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| Redes Sociais |
Como disse em outro lugar, não quero nem me cabe determinar a cada um como agir concretamente com respeito às redes sociais (Facebook, etc.). Mas, ainda que muito brevemente, quero e devo alertar a todos sobre os riscos que me parece elas implicam.
Como nunca fiz parte de nenhuma, só as tratarei a partir de dois de seus efeitos visíveis: o tempo que se perde em tais redes; o fato notório de que, muito ao contrário do que se anuncia, elas são lugar de inimizades, rixas, contendas, detrações, injúrias.
1) O mundo atual, tanto o capitalista como o comunista ou a mescla de ambos, com sua transformação das pessoas em engrenagens de uma imensa máquina de fazer dinheiro, tirou ao homem grandíssima parte do tempo de ócio, exatamente aquele em que podia viver segundo o que é superior em sua alma: aplicando-se à contemplação, sobretudo de Deus. Impediu, assim, o que para Aristóteles era a vida feliz: a bíos theoretikós (exatamente, a vida contemplativa). Que dizer então do que aconteceu à religião e suas práticas, esta mesma religião que, por virtude sobrenatural, constitui o ápice da vida contemplativa – e de que depende nada menos que a salvação eterna das almas?
