que muitas vezes, terminam em aplausos. Sempre que haja aplausos pelos aspectos humanos na Liturgia, é sinal de que a sua natureza se perdeu inteiramente, tendo sido substituída por diversão de gênero religioso." (Cardeal Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia)

Educação: Postagem feita a pedido de leitor americano - The Flu and You.

Nothing puts you behind the schedule of your daily life quite like getting sick—missing out on even a day or two of school or work can set you behind much more than you'd think. And when it comes to getting sick, few things can get you down as hard as the flu. The flu comes in a few different shapes and sizes, and none of them are your friend. It's no surprise then that the words "flu season" strike fear into the hearts of many, especially those who are more susceptible to it. Some years aren't as bad, but the winter of 2013 has been hit particularly hard by a strain of the nasty bug, and who could forget the swine flu epidemic from a few years back? For college students living in close quarters, colleagues sharing cubicle space, or even larger families all in the same house, transferring germs back and forth can be unavoidable, and quickly lead to the spread of the flu virus. The following infographic takes a look at just how many people get the flu, as well as how it affects us from year to year. Between medical expenses and the expense of lost time, the flu can have a serious impact on every aspect of your life. Traduzido pelo Google: Nada coloca você atrás do cronograma de sua vida diária bem como a obtenção de doente, perdendo até mesmo um ou dois dias de escola ou trabalho pode te trás muito mais do que você pensa. E quando se trata de ficar doente, poucas coisas podem te derrubar tão duro como a gripe. A gripe vem em algumas formas e tamanhos diferentes, e nenhum deles é seu amigo. Não é surpresa, então, que as palavras "gripe sazonal" greve medo nos corações de muitos, especialmente aqueles que são mais suscetíveis a ela. Alguns anos não são tão ruins, mas o inverno de 2013 foi particularmente atingida por uma cepa do bug desagradável, e quem poderia esquecer a epidemia de gripe suína a partir de alguns anos atrás? Para os estudantes universitários que vivem em bairros próximos, colegas compartilhando espaço cubículo, ou famílias ainda maiores todos na mesma casa, a transferência de germes e para trás pode ser inevitável, e levar rapidamente para a propagação do vírus da gripe. O infográfico abaixo dá uma olhada em quantas pessoas contraem a gripe, assim como a forma como ele nos afeta de ano para ano. Entre as despesas médicas e as despesas do tempo perdido, a gripe pode ter um sério impacto em cada aspecto de sua vida.
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Pe. Paulo Ricardo emocionado, fala da renúncia do Papa Bento XVI.


Diante da renúncia de Bento XVI duas atitudes são possíveis: ou o homem, numa atitude de fé, deposita sua esperança em Deus, sabendo que Ele agirá, como age, na sua Igreja, na história ou, sem fé, desespera-se, perde-se em temores paranoicos diante de tanta miséria que vê ao seu redor, conjecturando teorias conspiratórias para justificar o que não consegue compreender.

Embora a decisão do Papa tenha produzido desconforto, tristeza, trouxe também a certeza de que não estamos sozinhos. A Igreja não está sozinha. Seus filhos não estão sozinhos. É sobre todo esse mix de sensações conflitantes e partilhando também seus próprios sentimentos que Padre Paulo Ricardo apresenta este novo programa.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A renúncia do Papa e os oportunistas da imprensa secular.

Que a mídia secular não é o melhor meio para se informar a respeito da Igreja Católica, isso não é novidade. Basta fazer uma rápida leitura nas manchetes dos principais jornais do país a respeito da renúncia do Papa Bento XVI para se ter a certeza de que o amadorismo reina nessas aclamadas agências de notícias. No entanto, acreditar na simples inocência desses senhores e cobri-los com um véu de caridade por seus comentários maldosos e, muitas vezes, insultuosos não seria honesto. É necessário compreender muito bem que muitos desses veículos estão ardorosamente comprometidos com a desinformação e com os princípios contrários à reta moral defendida pela Igreja. Daí a quantidade de sandices que surgiram na mídia nos últimos dias.
Logo após o anúncio da decisão do Santo Padre, publicou-se na imprensa do mundo todo que a ação de Bento XVI causaria uma "revolução" sem precedentes na doutrina da Igreja. Uma atrapalhada correspondente de uma emissora brasileira afirmou que a renúncia do papa abriria caminho para as "reformas" do Concílio Vaticano II e que isso daria mais poderes aos bispos. Já outros declaravam que os recentes fatos colocavam em xeque o dogma da "Infalibilidade Papal", proclamado pelo Concílio Vaticano I. Nada mais fantasioso.

Bento XVI envia mensagem aos brasileiros no início da Campanha da Fraternidade (Áudio - Mp3)

Cidade do Vaticano (RV) - Neste dia 13 de fevereiro, quarta-feira de Cinzas, será lançada a Campanha da Fraternidade (CF), com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me!” (Is 6,8). O Papa Bento XVI enviou uma mensagem para o início da Campanha. Eis a íntegra da mensagem. RealAudioMP3  

Queridos irmãos e irmãs,

Diante de nós se abre o caminho da Quaresma, permeado de oração, penitência e caridade, que nos prepara para vivenciar e participar mais profundamente na paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. No Brasil, esta preparação tem encontrado um válido apoio e estímulo na Campanha da Fraternidade, que este ano chega à sua quinquagésima realização e se reveste já das tonalidades espirituais da XXVII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em julho próximo: daí o seu tema “Fraternidade e Juventude”, proposto pela Conferência Episcopal Nacional com a esperança de ver multiplicada nos jovens de hoje a mesma resposta que dera a Deus o profeta Isaías: “Eis-me aqui, envia-me!”(6,8).

Bento XVI: superar individualismos e rivalidades que deturpam a face da Igreja.

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu a Santa Missa com o rito da imposição das cinzas, nesta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, que abre o período da Quaresma.

"Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos um novo caminho quaresmal, um caminho que se prolonga por quarenta dias e nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor, à vitória da Vida sobre a morte", frisou o pontífice.

A Igreja nos repropõe o forte chamado que o profeta Joel dirige ao povo de Israel: "Assim diz o Senhor: retornai a mim de todo vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação" (Joe 2,12). 

O Papa ressaltou que a expressão "de todo vosso coração" significa "do centro dos nossos pensamentos e sentimentos, das raízes das nossas decisões, escolhas e ações, com um gesto de total e radical liberdade". 

Bento XVI ao Clero de Roma: "Obrigado por seu amor pela Igreja e pelo Papa".

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa encontrou na manhã desta quinta-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano, os párocos e o clero da Diocese de Roma. Bento XVI foi acolhido com grande afeto e comoção, nas notas do canto "Tu es Petrus".

Sob uma salva de palmas, Bento XVI agradeceu-lhes pelo amor que nutrem pela Igreja e por sua pessoa.

"Para mim é um dom especial da Providência, disse o Papa, que antes de deixar o ministério petrino possa ver mais uma vez o meu clero, o clero de Roma. Eu sou muito grato por suas orações", disse o pontífice acrescentando: "Não obstante a minha retirada, estarei sempre próximo a vocês com a oração e tenho certeza de que também vocês estarão próximos a mim, mesmo que para o mundo eu permaneça escondido".

Bento XVI afirmou que, devido a suas condições, não pôde preparar um grande, verdadeiro discurso, como se poderia esperar, mas pensou em fazer uma pequena conversa sobre o Concílio Vaticano II. O Papa falou sobre a expectativa vivida naquele momento.

"Fomos ao Concílio não somente com alegria, mas com entusiasmo. Havia uma expectativa incrível. Esperávamos que tudo se renovasse, que realmente chegasse um novo Pentecostes, uma nova era da Igreja. Sentia-se que a Igreja não ia para frente, mas que parecia uma realidade do passado e não portadora do futuro", frisou o pontífice.

Bento XVI: superar individualismos e rivalidades que deturpam a face da Igreja.

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu a Santa Missa com o rito da imposição das cinzas, nesta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, que abre o período da Quaresma.

"Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos um novo caminho quaresmal, um caminho que se prolonga por quarenta dias e nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor, à vitória da Vida sobre a morte", frisou o pontífice.

A Igreja nos repropõe o forte chamado que o profeta Joel dirige ao povo de Israel: "Assim diz o Senhor: retornai a mim de todo vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação" (Joe 2,12). 

O Papa ressaltou que a expressão "de todo vosso coração" significa "do centro dos nossos pensamentos e sentimentos, das raízes das nossas decisões, escolhas e ações, com um gesto de total e radical liberdade". 

Este retorno a Deus é possível, "porque há uma força que não reside em nosso coração, mas que brota do coração do próprio Deus. É a força da sua misericórdia. O retorno ao Senhor é possível como graça, porque é obra de Deus e fruto da fé que nós repropomos em sua misericórdia", disse ainda o Santo Padre.

"O 'retornai a mim de todo vosso coração' é um chamado que envolve não somente o indivíduo, mas a comunidade. A dimensão comunitária é um elemento essencial na fé e na vida cristã. O 'Nós' da Igreja é a comunidade em que Jesus nos reúne: a fé é necessariamente eclesial", sublinhou ainda o pontífice.

“E é importante recordar isso e vivê-lo neste Tempo de Quaresma: cada um tenha consciência de que o caminho penitencial não se faz sozinho, mas junto com tantos irmãos e irmãs, na Igreja”.

Por fim, o profeta se detém sobre a oração dos sacerdotes, - destacou o Papa - os quais, com as lágrimas nos olhos, se dirigem a Deus dizendo: “Não entregues ao opróbrio a tua herança, para que as nações zombam deles! Porque dirão entre os povos: Onde está o seu Deus?” (v.17). “Esta oração nos faz refletir sobre a importância do testemunho de fé e de vida cristã de cada um de nós e das nossas comunidades para manifestar o rosto da Igreja e como este rosto é, por vezes, deturpado. Penso em particular nas culpas contra a unidade da Igreja, nas divisões no corpo eclesial. Viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial, superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão distantes da fé ou indiferentes”.

"O 'retornar a Deus de todo coração' em nosso caminho quaresmal passa pela Cruz, o seguir Cristo no caminho que leva ao Calvário, à doação total de si. É um caminho no qual aprender cada dia a sair sempre mais do nosso egoísmo e dos nossos fechamentos, para dar espaço a Deus que abre e transforma o coração", disse ainda o Santo Padre. 

No Evangelho de Mateus, Jesus faz referência a três práticas fundamentais previstas pela Lei mosaica: "a esmola, a oração e o jejum são também indicações tradicionais no caminho quaresmal para responder ao convite a retornar a Deus de todo coração."

"O nosso testemunho será sempre mais incisivo quanto menos buscarmos a nossa glória e teremos consciência de que a recompensa do justo é o próprio Deus, o estar unido a Ele, aqui, no caminho da fé, e, ao término da vida, na paz e na luz do encontro face a face com Ele para sempre", disse ainda o Papa.

"Ressoe forte em nós o convite à conversão, a retornar a Deus de todo coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos, com aquela surpreendente novidade que é participação da própria vida de Jesus", concluiu Bento XVI. (MJ/RL).


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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Caminhos novos.


Caminhos novos

A melhor e mais transparente compreensão da Igreja de Bento XVI dá-se no momento de máxima admiração e desconcerto de muitos: quando o Papa decidiu renunciar ao pontificado e retirar-se em oração. A sua decisão ponderada e livre – como acontece com todas as que abrem caminhos novos na história – objecto de atenção e vários comentários apaixonados no mundo inteiro, sela a coerência entre doutrina e prática cristã do actual Pontífice.A Igreja de Bento XVI é de fé cristã. Não fé genérica nem abstracta ou ideológica, mas fé numa pessoa concreta e histórica, Jesus de Nazaré, a quem se decide seguir livremente. Ele permanece a síntese perfeita do amor de Deus pelo homem que os crentes devem traduzir em amor real e concreto pelo próximo. Ratzinger explica esta diretriz na sua continuidade de pensamento e acção: como teólogo, bispo, cardeal e Papa.
Foi uma surpresa durante a sua eleição quando, inspirando-se no pai do monaquismo no ocidente, escolheu o nome Bento para relançar a actualidade da sua regra de vida centrada no princípio de que nada deve ser anteposto a Cristo. Como Papa, Ratzinger sempre difundiu e encorajou esta regra como referência principal de cada cristão a todos os níveis de responsabilidade. E à luz desta norma ele definiu-se imediatamente após a eleição um humilde trabalhador na vinha do Senhor.
Bento XVI surpreendeu também com a sua primeira encíclica dedicada ao amor de Deus, considerando o amor ao próximo como distintivo de quantos crêem no Evangelho.
Foram muitas as surpresas do agir contra a corrente deste Pontífice até à última: sair da cena com desconcertante dignidade e naturalidade, consciente de que a barca de Pedro é guiada antes de tudo pelo Espírito de Deus. De mestre de fé passou a ser testemunha da credibilidade das promessas de Deus ao qual vale a pena dedicar a vida inteira.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Sinal dos Tempos: Igreja Católica da Alemanha vai fechar 75 paróquias.

A Igreja Católica da Alemanha vai fechar 75 paróquias ao noroeste do país, reduzindo-as a 30, por falta de fiéis e, consequentemente, de dinheiro para mantê-las. A informação, agora divulgada pela imprensa, foi comunicada em dezembro de 2012 aos fiéis pelo arcebispo Rainer Maria Woelki, da Arquidiocese de Berlim.
Woelki afirmou que a extinção das paróquias é necessária para que a arquidiocese consiga uma “estrutura sustentável” diante da “redução da população”.
Ele acrescentou que não se trata apenas de uma “reforma administrativa, mas também espiritual”.
A média de fiéis por paróquia atualmente é de 3.810. Com a nova estrutura, a média subirá para 13.300, na estimativa da arquidiocese.
Na Alemanha, existe o imposto eclesiástico, que é cobrado automaticamente uma vez por ano dos fiéis.
Nos últimos anos, tem sido significativo o número de alemães que comunicam ao órgão governamental responsável pela arrecadação que deixaram de ser católicos. Tanto que em 2012 a Conferência Episcopal da Alemanha baixou decreto determinando que quem deixou de pagar o imposto não poderá se casar na Igreja e batizar filhos. A Igreja só não negará a dar a extrema-unção.
O declínio da Igreja alemã se deve ao avanço na Europa da secularização, que, na Alemanha, foi impulsionada nos últimos dois anos pelos casos de pedofilia cometidos por padres e acobertados pela hierarquia católica.
Para a Igreja, contudo, o que há no país é uma “catolicofobia”, o que, de acordo com cardeal de Joachim Meisner, de Colônia, tem se refletido no noticiário.
O mais recente caso de repercussão na Alemanha envolvendo a Igreja foi o dos dois hospitais católicos que se recusaram a socorrer uma mulher estuprada, para não ter de receitar a pílula do dia seguinte.
Fonte: Blog  Paulo Lopes
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Diz na Sagrada Escritura:
“Se não se abreviassem aqueles dias, não se salvaria pessoa alguma; porém, serão abreviados aqueles dias em atenção aos escolhidos." (Mt. 24, 22).
"Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição," (2Ts 2,3)
"Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a Terra?" (Lc 18, 8).
Nota de  www.rainhamaria.com.br

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI – A misteriosa renúncia de um pontificado enigmático.

Assim como o restante do mundo em geral, e sobretudo o mundo católico, assistimos perplexos à renuncia do Santo Padre o Papa Bento XVI. Nossa perplexidade rapidamente transformou-se em preocupação, uma vez que não se vê na possível lista de sucessores algum cardeal que esteja à altura da obra que era executada por Bento XVI.

Em primeiro lugar, aproveitemos este período, até a renúncia efetiva do Papa, para rezarmos pedindo a Nosso Senhor que proteja a sua Igreja, única verdadeira, e conduza o colégio cardinalício a uma escolha correta.

Apesar de se poderem fazer críticas ao seu Pontificado, especialmente no que se refere às nomeações para cargos da Cúria Romana, não restam dúvidas de que este Papa estava reconduzindo o Navio da Igreja às duas colunas, da Eucaristia e da Devoção a Nossa Senhora, de que Dom Bosco fala em seu sonho sobre a batalha no mar.

A promulgação do Motu Proprio Summorum Pontificum, restaurando a Missa de São Pio V em todo o mundo, é prova incontestável deste trabalho. Tivemos ainda a informação, de várias fontes, de que o Papa enviou para a apreciação de muitos bispos a proposta de um novo dogma mariano.

Em relação ao Concílio Vaticano II, apesar de insistir na chamada “hermenêutica da continuidade”,  a qual questionamos, com todo o respeito que é devido ao Papa, tendo em vista algumas claras contradições entre os textos do Concílio com os do Magistério anterior,  Bento XVI acabou por criar um clima de questionamento dos textos conciliares, que até então era considerado um “super-dogma”. Neste sentido, é sintomática a recente declaração de Dom Demétrio Valetini publicada na Radio Vaticana.

“Ao mesmo tempo, este ano [da Fé] nos deixa com uma clara inquietação: o processo eclesial em andamento, ele favorece a aplicação do Concílio, ou conspira contra as suas intenções fundamentais? (…) Em outras palavras, estamos avançando, ou retrocedendo, na aplicação do Vaticano II? Algumas iniciativas dão a clara impressão de marcha à ré. (…) Também a marcha à ré, cuja utilização às vezes se torna imprescindível para garantir que o veículo siga em frente. O problemático seria engatar esta marcha para voltar atrás e desistir do rumo traçado”. http://www.montfort.org.br/dom-demetrio-valentini-e-a-esperanca/

Passada a perplexidade e controlado um pouco o temor inicial, surge a pergunta: porque o Papa teria renunciado? É evidente que os alegados motivos de saúde não podem ser a causa real desta renuncia. Basta lembrar que o Papa não esteve, ao que se saiba, um único dia de cama.

No comunicado da renuncia o Papa afirma que:    

            “…Para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho é necessário também  vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado.” http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/30471.php?index=30471&lang=po#TRADUZIONE IN LINGUA PORTOGHESE

Porque para governar a barca de Pedro o vigor físico de Bento XVI seria insuficiente? Certamente ele tem agora um vigor físico superior ao que tinha João Paulo II em seus últimos anos de governo da Igreja.

A resposta é que Bento XVI sofre uma oposição, especialmente na Cúria Romana que João Paulo II não sofria. Basta lembrar as recentes declarações a favor das uniões chamadas homoafetivas de Dom Vincenzo Paglia, recém nomeado para o Conselho Pontíficio para a Família, declarações estas apoiadas por Dom Fisichella, eterno candidato a cardeal, e “peixinho” do Secretário de Estado, Cardeal Bertone.

As posições de Bento XVI sobre este tema são claras e suas condenações incontestáveis. Como, portanto, manter Dom Paglia no cargo após tal declaração? Não seria necessária uma reforma completa da Cúria? Não revela isto uma verdadeira conspiração contra o Papa? Se a política do Vaticano não lhe permite por fogo em Dom Paglia, parece bem razoável que Bento XVI considere que não tem mais vigor espiritual e físico para continuar reinando.

É inevitável que surja a pergunta: o que acontecerá? A renuncia de Bento XVI significará a vitória da ala mais modernista da Igreja, que procura uma conciliação, a qualquer preço, com o mundo moderno, acarretando uma tragédia sem precedentes? Terá Bento XVI vigor para influir na escolha de seu sucessor, apesar de não tê-lo para governar a Igreja?

A renuncia de um Papa é um fato extraordinário e aconteceu uma única vez na história quando um Papa se encontrava em seu reinado sem contestação de seu cargo. Sem dúvida este fato está inserido na gigantesca crise da Igreja, que se instaurou desde o Concílio Vaticano II, e que foi predita pelos acontecimentos de Fátima e pelos “sonhos” de Dom Bosco.

Neste sentido é interessante recordar o livro Windswept House, escrito pelo Padre e ex-Jesuíta Malachi Martin, que afirma ter tido conhecimento do segredo de Fátima. “A casa Varrida pelos Ventos” é um romance mas, segundo seu autor, cerca de 80% dos fatos e pessoas mencionadas seriam reais: um deles é o Cardeal Sodano, atual decano do Colégio Cardinalício.

O livro trata longamente dos mistérios da intrincada política vaticana, expondo fatos obscuros, inimagináveis e perturbadores que aconteceriam nos porões do Vaticano. Ele começa relatando duas missas negras que são celebradas simultaneamente na Capela Paulina, no Vaticano – a qual, segundo consta, foi reconsagrada por Bento XVI – e outra nos Estados Unidos, com o intuito de entronizar a Lúcifer no Vaticano, de forma a trazer confusão e mudanças profundas no reduto do “Inominável”, nome pelo qual os satanistas designam a Nosso Senhor Jesus Cristo.

A trama descrita no livro tem como finalidade instaurar um governo mundial, ecumênico, e defensor de todas as “liberdades morais”, que serviria para a implantação do reino de Satanás sobre a Terra.  A estes planos se oporia um Papa, que seria polonês, mas que resistiria de forma muita indecisa.  Os conspiradores em oposição ao Papa procuram forçar sua renuncia.

Apesar de se tratar de um romance são impressionantes as coincidências entre as atitudes tomadas pelo imaginário Papa do livro e o real pontificado de Papa Bento XVI.  Estas coincidências são descritas no artigo do professor Orlando em nosso site:   http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=futuros-decretos-papais&lang=bra .

Vejamos aqui apenas uma coincidência, a liberação da Missa Antiga:   

             “[O Papa] Anuncia aos Cardeais que haverá grandes mudanças no governo da Igreja e dá uma série de decretos papais que seriam logo publicados: 

               ´Os senhores conhecerão, a seu tempo, que há uma serie de particulares decretos papais. O principal deles é preciso mencionar aqui. Houve no passado, e haverá no futuro, um só rito romano oficial da Missa. No futuro próximo, haverá duas variações oficialmente sancionadas daquele sagrado rito romano: o rito tradicional, que floresceu por mais de mil anos antes do Concílio de Trento, o qual deu-lhe uma especial garantia, e o Novus Ordo do Papa Paulo VI, o qual, em um estado reformado é também autorizado. Ambos os ritos serão celebrados em latim, como foi decretado pelo Concílio Vaticano II, exceto nas orações ditas pelo povo, que serão em vernáculo. O Novus Ordo paulino será purificado das partes suspeitas sendo restauradas as palavras valificadoras da Consagração completamente expurgadas dos acréscimos luteranos. A celebração de ambas as Missas será decidida não por voto popular, mas por ordens diretas da Santa Sé”.  

Tudo isto, é importante ressaltar, em uma época que nem se cogitava no Motu Proprio Summorum Pontificum de Bento XVI.O romance se encerra de forma dramática, mas ao que parece igualmente “profética”

O Papa, tendo em mãos os documentos que provam a corrupção no Vaticano e o terceiro segredo de Fátima e, após ter avisado que renunciaria, mas ainda sem tê-lo feito,  é instado pelo seu secretário, uma padre conservador que rezava somente a Missa de São Pio V a divulgar estes documentos, condenando a mentalidade moderna e o modernismo.

É curioso que, em um livro em que ocorrem muitas mortes promovidas pela membros da conspiração, a trama consiste em fazer o Papa renunciar e não simplesmente em assassiná-lo.

Teria Malachi Martin acesso a textos que nós, que não somos freqüentadores dos porões do Vaticano, desconhecemos? Teria ele por algum motivo se enganado sobre a nacionalidade do Papa? O segredo de Fátima falaria, em uma possível parte ainda não revelada, sobre a renuncia de um Papa?

Também é oportuno analisarmos o sonho de Dom Bosco que fala da “Batalha no Mar”.

Nesta visão, Dom Bosco trata da luta da Igreja contra seus inimigos através da imagem de uma batalha marítima. No relato da batalha, segundo a descrição do Padre Lemoyne, há um Papa que é ferido e morre e outro que assume em seu lugar e conduz a Igreja à vitória.

Alguns quiseram identificar este Papa com João Paulo II, devido ao atentado sofrido por ele. Entretanto, João Paulo II foi ferido, mas não morreu.

O Cônego Bourlot, que também esteve presente no relato feito por Dom Bosco, afirma que eram dois os Papas feridos, ficando claro que é o segundo que morre, sendo então eleito o seu sucessor, que trará a vitória à Igreja.

A análise destas divergências entre os dois assistentes do relato é feita pelo Professor Orlando em seu artigo “Fátima um segredo contendo um enigma envolto em um mistério”

http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=fatima3&lang=bra#fatima4

Curioso notar que, na visão, Dom Bosco afirma:

“Eis que apenas morto o Pontífice [que segundo o Cônego Bourlot seria o segundo Papa ferido e morto] um outro Papa o substitui em seu posto. Os pilotos reunidos o elegeram tão subitamente que a notícia da morte do Papa chegou com a notícia da eleição do sucessor. Os adversários começam a perder a coragem”.

É sem dúvida surpreendente imaginar, ainda que seja nos tempos modernos, uma reunião tão rápida dos cardeais para eleição do Papa, que seria possível anunciar a eleição do novo Papa juntamente com a morte do antecessor. Qual seria o motivo para reuni-los no Vaticano se não a noticia da morte do Papa, que obviamente deve ser dada antes do anuncio de uma nova eleição? Tal hipótese somente parece possível se os cardeais já estivessem reunidos, quem sabe para a eleição de um novo Papa após a renúncia do anterior, e que esse último seja morto durante o conclave de seu sucessor, por desafiar o mundo moderno.

Evidentemente, todos esses comentários sobre o desfecho da renuncia do Papa não passam de conjecturas de quem se inquieta, em um momento tão difícil da história da Igreja. O que é certo é que Nosso Senhor prometeu que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. E que Nossa Senhora profetizou em Fátima que o seu Imaculado Coração Triunfará.

Rezemos para que esses dias cheguem rapidamente.

Autor: Alberto Zucchi


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Bento XVI renuncia ao pontificado - A sede vacante a partir das 20 horas do próximo dia 28 de Fevereiro.


O anúncio no final do Consistório ordinário público realizado na manhã de segunda-feira

Bento XVI
renuncia ao pontificado

A sede vacante a partir das 20 horas do próximo dia 28 de Fevereiro

Publicamos as palavras com as quais Bento XVI, no final do Consistório ordinário público realizado na manhã de segunda-feira, 11 de Fevereiro, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico, anunciou a decisão de «renunciar ao ministério de bispo de Roma»:

Caríssimos Irmãos,

convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para  administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

  Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP. XVI
 
14 de Fevereiro de 2013