segunda-feira, 29 de março de 2010

Rede esgoto enganando os incautos.






O Espiritismo e a Igreja Católica


A DOUTRINA SOBRE A REDENÇÃO

"É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a Redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de Sua graça que Ele derramou profusamente sobre nós", explica São Paulo aos Efésios (1,7). Nossa Redenção pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é outra verdade fundamental da Fé Cristã. Nisto consiste propriamente a "boa nova" ou os "Santos Evangelhos". Mas nem esta verdade tão central entra no credo espírita de Allan Kardec. Segundo ele, cada um deve ser seu próprio redentor através do sistema de reencarnações.



Jesus disse aos seus Apóstolos: "Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados" (Jo 20,23). Mas os espíritas não procuram receber o perdão divino que lhes é generosamente oferecido.


O espiritismo nega a criação da alma humana, recusa a união substancial entre corpo e alma, afirma que não há anjos e demônios, repudia os privilégios de Maria Santíssima, não admite o pecado original, contesta a graça divina, abandona toda a doutrina sobrenatural, rejeita a unicidade da vida humana terrestre, ignora o Juízo particular depois da morte, não concede a existência do Purgatório, ridiculariza o Inferno, reprova a ressureição da carne e desdenha o Juízo Final. Em uma palavra: renuncia a tudo que é Cristão.


FALSOS CRISTÃOS


Sendo o Brasil um país tradicionalmente Católico, os espíritas se apresentam como "cristãos" e difundem principalmente o "Evangelho Segundo o Espiritismo". Começaram por dizer que o espiritismo é apenas ciência e filosofia, não cogitando de questões dogmáticas; que eles não combatem crença alguma; que o Católico para ser espírita, não precisa deixar de ser Católico; que todas as religiões são boas, contanto que se faça o bem e se pratique a caridade, etc.; e por isso vão dando nomes de Santos nossos aos centros espíritas. O Conselho Federativo resolveu prescrever a seguinte norma geral: "As sociedades adesas (à Federação Espírita Brasileira), mediante entendimento com a Federação, quando esta julgar oportuno e as convidar para isso, cuidarão de modificar suas denominações no sentido de suprimir delas o qualitativo de "Santo" e de substituir por outras, tiradas dos princípios e preceitos espíritas, dos lugares onde tenham sua sede, das datas de relevo nos anais do espiritismo e dos nomes dos seus grandes pioneiros". Assim, por exemplo, começa algum centro espírita por chamar-se "Centro São Francisco de Assis", depois, quando a Federação julgar oportuno, suprimirá o qualitativo de "santo", e afinal, quando seus adeptos já estiverem suficientemente distanciados da Santa Igreja, será "Centro Allan Kardec"...


O ESPÍRITA PERANTE A SANTA MADRE IGREJA


Em 1953 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmou a determinação feita pelo Episcopado Nacional da Pastoral Coletiva de 1915, revista pelos Bispos em 1948 nestes termos: "Os espíritas devem ser tratados, tanto no foro interno como no foro externo, como verdadeiros hereges e fautores de heresias e não podem ser admitidos à recepção dos Sacramentos, sem que antes reparem os escândalos dados, abjurem o espiritismo e façam a profissão de Fé".


Segundo o novo Código de Direito Canônico (de 1983), "chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do Santo Batismo, de qualquer verdade que se deve crer com Fé Divina e Católica, ou se duvida pertinazmente a respeito dela" (Cân. 751); e no Cânon 1364, parágrafo 1, a nova legislação eclesiástica determina que o "herege incorre automaticamente em excomunhão", isto é: deve ser excluído da recepção dos Sacramentos (Cân. 1331, parág. 1), não podem ser padrinhos de Batismo (Cân. 874), nem da Confirmação (Cân. 892) e não lhe será lícito receber o Sacramento do Matrimônio sem licença especial do Bispo (Cân. 1071) e sem as condições indicadas pelo Cânon 1125. Também não pode ser membro de associação ou irmandade católica (Cân. 316). (d. Boaventura Kloppenburg (ofm), Bispo Emérito da Diocese de Novo Hamburgo-RS/Brasil).


Comentário


É de se ver com suspeita certos grupos que surgiram depois de século XVI a partir de Lutero e que dizem servir a Jesus Cristo, enquanto que para negar e atacar a Santa Igreja, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, recorrem a todo o tipo de má-fé: acusações infâmes, calúnias e injúrias de todo o tipo, tentando denegrir a Instituição Divina. E uma dessas falsidades é passar aos seus prosélitos a idéia de que a Igreja Católica e o espiritismo é a mesma coisa, ou que na Igreja Católica tudo é permitido. E para que os seus prosélitos nunca tenham acesso às verdades da Verdadeira Fé, instigam os seus adeptos a só aceitarem da Igreja Católica a Bíblia Sagrada, e mesmo assim, incompleta, pois que dos 73 livros, somente 66 são aceitos por eles, e muitas vezes adulterados. Muito conveniente para quem deseja mostrar uma extraordinária faixada, às vezes bela, emotiva e atraente, porém, sem o essencial da nossa Verdadeira Fé de dois mil anos, desde os tempos de Cristo até os dias de hoje. E muitas vezes, inchados de orgulho, para justificar as suas mentiras, recorrem ao fanatismo emocional ou dizem que a Igreja errou muito no passado e deixou de existir, ou então que Nosso Senhor Jesus Cristo não fundou nenhuma Igreja. Essa é uma mentira flagrante que revela a extrema desonestidade, visto que em qualquer uma das afirmações nega a Bíblia e chama Jesus Cristo de mentiroso.


É só olharmos a Bíblia: em Mt 16,18 Jesus diz: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela". Quem nega esta verdade, e diz estar seguindo a Bíblia, esse sim, é prevaricador e mentiroso, porque é filho do pai da mentira, e por isso têm ódio contra tudo que vem da parte de Deus (Cf Gen. 3,15), e odeia aquela Mulher a quem o próprio Deus concedeu-lhe o poder de esmagar a cabeça da serpente e Satanás. De fato, o ódio entre os filhos da luz e os filhos das trevas; a descendência da Mulher e a descendência de Satanás, a antiga serpente. Que a Santíssima Virgem e Mãe de Deus interceda por esses infelizes que se deixaram prender e escravizar nas armadilhas de Satanás, para que a Misericórdia de Nosso Senhor e Deus chegue até eles, para que se convertam à única Igreja do Senhor Jesus, à qual foi confiado todo o Patrimônio da Verdadeira Fé (I Tim 3,15; Ef 3,10).


O ESPIRITISMO NÃO CONDUZ A ALMA DE VOLTA PARA DEUS


"... e se então alguém vos disser: eis aqui está o Cristo; ou, ei-lo acolá; não creias! Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão sinais e prodígios para seduzir, se possível for, até os escolhidos. Eis que vos preveni de tudo" (Mc. 13.21-23).


Está na Sagrada Escritura (Bíblia), Palavra de Deus, o Espírito Santo falando aos seus profetas:



No Livro de Levítico diz: "...Se alguém se dirigir aos espíritas ou advinhos para formicar com eles, voltarei meu rosto contra esse homem e o cortarei do meu povo" (Levítico 20,6).


Obs: Esse Livro (Levítico) foi escrito há aproximadamente 400 anos antes do nascimento de Cristo: portanto somando-se 400 anos antes do nascimento de Jesus mais 1.999 após o seu nascimento (dias de hoje), dará uma soma de 2.399 anos, ou seja, o Espírito Santo de Deus já nos avisava há 2.399 anos o que iria estar ocorrendo nos dias de hoje; a confusão que o espírito das trevas, o pai da mentira, Satanás iria estar provocando.

À Partir do séc. XIX, na França, com Alan Kardec, surgiu essa grande fraude (mentira) que hoje já confunde e ilude a milhões de pessoas com essa falsa doutrina reencarnacionista. Essa doutrina desmente mais de 40 verdades da Sagrada Escritura (Bíblia); a não ser que você não acredite na Bíblia, e prefira os falsos profetas! Porém isto também foi antecipado por Deus ao Profeta Jeremias, 700 anos antes do nascimento de Jesus, onde diz, no capítulo 17, versículo 5:


"Eis o que diz o Senhor Deus: Maldito o homem que confia em outro homem, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor!..."


Se você prefere renegar a Palavra de Deus, na Bíblia, e apoiar-se em homens, falsos profetas como Alan Kardec, Buda e etc., não tenha dúvidas que quando comparecer ao Tribunal Divino será cobrado por essa atitude incrédula, teimosa ou quem sabe até orgulhosa; pois avisado você foi!!!

Ainda na mesma época, aproximadamente 400 anos antes do nascimento de Jesus Cristo, nosso Salvador e Redentor – o Filho do Deus Vivo – temos o Livro do Deuteronômio e, portanto, mais uma vez o Espírito Santo de Deus avisando aos homens sobre a falsa doutrina que viria, ou seja, o Espiritismo:


"... Não se ache no meio de ti, quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê a adivinhação, a astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou a invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abominará aqueles que se dão a essas práticas..." (Deuteronômio 18,10-12).


Portanto, concluindo, que fique bem claro: "o espiritismo é abominável diante de Deus"; e como não existem três caminhos, são apenas dois, ou seja, o que conduz à Deus e o que leva ao inimigo de Deus, esteja pois, bem alerta, porque a ação do espírito das trevas é tirar as pessoas do verdadeiro Evangelho, o único que Jesus deixou; leia à seguir o que São Paulo diz na Epístola aos Gálatas, capítulo 1, versículos 6 à 10:


"Mas, ainda que alguém, nós ou um anjo baixado do Céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. (maldito) Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebeste, seja ele excomungado!" (Gálatas 1,6-10).


Portanto, note bem, o evangelho segundo Alan Kardec é um anátema (maldito); seja ele e seus seguidores excomungados, alerta São Paulo!

Definitivamente, pois, siga o único e verdadeiro Evangelho que Jesus Cristo deixou e dentro da única Igreja que instituiu e entregou a Pedro, para ser o primeiro Papa; e que está muito claro no Evangelho de São Mateus, capítulo 16, versículo 18... "Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja..." (Mateus 16,18). Todas as outras igrejas foram fundadas por homens, que se julgaram juízes da única Igreja que Jesus deixou, ou seja, dissidentes. Esses fizeram as suas "igrejas" somente à partir do século XV; portanto, por mais de 1400 anos, existiu apenas a Igreja que Jesus Cristo instituiu, o que deveria acontecer até hoje; isso, se todos os homens fossem obedientes! A obediência também está no Evangelho e Jesus deixou bem claro: "Ai daqueles que alterarem um só til das minhas palavras"; e mais "ai daqueles que julgarem antes de mim"! Medite e decida, porque Deus nos deu o livre-arbitro e a inteligência para escolhermos inclusive a quem queremos entregar à nossa alma.

"Divulgue, vamos resgatar almas das trevas e levar para única e verdadeira luz!"


O ESPIRITISMO É CRISTÃO?


Não, não é! Finalmente um espírita autêntico proclama esta verdade em alto e bom tom:


No livro "À Margem do Espiritismo" (FEB, 3ª edição, 1981, pág. 214), do espírita Carlos Imbassahy, lemos:



Nem a Bíblia prova coisa nenhuma, nem temos a Bíblia como probante. O espiritismo não é um ramo do cristianismo como as demais seitas cristãs. Não aceita os seus princípios nas Escrituras. Não rodopia junto à Bíblia. A discussão, no terreno em que se acha, seria ótima com católicos, visto como católicos e protestantes baseiam seus ensinamentos nas Escrituras. Mas a nossa base é o ensino dos espíritos, daí o nome espiritismo."


O espiritismo nega dezenas de verdades cristãs proclamadas ao longo dos séculos:


A Bíblia: pela frase acima, vemos que a Bíblia é uma das verdades negadas pelo Espiritismo. Seus doutrinadores se referem a esta em tom jocoso ou de superioridade, cegos por seu próprio orgulho, como outros tantos do passado: Voltaire, filósofo francês, que morreu em 1778, disse que depois de 100 anos de sua morte, o Cristianismo sumiria. A circulação da Bíblia aumentou. E, 50 anos depois, a Sociedade Bíblica de Genebra usou a gráfica e residência de Voltaire para imprimir Bíblias!!

Nem iluministas e maçons como Voltaire, ou Kardecistas hão de conseguir reduzir o papel da Bíblia. Hoje, a Igreja divulga a Bíblia, de modo que cerca de 98% da população do globo pode ter acesso a ela. Mais que isto, é o próprio Jesus que diz: "E eu vos garanto: enquanto não passar o Céu e a Terra, não passará um i ou um pontinho da Lei." (Mt 5,18).

Quando citam a Bíblia, os espíritas chegam mesmo a fazer distorções grosseiras. O sr. Américo Domingos Nunes Filho, no livro "Por que sou Espírita" que o diga: citou Mt 18,8-9 e esqueceu a última palavra do versículo: "seres lançado no inferno de fogo eterno"; em Gn 44,5 atribui a José "a taça de fazer adivinhações", quando esta, na verdade, era do faraó do Egito... Quantas mais eu poderia citar aqui? Não precisa. A FEB já se manifestou: "O Reformador", no fascículo de janeiro de 1953, na página 13, sobre a Bíblia:



"Do Velho Testamento, já nos é recomendado somente o Decálogo, e do Novo Testamento apenas a moral de Jesus; já consideramos de valor secundário, ou revogado e sem valor algum, mais de 90% do texto da Bíblia."


Deus: no espiritismo, o papel de Deus é secundário. Reduz-se a um mero guarda de trânsito para o vai-e-vem dos espíritos, que estão "mergulhados no fluido divino".

Para quem nega o panteísmo, Allan Kardec e sua turma escorrega bastante: Espíritos "se acham mergulhados no fluido divino" (A genese, p.56).

O espírita Rangel Veloso, em seu livro "Pseudos Sábios ou Falsos Profetas", ed. 1947, pág. 34, assim se expressa ao declarar ter ouvido em centro espírita a concepção panteísta de Deus: "Deus é uma folha de papel, rasgadinha em milhões, bilhões e não sei quantas mais divisões. Lançados esses pedacinhos de papel no Universo, cada pedacinho de papel representa um homem e um ser existente, e todos reunidos, formando o todo, é deus". Ora, este não é o Deus que nós Cristãos conhecemos ao longo de toda a história da humanidade. Não é o mesmo Deus que nos revelou através de Moisés e que disse: "Eu sou o que sou" (Ex 3,14).



A Santíssima Trindade: É constrangedor o silêncio de Allan Kardec a respeito da Santíssima Trindade. Fala de Jesus, embora negando sua natureza divina, e esquece o que Ele disse a respeito do ´Pai e do Filho e do Espírito Santo´. Em alguns trechos, parece confundir o próprio Espírito Santo com Deus-Pai.


Jesus: "Esse Jesus de Nazaré, sem dinheiro nem armas, conquistou milhões de pessoas num número muito maior que Alexandre, César, Maomé e Napoleão; sem o conhecimento e a pesquisa científica Ele despejou mais luz sobre assuntos materiais e espirituais do que todos os filósofos e cientistas reunidos; sem a eloquência aprendida nos bancos escolares, Ele pronunciou palavras de vida como nunca antes, nem depois, foram ditas e provocou resultados que o orador e o poeta não conseguem alcançar; sem ter escrito uma única linha, Ele pôs em ação mais canetas, e forneceu temas para mais sermões, discursos, livros profundos, obras de arte e música de louvor do que todo o continente de grandes homens da antigüidade e da atualidade" (Philip Schaff, historiador). Esse mesmo Jesus não é visto como Deus no Espiritismo, é apenas mais um "espírito evoluído que continua em evolução".

Cristo é enfático ao se revelar como Deus e assim proceder. Eis um dos motivos de sua crucificação... "Mas todo aquele que me negar diante dos outros, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus." (Mt 10,33).


A Redenção: "É pelo sangue de Jesus Cristo que temos a redenção, a remissão dos pecados, segundo a riqueza de sua graça que ele derramou profundamente sobre nós", explicava São Paulo aos Efésios (1,7). Nossa redenção pela Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é outra verdade fundamental da Fé Cristã. Nisso consiste propriamente a "Boa Nova" ou o "Evangelho".

Mas nem esta verdade tão central entra no credo espírita de Allan Kardec. Segundo ele, cada um deve ser seu próprio redentor através do sistema de "reencarnações". Leão Denis o enuncia cruamente quando escreve: "Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo." (Cristianismo e espiritismo, p. 88).

Daí esta doutrina de Allan Kardec: "Toda falta cometida, todo mal realizado é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não for em uma existência, sê-lo-á na seguinte ou seguintes." (O céu e o inferno, 88).



O Perdão: dentro desta ótica, não há espaço no Espiritismo para o perdão. Pasmem, o perdão seria uma injustiça, pois quebraria a frieza do "olho por olho, dente por dente" que é a Lei do Karma. A lei do Karma é fatal: é ela que "explica" as injustiças e desigualdades deste mundo. Se bem que ela é também quem ajuda a mantê-la. A Índia, um país reencarcionista, com seus mais de 700 milhões de habitantes, bem demonstra tal fatalidade, com uma sociedade dividida em castas. Não é a toa que a mensagem Cristã das Irmãs da Caridade e dos Jesuítas causou tanto impacto em um ambiente deste, de povo conformado com a lei do "karma", de "se expiar" para a vida posterior. O deus no Espiritismo é um fiscal, observando a "divida contraída que deverá ser paga".

Ora, tudo recebemos da graça de Deus. Não temos como restitui-lo totalmente. É por isto que Ele abre espaço para o perdão, pois quer "que todos se salvem".


A Confissão: onde não há o devido espaço para o perdão, também não poderia haver para o seu respectivo Sacramento. No entanto: "Jesus disse-lhes de novo: ´A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio´. Após essas palavras, soprou sobre eles e disse: ´Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados serão perdoados. A quem não perdoardes os pecados não serão perdoados´." (Jo 20,21-23).

Ignoram a história da mulher adúltera, onde Jesus diz: "Erguendo-se, disse para a mulher: ´Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?´ Ela respondeu: ´Ninguém, Senhor´. Jesus lhe disse: ´Nem eu te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais´. (Jo 8,10-11).

Jesus perdoou com o simples arrependimento. Arrependimento que, sendo sincero, apaga a falta e abre o Cristão para uma nova vida: "não peques mais". Em nenhum momento, Cristo impõe mais condições, do tipo vamos "renegociar a sua dívida".



O Batismo: Jesus mandou os apóstolos irem pelo mundo inteiro, para ensinar a todos tudo quanto Ele lhes ordenara, batizando a todos "em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19-20), esclarecendo: "Aquele que crer e for batizado será salvo; o que não crer será condenado" (Mc 16,16). No Brasil, os espíritas, fiéis à doutrina codificada por Allan Kardec, já não batizam nem fazem batizar seus filhos. Nem teria sentido. Pois é pelas reencarnações que os homens devem alcançar a perfeição...


Os Sacramentos: Além dos já citados (Batismo e Confissão) o Espiritismo nega todos os outros Sacramentos: Confirmação, Eucaristia, Ordem e Unção dos Enfermos, só aceitando mesmo o Matrimônio. Consideram os Sacramentos como "meros ritos, formas, liturgia", ignorando que eles são graças derramadas por Deus sobre os homens, justamente porque não somos nada sem a graça divina. Sem esta, não há "religare" com Deus, pois não temos força em nós mesmos para chegarmos a tanto.


A Igreja: Jesus disse a Pedro: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus e o que ligares na terra será ligado nos céus e o que desligares na terra será desligado nos céus". (Mt 16,18-19). Mas os espíritas não dão nenhuma importância nem a Pedro e seus sucessores, nem à Igreja que Jesus dizia "sua", nem ao poder das chaves que o Senhor Jesus entregou ao chefe do Colégio Apostólico.

Jesus declarou aos apóstolos: "Quem vos ouve, a mim ouve; quem vos despreza, a mim despreza; e quem me despreza, despreza aquele que me enviou" (Lc 10,16). Para os espíritas tudo isso já está superado, pois eles vão receber as orientações dos espíritos que baixam em seus centros. No livro "Depois da Morte" (p.80), profetiza Leão Denis: "Chegará a ocasião em que o Catolicismo, seus dogmas e práticas não serão mais do que vagas reminiscências quase apagadas da memória dos homens, como o são para nós os paganismos romanos e escandinavos". Enfim, a influência maçônica de ódio à Igreja ("a Infame", segundo Voltaire) se faz presente no Espiritismo. Nada estranho: León Hippolyte Denizart Rivail (=Allan Kardec) foi maçon de grau 33 junto à Grã-Loja Escocesa Maçônica de Paris.


Fé e Obras: Dentro da orgulhosa doutrina espírita, a salvação virá exclusivamente pelas "boas obras" que cada um faz, "resgatando as suas dívidas".

Ora, eis o que leio em S. Tiago: "Por minhas obras te mostrarei a fé". São necessários os dois. São interligados, como teoria e prática. A respeito da fé, ainda vemos: "Quem não crer será condenado" (Mc 16,16); "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hb 11,6).


A Ressurreição: Por mais que São Paulo fale que a Fé Cristã é baseada na Ressurreição, e que sem esta seria vazia, os espíritas a ignoram totalmente. Falam em reencarnação, trazendo à tona os paganismos, contra os quais, S. Paulo tanto lutava. Qualquer pessoa pode abrir o Novo Testamento e ver o quanto é destacada a Ressurreição. Não há porque se ampliar demais no tema...


As Aparições: A Bíblia enumera alguns casos de aparição, onde Anjos enviados por Deus vêm a Terra dar a sua colaboração no plano salvífico. Todas estas aparições que aí vemos são de iniciativa própria, única e exclusiva de Deus, mas os espíritas acreditam que elas podem ser provocadas, à total revelia do que demonstra a Bíblia. E os caos de "encarnações": espíritos invadindo corpos, simplesmente são alheios à Bíblia, o que dispensa maiores comentários. A mesma Bíblia que deixa claro: "não evocar os mortos". Não entendo como uma proibição do próprio Deus poderia ser fundamento de uma religião deste mesmo Deus!!!


O Inferno: Não existe inferno nem demônios no Espiritismo. Há apenas espíritos atrasados que pouco podem contra nós. Mera questão de conveniência, já que a existência de um inferno eterno levaria abaixo toda a obra de Kardec. Mas como S. Mateus e S. Marcos eram inspirados, eis que fico com estes, onde facilmente lemos: "Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". "Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais será perdoado; será réu de um pecado eterno". Deus disse: "Se tua mão ou o teu pé te é ocasião de pecado, corta-os e lança-os longe de ti. É melhor para ti entrardes na vida coxo ou manco, do que seres lançado no inferno, onde o verme não morre e o fogo não se apaga". Qualquer um pode abrir a Bíblia e ver passagens como as supracitadas.


O Purgatório: O Espiritismo distorce a idéia do purgatório Cristão, tentando ver neste o "mundo espiritual" para as purificações e reencarnações. Ora, quem está no purgatório tem o céu como destino, não a Terra ou outro Planeta.

O ser humano, gozando de seu livre arbítrio e não do determinismo kármico, tem duas opções: negar a Deus ou aceitá-lo. A primeira hipótese, o conduz ao Inferno. A Segunda, abre as portas da salvação. E o que é preciso é apenas ser fiel a Deus e à sua Santa Igreja.

Este último, que fez a opção correta pode, ao morrer, carregar consigo alguns pecados, impurezas que o mancham, e "nada de impuro entrará no céu". (Ap 21,27) Como tal, Deus não o condena, mas este há de purificar-se...


"Se a obra construída sobre o fundamento resistir, o autor receberá um prêmio; e aquele cuja a obra for consumida sofrerá o dano; ele, todavia, se salvará, mas como quem passa pelo fogo" (1Cor 3,14-15). Essa é a realidade do Purgatório.


Há, porém, como já vimos um outro fogo, eterno e preparado para o diabo e seus anjos. Este é para quem disse "Não" a Deus. Um fogo bem diferente do fogo do purgatório ou do fogo de Pentecostes.



A Revelação: Deus se revela ao homem em uma seqüência de tempo: Deus-Pai, Deus Filho-Jesus, e Deus Espírito Santo. O primeiro se revelou no Antigo Testamento, entregando as leis a Moisés. Os dois últimos se revelam no Novo Testamento: Jesus, é revelado pelo próprio Pai: "E do céu veio uma voz que dizia: ´Este é o meu Filho amado, de quem eu me agrado´" (Mt 3,17). E é reconhecido como tal: "Então ele perguntou-lhes: ´E vós, quem dizeis que eu sou?´ Simão Pedro respondeu: ´Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo´. Em resposta, Jesus disse: ´Feliz és tu, Simão filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue quem te revelou isso, mas o Pai que está nos céus´" (Mt 16,15-17). A Terceira Pessoa da Santíssima Trindade é também revelada no Novo Testamento, só que agora por Jesus Cristo: S. João 14, 15ss, "Eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, que estará convosco para sempre. Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis porque permanece convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos".

Realmente Cristo não deixaria os apóstolos e sua Igreja órfãos por 1800 anos. S. João 16, 5ss: "Convém a vós que eu vá, pois, se eu não for, o Paráclito não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós". "A vós": os Apóstolos, a Igreja nascente; não um indivíduo de outro século qualquer, seja ele Maomé, Allan Kardec, Reverendo Moon, Russel, ou qualquer pretensioso da espécie.

"´Mas recebereis uma força, o Espírito Santo que virá sobre vós; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, até os confins da terra´. Dizendo isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem o ocultou a seus olhos" (At 1,8-9).


"Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente veio do céu um ruído, como de um vento impetuoso, que encheu toda a casa em que estavam sentados. E viram, então, uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e foram pousar sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia" (At 2, 1-4).


O plano de Deus não admite lacunas: Javé – Cristo – Espírito Santo. Sem intervalos onde o homem ficaria abandonado à sua própria sorte.


Eis que paramos por aqui, mas poderíamos dar continuidade, falando de outras incomensuráveis divergências como: a criação da alma humana; recusa da união substancial entre corpo e alma; repúdio dos privilégios de Maria Santíssima; ignorância da comunhão dos santos; não admissão do pecado original; contestação da graça divina; reprovação da ressurreição da carne; e desdém do juízo final. Em uma palavra: renúncia de todo o credo cristão.


Em que consiste, pois, seu anunciado "cristianismo"? Tudo é simplesmente reduzido à aceitação de alguns princípios morais do Evangelho, tal como Allan Kardec aprendera em sua juventude, no Instituto de Pestalozzi, em Yverdun, na Suíça. Instituto protestante liberal onde, baseados na "livre interpretação da Bíblia", cada um deduzia o que bem entendesse.



Comentário:

Como vemos, tudo no espiritismo é fraude, a começar pelo "encarnar-se". E a Bíblia é muito clara a respeito disso em Hebreus 9,27 quando diz muito claramente: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o julgamento". O resto é um jogo arquitetado por Satanás, porque nega a Deus, Nosso Senhor e Nosso Único Salvador, pois, "Em nenhum outro há salvação. Porque debaixo do Céu, nenhum outro nome foi dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4,12). E quem rejeita a Deus, sem dúvida alguma, irá para o sofrimento do fogo eterno. E foi com o infinito amor e supremo ato de sua Misericórdia que o Senhor nos revelou estas coisas, porque não deseja a nossa perdição. Mas, nunca se esqueçam: Deus nos concedeu o livre arbítrio para fazermos livremente a nossa opção...

Satanás e seus demônios espalham mentiras e confusões nas mentes obscuras e inseguras, desprovidas das sãs doutrinas e cheias de orgulho, as quais vivem ao sabor deste mundo apóstata, governado pelo perverso inimigo de Deus e nosso, e trabalhando incansavelmente pela perdição eterna de todos nós. E não há dúvidas que os espiritas, se rejeitarem até o fim de suas vidas terrenas este precioso tempo de misericórdia que o Senhor está nos concedendo, a nossa livre opção, irão inevitavelmente para os horrores do inferno por toda a eternidade, onde terão a indesejável companhia dos demônios e das almas que tiverem a mesma infelicidade. Isso é o que diz a palavra de Deus. Vejamos uma pequena passagem: Deut.18, 9-14:


"Quando tiverdes entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não te porás as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem que se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à invocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus abomina tais práticas. As nações que vais despojar ouvem os agoreiros e os adivinhos; a ti, porém, o Senhor, teu Deus não o permite".


Quer mais?


"Não vos dirigirás aos espíritas e adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Se alguém se dirigir aos espíritas para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem e o cortarei do meio de seu povo. Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, seja morto. Serão apedrejados e levarão a sua culpa" (Levítico 19,31 e 20,6 e 27).


Os espíritas em geral se tornam pessoas dissimuladas e sarcásticas em tudo que diz respeito às verdades de Fé Católica, tendo em vista que eles trabalham para Satanás, o inimigo de Deus e da sua Santa Igreja, bem como da própria humanidade que Deus assumiu e redimiu. Assim, eles pensam zombar da Fé, enquanto que - pobres infelizes - zombam deles mesmos e do destino terrível que os aguarda, pois que de Deus não se zomba (Gál 6,7).



domingo, 28 de março de 2010

The Priests - Harmony (2009).


Músicas:
1. How Great Thou Art
2. Ta Deum
3. Gaelic Blessing
4. Amazing Grace
5. Bist Du Bei Mir
6. Benedictus
7. Stabat Mater
8. Laudamus Te
9. Ave Verum
10. King of Kings
11. Lift Thine Eyes
12. Silent Night
13. The Lord's Prayer
14. O Comfort My People
15. You'll Never Walk Alone

sexta-feira, 26 de março de 2010

CD Matt Maher - The End and the beginning (2002).


1. Litany
2. Love Has Come
3. Kyrie
4 .Just Like You
5. Better Is One Day
6. Wonderful to Me
7. You Are the Lord
8. The Heart of Worship
9. Lamb of God
10. Your Love Is Extravagant
11. You Know Who I Am
12. The End and the Beginning


Site: www.mattmahermusic.com

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sexta-feira, 19 de março de 2010

CD Shemá - Descubriendo tu presencia (2008).

Músicas:

1. Tu el Centro
2. Descubriendo tu Presencia
3. Esperando tu venida
4. Para entregar el corazón
5. Hasta la eternidad
6. Donde mi voz pueda entonar
7. Vivir en Libertad
8. Restauración
9. Digno de Adoración
10. El blues del amigo
11. Esperando tu venida - en vivo
12. Descubriendo tu presencia - en vivo
13. Digno de Adoración (Portugués)

País: Paraguay
Site: www.shema.com.py


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Tamanho: 42.5MB

domingo, 14 de março de 2010

Vocação - Convite especial.



Uma irmã carmelita, com dezessete anos de vida no Carmelo, parte deles como Mestra de Noviças, após ter obtido a permissão do bispo local para uma experiência de 5 anos, e contanto com a assistência de frades da mesma ordem, está dando início à fundação de um Carmelo no qual deve se celebrar, com exclusividade, a forma extraordinária do Rito Romano, mais conhecida como missa tradicional ou missa de São Pio V. A forma de vida também transcorrerá segundo as normas tradicionais do Carmelo, quanto à disciplina, recitação dos ofícios, silêncio, penitências e tudo o mais.


A religiosa pede que as jovens eventualmente interessadas em participar dessa fundação, entrem em contato com Ir. Maria do Sagrado Coração, pelo email carmelotradicional@yahoo.com.br, para obter maiores informações.

Padre Mateus Maria - A Visão do inferno em Fátima.


Caros jovens e amigos:



"Que a Paz de Cristo e a Ternura de Maria estejam convosco e com os seus!"



Ao que parece, hoje muitos não querem falar de pecado, até para muitos padre, o adultério, a masturbação, o homossexualismo, não é pecado, e colocamos fiéis e aí mesmo em ocasião de inferno, malditos estes pastores que se veste de cordeiros e são lobos de satanás, antes não tivessem sido sacerdotes. Para nos vivermos melhor ainda esta quaresma, por favor, assista este vídeo, clicando no link abaixo:




Aqueles que quiserem escutar a homilia do III domingo de advento, podem clicar:

Testemuho do piloto americano Scott O'Grady: Nossa Senhora de Medjugorje me salvou!


Testemuho do piloto americano Scott O'Grady

Scott O'Grady, um piloto de combate das forças da OTAN cujo avião foi abatido na Bósnia, em Junho de 1995, foi resgatado após uma operação bem-sucedida na qual mais de 40 aviões e helicópteros participaram, 100 soldados e alguns dos melhores estrategistas militares de OTAN.

Após o seu regresso aos Estados Unidos, ele também escreveu um livro sobre os eventos e os horrores que viveram depois de os sérvios da Bósnia derrubado seu F-16. Descrevendo o sofrimento, fome, sede, frio e medo de que ele viveu no decurso dos vários dias de clandestinidade e à espera de ajuda nas florestas da Bósnia, em seu livro Retorno honrado, ele também revela um detalhe interessante que tem o maior significado em toda a operação de resgate.




Testemunho do piloto na capa da revista americana TIME em 19 de junho de 1995

"No terceiro dia do meu esconderijo, pensando em como a sobrevivência é antes de tudo um teste espiritual, eu experimentei algo fantástico e irrepetível. De repente, no silêncio do meu esconderijo, lembrei-me do relato de um amigo de minha mãe, que antes da guerra eclodir na Bósnia, visitou Medjugorje, um pequeno lugar do sul do país, onde há testemunho sobre aparições de Nossa Senhora. Naquela tarde, eu me virei para Nossa Senhora em oração. Imediatamente eu senti Sua presença. Direito tornou-se mais e mais claros e palpáveis até o momento que eu A vi. É difícil descrever em palavras. A visão veio com a força dos meus sentimentos, e esse sentimento foi indescritivelmente quente, cheio de felicidade e de paz. Alguém que existia orava e vigiava pelo meu regresso. Essa visão foi a coisa mais importante que me aconteceu na Bósnia. Ela me deu a coragem de resistir nos momentos mais difíceis. "




Livro que conta a fantástica história do piloto americano



Através de seu livro O piloto norte-americano fez sua própria declaração pública dada imediatamente após a operação de resgate: "Nossa Senhora de Medjugorje me salvou!"



Traduzido por Gabriel Paulino



Fonte: http://crownofstars.blogspot.com/2010/02/in-times-of-trial.html

Padre Mateus Maria - Eclesiologia (Palestra).





Catequese sobre a Igreja, definindo a Igreja como problema, a etimologia da palavra Igreja. Palestra feita ao Grupo de Jovens Dom Bosco do Mosteiro Menino Jesus.


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Parte 01:


Parte 02:


Audio (Parte 01):

Olhar somente para Jesus Cristo.


OLHAR SOMENTE PARA JESUS CRISTO
(Jo 12, 9)



“Uma grande multidão de judeus, tendo sabido que ele estava ali, veio, não só por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro, que ele ressuscitara dos mortos”.





Milhões de católicos que não possuem uma intenção pura imitam esses judeus de Jo 12, 9 “... veio, não só por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro”.




Tomás de Kempis escreve: “É necessário, pois, que purifiques a tua intenção, para que seja pura e reta, e se enderece só a Jesus, sem deter-se nunca nos objetos inferiores”.




Os judeus não foram à casa de Marta e Maria, em Betânia, somente para ver Jesus Cristo, mas também para ver Lázaro.




Infeliz daquele que divide o coração entre Deus e as criaturas e que deseja o Eterno sem se desapegar daquilo que passa. Deus é ciumento e não aceita um coração dividido entre Ele e “Lázaro”: “Deus é um patrão que não aceita concorrentes, nem quer ser servido pela metade. Exige a totalidade” (Santa Catarina de Sena).




Jamais devemos olhar para Cristo Jesus e para “Lázaro”. “Lázaro” é tudo aquilo que desvia os nossos olhos de Deus: “Ninguém pode servir a dois senhores. Quem serve a um despreza o outro” (Lc 16, 13), e: “Os dois não combinam. O mundo oferece exatamente o contrário... Quem se põe ao serviço das realidades terrenas, fora do plano divino, peca e torna-se escravo do pecado, que é privação. O homem se reduz a nada, sem Deus, que é tudo” (Santa Catarina de Sena).




Santa Teresa de Jesus escreve: “Só Deus basta!”, e São Luis Maria Grignion de Montfort também escreve: “Deus só!”, e Santo Agostinho ainda diz: “Quero ser propriedade vossa”.




Se sabemos que “... somente em Deus a nossa alma repousa... que dele vem a nossa salvação... que ele é nossa rocha... salvação... nossa fortaleza... nossa esperança... nossa glória... nosso abrigo...” (Sl 62, 2-8); por que então perdermos tempo direcionando os nossos olhos para “Lázaro”, isto é, para coisas inferiores?




Na caminhada rumo ao céu muitos são aqueles que se distraem e acabam tomando outro rumo. Olham para Cristo e para “Lázaro”, e por falta de fortaleza e perseverança se perdem pelo caminho.




Quem olha para Cristo e para “Lázaro” jamais terá paz em sua alma imortal: “Deus está em nós, mas de modo escondido. Para encontrá-lo cumpre afastar-nos de tudo segundo o afeto e a vontade. Significa isto desapegar-nos, renunciar, aniquilar-nos, morrer espiritualmente a nós mesmos e a todas as coisas, não tanto e não só com o afastamento material, mas, acima de tudo, com o desapego do afeto e da vontade. É o caminho do nada, do desapego total; é a morte do homem velho, condição indispensável para revestir-nos de Cristo para viver em Deus” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena).




Fixemos os nossos olhos somente em nosso Salvador e jamais busquemos algo fora d’Ele: “Eia, pois, ó alma formosíssima entre todas as criaturas, que tanto desejas saber o lugar onde está teu Amado, a fim de o buscares e a ele te unires! Já te foi dito que és tu mesma o aposento onde ele mora e o recôndito e esconderijo em que se oculta. Nisso tenho motivo de grande contentamento e alegria, vendo que todo o meu Bem e esperança se encontram tão perto de mim, a ponto de estar dentro de mim, ou, por melhor dizer, não posso estar sem ele... Que mais hei de querer ou buscar fora de mim, se tenho dentro de mim minhas riquezas e meus deleites, minha satisfação, meu reino, isto é, meu Amado a quem desejo ardentemente? Convosco, ó meu Deus, alegro-me e me regozijo, no meu recolhimento interior! Aqui vos desejo, adoro-vos, sem ir procurar-vos fora de mim, porque me distrairei, cansar-me-ei, sem poder encontrar-vos nem gozar com maior segurança” (São João da Cruz).





Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis, 23 de fevereiro de 2010



Download Católico

Olhar somente para Jesus Cristo


OLHAR SOMENTE PARA JESUS CRISTO
(Jo 12, 9)



“Uma grande multidão de judeus, tendo sabido que ele estava ali, veio, não só por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro, que ele ressuscitara dos mortos”.






Milhões de católicos que não possuem uma intenção pura imitam esses judeus de Jo 12, 9 “... veio, não só por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro”.




Tomás de Kempis escreve: “É necessário, pois, que purifiques a tua intenção, para que seja pura e reta, e se enderece só a Jesus, sem deter-se nunca nos objetos inferiores”.




Os judeus não foram à casa de Marta e Maria, em Betânia, somente para ver Jesus Cristo, mas também para ver Lázaro.




Infeliz daquele que divide o coração entre Deus e as criaturas e que deseja o Eterno sem se desapegar daquilo que passa. Deus é ciumento e não aceita um coração dividido entre Ele e “Lázaro”: “Deus é um patrão que não aceita concorrentes, nem quer ser servido pela metade. Exige a totalidade” (Santa Catarina de Sena).




Jamais devemos olhar para Cristo Jesus e para “Lázaro”. “Lázaro” é tudo aquilo que desvia os nossos olhos de Deus: “Ninguém pode servir a dois senhores. Quem serve a um despreza o outro” (Lc 16, 13), e: “Os dois não combinam. O mundo oferece exatamente o contrário... Quem se põe ao serviço das realidades terrenas, fora do plano divino, peca e torna-se escravo do pecado, que é privação. O homem se reduz a nada, sem Deus, que é tudo” (Santa Catarina de Sena).




Santa Teresa de Jesus escreve: “Só Deus basta!”, e São Luis Maria Grignion de Montfort também escreve: “Deus só!”, e Santo Agostinho ainda diz: “Quero ser propriedade vossa”.




Se sabemos que “... somente em Deus a nossa alma repousa... que dele vem a nossa salvação... que ele é nossa rocha... salvação... nossa fortaleza... nossa esperança... nossa glória... nosso abrigo...” (Sl 62, 2-8); por que então perdermos tempo direcionando os nossos olhos para “Lázaro”, isto é, para coisas inferiores?




Na caminhada rumo ao céu muitos são aqueles que se distraem e acabam tomando outro rumo. Olham para Cristo e para “Lázaro”, e por falta de fortaleza e perseverança se perdem pelo caminho.




Quem olha para Cristo e para “Lázaro” jamais terá paz em sua alma imortal: “Deus está em nós, mas de modo escondido. Para encontrá-lo cumpre afastar-nos de tudo segundo o afeto e a vontade. Significa isto desapegar-nos, renunciar, aniquilar-nos, morrer espiritualmente a nós mesmos e a todas as coisas, não tanto e não só com o afastamento material, mas, acima de tudo, com o desapego do afeto e da vontade. É o caminho do nada, do desapego total; é a morte do homem velho, condição indispensável para revestir-nos de Cristo para viver em Deus” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena).




Fixemos os nossos olhos somente em nosso Salvador e jamais busquemos algo fora d’Ele: “Eia, pois, ó alma formosíssima entre todas as criaturas, que tanto desejas saber o lugar onde está teu Amado, a fim de o buscares e a ele te unires! Já te foi dito que és tu mesma o aposento onde ele mora e o recôndito e esconderijo em que se oculta. Nisso tenho motivo de grande contentamento e alegria, vendo que todo o meu Bem e esperança se encontram tão perto de mim, a ponto de estar dentro de mim, ou, por melhor dizer, não posso estar sem ele... Que mais hei de querer ou buscar fora de mim, se tenho dentro de mim minhas riquezas e meus deleites, minha satisfação, meu reino, isto é, meu Amado a quem desejo ardentemente? Convosco, ó meu Deus, alegro-me e me regozijo, no meu recolhimento interior! Aqui vos desejo, adoro-vos, sem ir procurar-vos fora de mim, porque me distrairei, cansar-me-ei, sem poder encontrar-vos nem gozar com maior segurança” (São João da Cruz).





Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis, 23 de fevereiro de 2010




sábado, 13 de março de 2010

CD Padre Reginaldo Manzotti - Sinais do Sagrados (2010).


Músicas:

  1. # Utopia
  2. # Maria, minha mãe
  3. # Coração santo, tu reinarás
  4. # Ninguém te ama como eu
  5. # Salmo 23 (o bom pastor)
  6. # Balada da caridade
  7. # Santa Maria do Brasil (Santa Maria de la Mer)
  8. # A barca
  9. # Vou evangelizar
  10. # Pot-pourri: Vitória/Bendita e louvada seja
  11. # Pot-pourri: Louvado seja meu senhor/Ida/Quero te dar paz
  12. # Salve rainha
  13. # Lenta e calma sobre a Terra


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quinta-feira, 11 de março de 2010

Marcia Kazumi Ykeda Mathuy (Testemunho Católico).

Testemunho de uma leitora do Download Católico:

A Paz de Jesus!


Estou enviando uma linda e triste história de vida e de conversão.


Gostaria de compartilhar com vocês as maravilhas que Jesus e Maria têm realizado em minha vida com grandes milagres, sinais e prodígios.


Que a Graça de Nosso Senhor Jesus possa tocá-los e


que este testemunho possa libertar os mornos e os frios em sua fé cristã!


Deus te abençoe


Márcia Ykeda




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Exorcista-chefe da Igreja Católica diz que demônio está no Vaticano.

Escândalos de abuso sexual dentro da Igreja Católica Romana são a prova de que 'o diabo está trabalhando dentro do Vaticano', afirma o ex-exorcista-chefe da igreja Padre Gabriele Amorth, 85 anos.

Amorth já lidou com mais de 70 mil casos de pessoas possuídas pelo diabo e disse que as consequências da 'infiltração satânica' incluiríam disputas pelo poder no Vaticano, assim como 'cardeais que não acreditam em Jesus e bispos ligados ao demônio'.







Don Gabriele Amorth atendeu mais de 70 mil casos de pessoas possuídas pelo diabo

O padre, que recentemente publicou o livro 'Memórias de um Exorcista' (tradução livre para Memoirs of an Exorcist), diz que o atentado ao Papa João Paulo II em 1981 foi um trabalho do diabo, assim como o incidente do Natal de 2009, quando uma mulher com distúrbios mentais se jogou em cima do Papa Bento XVI, derrubando-o no chão.

No passado, disse que Adolf Hitler e Joseph Stalin estavam possuídos pelo diabo e sugeriu que a escritora inglesa J. K. Rowling, autora da série de livros Harry Potter, não soube distinguir magia negra de magia branca.

Em entrevista ao jornal italiano La Repubblica o ex-exorcista explica que o diabo é 'só espírito e invisível. Mas pode se manifestar por blasfêmias, ficar escondido, falar várias línguas e até parecer agradável. Sei que às vezes ele ri de mim', confessa.

Padre Amroth foi presidente de honra da Associação dos Exorcistas entre 1990 e 2000 e hoje está aposentado.


Fonte: Redação CORREIO | Foto: AFP

quarta-feira, 10 de março de 2010

Catequese do Papa Bento XVI: A comunhão mística com Deus. São Boaventura.


Catequese do Papa Bento XVI.

A comunhão mística com Deus. São Boaventura.

10.03.10 – Cidade do vaticano: O Papa continuou a meditar sobre a figura de São Boaventura, sobre o qual havia falado na semana passada, enfocando parte de sua obra literária.

Queridos irmãos e irmãs,


Na semana passada, falei sobre a vida e a personalidade de São Boaventura. Nesta manhã, desejo prosseguir a apresentação enfocando parte de sua obra literária e seu ensino.


Como já disse, São Boaventura, entre os vários méritos, teve o de interpretar autêntica e fielmente a figura de São Francisco de Assis, a quem ele venerou e estudou com grande amor. De modo particular, no tempo de São Boaventura, uma corrente dos Frades Menores, chamada de "espiritual", sustentava que São Francisco havia inaugurado uma fase totalmente nova da história, algo como o "Evangelho eterno", de que fala o Apocalipse, que substituiria o Novo Testamento. Este grupo afirmava que a Igreja já tinha esgotado o seu papel histórico e, dessa forma, deveria ser substituída por uma comunidade carismática de homens livres guiados interiormente pelo Espírito, ou seja, os "franciscanos espirituais".


A base das idéias desse grupo fora escrita nos textos de um abade cisterciense, Joaquim da Fiore, que morreu em 1202. Em suas obras, ele afirmava um ritmo trinitário da história. Ele considerava o Antigo Testamento como a era do Pai, seguida pelo tempo do Filho, o tempo da Igreja. Havia ainda que se esperar pela terceira era, aquela do Espírito Santo. Essa história foi interpretada como uma história de progresso: da severidade do Antigo Testamento para a relativa liberdade do tempo do Filho na Igreja, até a plena liberdade dos Filhos de Deus no período do Espírito Santo, que também seria, finalmente, o período de paz entre os homens, de reconciliação entre os povos e religiões.

Joaquim da Fiore havia suscitado a esperança de que o início do novo tempo viria através de um novo monaquismo. É compreensível, portanto, que um grupo de Franciscanos reconhecesse São Francisco de Assis como o iniciador desse novo tempo e que sua Ordem fosse a comunidade desse novo período - a comunidade do tempo do Espírito Santo, que deixava para trás a hierarquia da Igreja para iniciar a nova Igreja do Espírito, não mais vinculada às antigas estruturas.


Houve, portanto, o risco de um gravíssimo mal-entendido da mensagem de São Francisco, de sua humilde fidelidade ao Evangelho e à Igreja, e este mal-entendido comportava uma visão errônea do cristianismo como um todo.


São Boaventura, que tornou-se Ministro Geral da Ordem Franciscana em 1257, encontrou-se frente a uma grave tensão dentro de sua própria Ordem, precisamente por aqueles que apoiaram a mencionada corrente dos "Franciscanos espirituais", que fora fortemente influenciada por Joaquim da Fiore. Exatamente para responder a esse grupo e restaurar a unidade da Ordem, Boaventura estudou cuidadosamente os escritos autênticos de Joaquim da Fiore e os que lhe eram atribuídos e, tendo em conta a necessidade de apresentar corretamente a figura e a mensagem de seu amado São Francisco, desejou apresentar uma justa visão da teologia da história.


São Boaventura afrontou o problema exatamente em seu último trabalho, um conjunto de conferências para os monges do studio parisiense, que permaneceu inacabado e foi reunido através de transcrições dos ouvintes, intitulado Hexaëmeron, ou seja, uma explicação alegórica dos seis dias da criação.

Os Padres da Igreja consideravam os sete dias da história da criação como uma profecia da história do mundo, da humanidade. Os sete dias representavam, para eles, sete períodos da história, mais tarde interpretados também como sete milênios. Com Cristo, se entraria no final no último período, isto é, o sexto período da história, a que se seguiria o grande sábado de Deus. São Boaventura assumiu esta interpretação histórica da relação com os dia da criação, mas de uma forma muito livre e inovadora. Para ele, dois fenômenos de seu tempo exigiam uma nova interpretação do curso da história:


1. A figura de São Francisco, o homem totalmente unido a Cristo até a comunhão dos estigmas, quase um alter Christus, e, com São Francisco, a nova comunidade criada por ele, diversa do monaquismo até então conhecido;

2. A posição de Joaquim da Fiore, que anunciava um novo monaquismo e um período totalmente novo da história, indo além da revelação do Novo Testamento, e que exigia uma resposta.


Enquanto Ministro Geral dos Franciscanos, São Boaventura havia sofrido com tal concepção espiritualista, inspirada em Joaquim da Fiore. A Ordem não era governável, e andava logicamente rumo à anarquia. Para ele, duas eram as conseqüências:


1. A necessidade prática de estruturas e de inclusão na realidade da Igreja hierárquica, da Igreja real, havia a necessidade de um fundamento teológico;
2. Tendo em conta o realismo necessário, não necessitava perder a novidade da figura de São Francisco.


Da resposta de São Boaventura, elaborada de modo muito sutil, posso oferecer aqui apenas um esboço esquemático e incompleto nos seguintes pontos:


1. São Boaventura rejeita a idéia do ritmo trinitário da história. Deus é um só para toda a história e não pode ser dividido em três divindades. A história é una, mesmo que seja um caminho, e - segundo São Boaventura - um caminho de progresso, como veremos;


2. Jesus Cristo é a última palavra de Deus - n'Ele, Deus disse tudo, dizendo e dando a si mesmo. Mais que ele próprio, Deus não pode dizer, nem dar. O Espírito Santo é o Espírito do Pai e do Filho. O Senhor diz do Espírito Santo: "... vos recordará tudo o que eu vos disse" (Jo 14, 26); "colherá do que é meu e vos anunciará" (Jo 16, 15). Portanto, não há um outro Evangelho superior, não há uma outra Igreja a se esperar. Por isso, também a Ordem de São Francisco deve inserir-se nesta Igreja, na sua fé, no seu ordenamento hierárquico;


3. Isso não significa que a Igreja seja imóvel, fixa no passado, e não possa exercer novidade alguma. "Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt" "As obras de Cristo não retrocedem, não são enfraquecidas, mas progridem", disse o Santo na carta De tribus quaestionibus. Assim, São Boaventura formula explicitamente a idéia de progresso, e essa é uma novidade em comparação aos Padres da Igreja e a grande parte de seus contemporâneos.


Até então, o pensamento central que dominava os Padres era apresentado como cume absoluto da teologia: todas as gerações posteriores somente poderiam ser suas discípulas. Também São Boaventura reconhece os Padres como professores para sempre, mas o fenômeno de São Francisco lhe dá a certeza de que a riqueza das palavras de Cristo é inesgotável, e que também entre as novas gerações podem parecer novas luzes. A unicidade de Cristo também nos garante novidade e renovação em todos os períodos.


Claro, a Ordem Franciscana pertence à Igreja de Jesus Cristo, à Igreja apostólica, e não pode ser construída como um espiritualismo utópico. Mas, ao mesmo tempo, é válida a novidade de tal Ordem no confronto com o monaquismo tradicional, e São Boaventura - como disse na catequese anterior - defendeu tal novidade dos ataques do clero secular de Paris: os Franciscanos não tinham um monastério fixo, podiam estar presentes em todos os lugares para anunciar o Evangelho. Apenas a ruptura com a estabilidade, característica do monaquismo, em favor de uma nova flexibilidade, restitui à Igreja o dinamismo missionário.


Nesse ponto, talvez seja útil dizer que também hoje existem visões segundo as quais toda a história da Igreja no segundo milênio teria sido um declínio permanente; alguns vêem o declínio subitamente após o Novo Testamento. Na verdade, "Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt" "As obras de Cristo não retrocedem, não são enfraquecidas, mas progridem".

O que seria a Igreja sem a nova espiritualidade dos Cistercienses, dos Franciscanos e Dominicanos, da espiritualidade de Santa Teresa de Ávila e de São João da Cruz, e assim por diante? Também hoje vale afirmar: "Opera Christi non deficiunt, sed proficiunt", ide avante. São Boaventura nos ensina, pelo exemplo, o discernimento necessário, por vezes severo, do realismo sóbrio e da abertura a novos carismas doados por Cristo, no Espírito Santo, à sua Igreja. E, enquanto se repete essa idéia de declínio, há também uma outra, esta utopismo espiritualístico que se repete.

Nós sabemos como, depois do Concílio Vaticano II, alguns estavam convencidos de que tudo é novo, que há uma outra Igreja, que a Igreja pré-conciliar é finita e teríamos outra, totalmente diferente. Um utopismo anárquico e, graças a Deus, os sábios timoneiros da barca de Pedro - Papa Paulo VI, Papa João Paulo II - defenderam, por um lado, a novidade do Concílio e, ao mesmo tempo, a unicidade e continuidade da Igreja, que é sempre Igreja de pecadores e sempre um lugar de graça;


4. Neste sentido, São Boaventura, como Ministro Geral dos Franciscanos, tomou uma linha de governo na qual ficou clara que a nova Ordem não podia, como comunidade, viver o mesmo "nível escatológica" de São Francisco, em que ele vê antecipadamente o mundo futuro, mas - guiada, ao mesmo tempo, de um são realismo e de coragem espiritual - devia aproximar-se o mais possível da realização máxima do Sermão da Montanha, que, para São Francisco, foi a regra, tendo em conta as limitações do homem, marcado pelo pecado original.


A obra de São Boaventura, o Itinerarium mentis in Deum, é um "manual" de contemplação mística. Ele foi concebido em um cenário de profunda espiritualidade: o monte Alverne, onde São Francisco recebeu os estigmas. Na introdução, o autor explica as circunstâncias que deram origem a este escrito: "Enquanto meditava sobre a possibilidade de a alma ascender a Deus, me foi apresentado, pormenorizadamente, aquele evento maravilhoso que aconteceu com o beato Francisco, isto é, a visão do Serafim alado sob a forma de um Crucifixo. E, meditando sobre isso, imediatamente percebi que tal visão me oferecia a êxtase contemplativa do mesmo Pai Francisco e também o caminho que conduz a ela" (Itinerario della mente in Dio, Prologo, 2, em Opere di San Bonaventura. Opuscoli Teologici /1, Roma 1993, p. 499).


As seis asas do Serafim tornam-se, assim, o símbolo das seis etapas que conduzem progressivamente o homem ao conhecimento de Deus através da observação do mundo e suas criaturas, e através da exploração da própria alma com as suas capacidades, até chegar à união compensadora com a Santíssima Trindade, através de Cristo, à imitação de Francisco de Assis.

As últimas palavras do Itinerarium de São Boaventura, que respondem à pergunta sobre como atingir essa comunhão mística com Deus, deveriam ser colocadas nas profundezas do coração: "Se agora deseja saber como isso acontece, - a comunhão mística com Deus - solicita a graça, não a doutrina; o desejo, não o intelecto; os gemidos da oração, e não o estudo da carta; o esposo, não o mestre; Deus, não o homem; a escuridão, não a clareza; não a luz, mas o fogo que tudo inflama e transporta em Deus com a forte unção e ardentíssimo afeto [...] Entremos, pois, na névoa, acalmemos as preocupações, paixões e fantasias; passemos, com Cristo Crucificado, desse mundo ao Pai, a fim de que, após tê-lo visto, digamos com Felipe: isso me basta" (Ibid., VII, 6).


Caros amigos, acolhamos o convite feito por São Boaventura, o Doutor Seráfico, e entremos na escola do Divino Mestre: escutemos a sua Palavra de vida e de verdade, que ressoa nas profundezas da nossa alma. Purifiquemos os nossos pensamentos e as nossas ações, para que Ele possa habitar em nós, e nós possamos compreender a sua voz divina, que nos atrai para a verdadeira felicidade.

Fonte: Boletim da sala de imprensa da Santa Sé.