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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

As 24 Teses Tomistas

“Estas célebres teses foram logo comentadas amplamente por insignes tomistas e é necessário convir que verdadeiramente expressam as fontes básicas do Tomismo: poder-se-ão discutir alguns aspectos particulares, sobre a ordem seguida, a fidelidade das expressões quanto às fórmulas, ou o próprio número, mas sobre a qualidade do elenco e do conteúdo ninguém poderá duvidar” Cornélio Fabro, Introduzione a San Tommaso – La Metafísica Tomista e Il Pensiero Moderno. Milano: Ed. Ares, 1960, 2ª ed. 1983, p. 168.

Ontologia

Tese I

A Potência e o Ato dividem o ente de tal modo que tudo o que é, ou será Ato Puro ou composto necessariamente de potência e ato como princípios primeiros e intrínsecos.

A INVEJA - Curso da Série Os 7 Pecados Capitais

O propósito deste minicurso é apresentar a inveja como vício eminentemente espiritual, ou seja: como hábito degradante da ordem dos que não têm nenhuma comunhão com o corpo – diferentemente da luxúria e da gula, por exemplo.

Definida como “ódio à excelência alheia”, a inveja será apresentada como fator de desequilíbrio psíquico e moral, sendo os seus graus de maldade mensurados pelo tipo de bens contra os quais se dirige.

O método de apresentação será o mais próximo possível do escolástico:

Santo Tomás de Aquino refutado os hereges

Uma suposta refutação para as cinco vias de Santo Tomás de Aquino.
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O autor considera o seguinte (ver item 3.3, do link):.a) o argumento (do Ser necessário, de Santo Tomás) não considera a possibilidade lógica de as coisas terem existido sempre, apenas se transformando;
.
b) o argumento comete a falácia de composição, a qual consiste em atribuir que as partes é igual ao todo — o enunciado “para cada coisa houve um tempo em que não existiu” constitui uma referência e, o enunciado “houve um momento em que nada existia” pertence a uma outra referência; são referências de natureza diferentes e sem relação entre si.


Infelizmente o autor não discorre muito (por que será?). Não diz, por exemplo, porque que “são de naturezas diferentes e sem relação entre si”, apenas faz a afirmação.

AD Sertillanges - A vida intelectual (Neotomismo)

Neotomismo é um movimento de retorno à filosofia tomista da Idade Média, resgatada à luz de tendências intelectuais modernas e retomada especialmente a partir de 1879, por influência de uma encíclica do Papa Leão XIII.
O Neotomismo é a corrente filosófica que resgata o Tomismo, a filosofia do pensador italiano Santo Tomás de Aquino, com o objetivo de resolver problemas contemporâneos. Para o Neotomismo, toda a filosofia moderna, a partir de Descartes, constituir-se-ia em erros e equívocos, responsáveis pela crise do mundo moderno.

Na visão neotomista, é inaceitável privilegiar interesses de ideologias como o neoliberalismo ou comunismo por exemplo, ou instituições como empresas e o governo, em detrimento do direito do ser humano a uma vida digna e tudo que ela acarreta: a liberdade, a saúde, o emprego e a habitação.

Abaixe o PDF:

Qual o valor do tomismo hoje?

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

Outro dia um aluno do curso de filosofia  perguntou-me se a ciência moderna anulava ou contradizia alguma das teses da filosofia de Santo Tomás, um pensador medieval.

A referida pergunta procede e versa sobre um assunto a ser investigado. Mas deve-se dizer que, para analisar tal problema, é preciso logo de princípio fazer uma distinção entre o campo estrito da metafísica e outros tratados filosóficos. Sendo a metafísica o estudo do ser enquanto ser, separado das qualidades sensíveis e da quantidade (terceiro grau de abstração), não compete às ciências físicas imiscuir-se em seu terreno e querer aplicar aí seu método de investigação. Deus, Ato Puro, Ser Absoluto, Causa Primeira, nunca será objeto de investigação científica, se por ciência se entendem apenas as ciências empíricas. A legitimidade da metafísica consiste justamente em provar que as outras ciências são subalternas em relação a ela na medida em que suas conclusões e respostas não são exaustivas, mas, ao contrário, sempre se limitam àquilo que é contingente e não se explica por si mesmo e, por conseguinte, é dependente do Ser Necessário.

Livro Gustavo Corção - Dois Amores Duas Cidades

Cristianismo e humanismo

Em artigo intitulado Humanismo Cristão, e publicado no GLOBO de 23-11-1975, o Ministro Júlio Barata referiu-se a meu nome e a minha obra em termos extremamente lisonjeiros que exigem meu agradecimento, mas que não me podem dispensar de mais algumas palavras de penosas retificações.

Foi nos idos de 1952 que conheci, de longe, o professor Júlio Barata, quando tive o prazer de assistir à sua aula e defesa de tese no concurso para a cátedra de Filosofia do Colégio Pedro II. Era sem sombra de dúvida o mais competente dos candidatos, mas a banca examinadora, com uma grosseira e escandalosa injustiça, deu as mais altas notas a um Centauro, que da Filosofia só conhece os honorários. Embora em campos políticos opostos, fiz questão de homenagear o injustiçado, com meu inútil protesto publicado dias depois nas colunas dos jornais. Trago à lembrança do professor Júlio Barata este remoto testemunho para reforçar a cordialidade e o respeito em que coloco hoje meus agradecimentos e minhas inevitáveis discordâncias.

Tomismo: O que é Tomista?

A Escola Tomista: definição, critério, cronologia e futuro do Tomismo.

1. O que é Tomista?

A palavra Tomista serve para designar pessoas ou doutrinas que se inspiraram ou se inspiram no Tomismo. Por Tomismo entende-se todo o sistema filosófico-teológico de São Tomás de Aquino. Em síntese, Tomistas são os que seguem o pensamento de São Tomás ou alguma de suas doutrinas.

2. Quem é Tomista?

São considerados tomistas não somente os que comentaram ou defenderam tal pensamento senão, também, os que o divulgaram e o apresentaram. São formas de divulgação e apresentação a tradução e a exposição.

3. Qual critério para ser tomista?

Não raro alguns autores edificaram suas doutrinas inovadoras inspiradas nalguma tese tomista. São estes também tomistas? Qual o critério para ser tomista? Existe um critério específico para dizer-se tomista? Podemos responder tais perguntas dizendo que os critérios são conhecimento e fidelidade ao pensamento de Tomás de Aquino. O conhecimento e a fidelidade não anulam a originalidade de interpretação de alguma tese, conquanto não a distorça, mal interprete ou a negue. Portanto, o conhecimento exige estudo, entrega, superação das dúvidas e compreensão; e a fidelidade a honestidade, compromisso e veracidade de utilizá-lo no contexto devido, segundo o seu sentido dado por Tomás. Neste sentido, o pensamento de Tomás é fonte de inspiração para novas teses.

domingo, 13 de novembro de 2016

Introdução ao Pensamento Político de Santo Tomás de Aquino

Santo Tomás de Aquino e Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa
Palestra (com o áudio masterizado) ministrada pelo Padre João Batista de A. Prado Ferraz Costa, no grupo de estudos políticos e filosóficos da Capela Santa Maria das Vitórias. Saiba mais...

sábado, 29 de outubro de 2016

Hino Pange Lingua Gloriosi (Vídeo/Áudio)

Santo Tomás de Aquino
Pange Lingua Gloriosi, é um hino Eucarístico composto por Santo Tomás de Aquino (1225 - 1274) para a Festa de Corpus Christi, sendo considerado um dos sete grandes hinos da Igreja Católica. As duas últimas estrofes do hino, consideradas isoladamente, compõem a oração Tantum Ergo, comumente recitada durante a Bênção do Santíssimo Sacramento. A quarta estrofe do hino, particularmente, constitui um desafio enorme de tradução, que tende a ser, por isso, muito aquém da precisão formal e dogmática dos versos originais.

Assista:

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Os riscos das redes sociais

Redes Sociais
   Como disse em outro lugar, não quero nem me cabe determinar a cada um como agir concretamente com respeito às redes sociais (Facebook, etc.). Mas, ainda que muito brevemente, quero e devo alertar a todos sobre os riscos que me parece elas implicam.

   Como nunca fiz parte de nenhuma, só as tratarei a partir de dois de seus efeitos visíveis: o tempo que se perde em tais redes; o fato notório de que, muito ao contrário do que se anuncia, elas são lugar de inimizades, rixas, contendas, detrações, injúrias.

   1) O mundo atual, tanto o capitalista como o comunista ou a mescla de ambos, com sua transformação das pessoas em engrenagens de uma imensa máquina de fazer dinheiro, tirou ao homem grandíssima parte do tempo de ócio, exatamente aquele em que podia viver segundo o que é superior em sua alma: aplicando-se à contemplação, sobretudo de Deus. Impediu, assim, o que para Aristóteles era a vida feliz: a bíos theoretikós (exatamente, a vida contemplativa). Que dizer então do que aconteceu à religião e suas práticas, esta mesma religião que, por virtude sobrenatural, constitui o ápice da vida contemplativa – e de que depende nada menos que a salvação eterna das almas?

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

“Doctoris Angelici – Sobre o estudo da doutrina de Santo Tomás de Aquino”, de São Pio X

DOCTORIS ANGELICI

Motu proprio

PAPA SÃO PIO X

Sobre o estudo da doutrina de Santo Tomás de Aquino

A filosofia escolástica, base dos estudos sagrados

Nenhum católico sincero pode pôr em dúvida a seguinte afirmação do Doutor Angélico: Regular o estudo compete, de modo particular, à autoridade da Sé Apostólica que governa a Igreja universal, e a isto provê por meio de um plano geral de estudos.[1] Em várias ocasiões, cumprimos este magno dever de Nosso ofício, principalmente quando em nossa carta Sacrorum antistitum, de 1 de setembro de 1910, nos dirigíamos a todos os Bispos e aos Superiores das Ordens Religiosas, os quais têm o dever de atender à educação dos seminaristas, e os advertíamos: “No que se refere aos estudos, queremos e mandamos determinantemente que como fundamento dos estudos sagrados se ponha a filosofia escolástica… É importante notar que, ao prescrever que se siga a filosofia escolástica, Nos referimos principalmente ao que ensinou Santo Tomás de Aquino: tudo o que Nosso Predecessor decretou acerca dela queremos que continue em vigor, e, como se fosse necessário, repetimo-lo e confirmamo-lo, e mandamos que seja observado estritamente por todos. Os Bispos deverão, no caso de que disto se houvesse descuidado nos Seminários, urgir e exigir que de agora em diante se observe. Igualmente mandamos aos Superiores das Ordens Religiosa”.

Referimo-nos aos princípios de Santo Tomás

Como havíamos dito que havia que seguir principalmente a filosofia de Santo Tomás, e não dissemos unicamente, alguns creram cumprir com Nosso desejo, ou ao menos creram não ir contra este Nosso desejo, ensinando a filosofia de qualquer dos Doutores escolásticos, ainda que seja oposta aos princípios de Santo Tomás. Mas equivocam-se plenamente. Está claro que, ao estabelecer como principal guia da filosofia escolástica a Santo Tomás, nos referimos de modo especial a seus princípios, nos quais essa filosofia se apoia. Não se pode admitir a opinião de alguns já antigos, segundo ao qual é indiferente, para a verdade da Fé, o que cada qual pense a respeito das coisas criadas, contanto que a ideia que se tenha de Deus seja correta, já que um conhecimento errôneo acerca da natureza das coisas leva a um falso conhecimento de Deus; por isso se devem conservar santa e invioladamente os princípios filosóficos estabelecidos por Santo Tomás, a partir dos quais se aprende a ciência das coisas criadas de maneira congruente com a Fé.[2], se refutam os erros de qualquer época, se pode distinguir com certeza o que somente a Deus pertence e não se pode atribuir a nada mais,[3] se ilustra com toda a clareza tanto a diversidade como a analogia que há entre Deus e suas obras. O Concílio Lateranense IV expressava assim esta diversidade e esta analogia: “Quanto mais semelhança se afirme entre o Criador e a criatura, mais se há de afirmar a dessemelhança”.[4]

Estes princípios são como o fundamento de toda e qualquer ciência

Ademais, falando em geral, estes princípios de Santo Tomás não encerram nada além do que já haviam descoberto os mais importantes filósofos e Doutores da Igreja, meditando e argumentando sobre o conhecimento humano, sobre a natureza de Deus e das coisas, sobre a ordem moral e a consecução do fim último. Com um engenho quase angélico, desenvolveu e acrescentou toda essa quantidade de sabedoria recebida dos que o haviam precedido, e empregou-a para apresentar a doutrina sagrada à mente humana, para ilustrá-la e para dar-lhe firmeza;[5] por isso, a sã razão não pode deixar de tê-la em conta, e a Religião não pode consentir que seja menosprezada. Tanto mais que, se a verdade católica se vê privada da valiosa ajuda que lhe prestam estes princípios, não poderá ser defendida buscando, em vão, elementos nessa outra filosofia que compartilha, ou ao menos não refuta, os princípios em que se apoiam o Materialismo, Monismo, Panteísmo, oSocialismo e as diversas classes de Modernismo. Os pontos mais importantes da filosofia de Santo Tomás não devem ser considerados como algo opinável, que se possa discutir, senão que são como os fundamentos em que se assenta toda a ciência do natural e do divino. Se forem rechaçados estes fundamentos ou se forem pervertidos, seguir-se-á necessariamente que aqueles que estudam as ciências sagradas nem sequer poderão captar o significado das palavras com que o magistério da Igreja expõe os dogmas revelados por Deus.
Por isso quisemos advertir aqueles que se dedicam a ensinar a filosofia e a sagrada teologia de que, se se afastam das pegadas de Santo Tomás, principalmente em questões de metafísica, não será sem graves danos.

Este é Nosso pensamento:

Mas agora dizemos, ademais, que não só não seguem a Santo Tomás mas se apartam totalmente deste Santo Doutor aqueles que interpretam distorcidamente ou contradizem os mais importantes princípios e afirmações de sua filosofia. Se alguma vez Nós ou Nossos antecessores aprovamos com particulares louvores a doutrina de um autor ou de um Santo, se ademais aconselhamos que se divulgasse e se defendesse essa doutrina, é porque foi comprovado que está de acordo com osprincípios de Santo Tomás ou que absolutamente não os contradiz.
Cremos Nosso dever Apostólico expor e mandar tudo isto, para que em assunto de tanta importância todas as pessoas que pertencem tanto ao Clero regular como ao secular considerem seriamente qual é Nosso pensamento e para que o ponham em prática com decisão e diligência. Porão nisto particular empenho os professores de filosofia cristã e de sagrada teologia, que devem ter sempre presente que não será lhes dada a faculdade de ensinar para que exponham a seus alunos as opiniões pessoais que tenham acerca de sua disciplina, senão para que exponham as doutrinas plenamente aprovadas pela Igreja.
Concretamente, no que se refere à sagrada teologia, é Nosso desejo que seu estudo se leve a cabo sempre à luz da filosofia que citamos; nos Seminários, com professores competentes, poderão utilizar-se livros de autores que exponham de maneira resumida as doutrinas tomadas de Santo Tomás; estes livros, quando bem elaborados, são muito úteis.

Utilizar o texto da Suma Teológica

Quando porém se trata de estudar mais profundamente esta disciplina, como se deve fazer nas Universidades, nos Ateneus e em todos os Seminários e Institutos que têm a faculdade de conferir graus acadêmicos, é absolutamente necessário – como sempre se fez e nunca se deve deixar de fazer – que nas aulas se explique com a própria Suma Teológica: os comentários deste livro farão que se compreendam com maior facilidade e que recebam melhor luz os decretos e os documentos que a Igreja docente publica. Nenhum Concílio celebrado posteriormente à santa morte deste Doutor deixou de utilizar sua doutrina. A experiência de tantos séculos põe de manifesto a verdade do que afirmava Nosso Predecessor João XXII: “(Santo Tomás) deu mais luz à Igreja que todos os demais Doutores: com seus livros, um homem aproveita mais em um ano que com a doutrina dos outros em toda a sua vida”.[6] São Pio V voltou a afirmar isto mesmo ao declarar Doutor da Igreja universal a Santo Tomás no dia de sua festa: “A providência de Deus onipotente quis que, desde que o Doutor Angélico foi incluído no elenco dos Santos, por meio da segurança e da verdade de sua doutrina, aparecessem desarticuladas e confundidas muitas das heresias que surgiram, como se pôde comprovar já desde muito tempo e, mais recentemente, no Concílio de Trento; por isso estabelecemos que sua memória seja venerada com maior agradecimento e maior piedade que até agora, pois por seus méritos a terra inteira se vê continuamente livre de erros deletérios”.[7] E, por fazer referência a outros elogios, entre muitos outros que lhe dedicaram Nossos Predecessores, trazemos com muito gosto à colação as palavras de Bento XIV, cheias de elogios a todos os escritos de Santo Tomás, particularmente à Suma Teológica:“Muitos Romanos Pontífices, predecessores Nossos, honraram sua doutrina (a de Santo Tomás) como Nós mesmos fizemos nos diferentes livros que escrevemos, depois de estudar e de assimilar com afinco a doutrina do Doutor Angélico, e sempre Nós aderimos com gosto a ela, confessando com toda a sensatez que, se há algo bom nestes livros, não se deve de nenhum modo a Nós, senão que se há de atribuir ao Mestre”.[8]
Assim, “para que a genuína e íntegra doutrina de Santo Tomás floresça na instrução, no que teremos grande empenho”, e para que desapareça “a maneira de ensinar que tem como ponto de apoio a autoridade e o capricho de cada mestre” e que, por isso mesmo, “tem fundamento instável, que dá origem a opiniões diversas e contraditórias… não sem grave dano para a ciência cristã”,[9] queremos, mandamos e preceituamos que aqueles que se entregam à instrução da sagrada teologia nas Universidades, nos Liceus, nos Colégios, nos Seminários, nos Institutos que por indulto apostólico tenham a faculdade de conferir graus acadêmicos, utilizem comotexto para suas lições a Suma Teológica de Santo Tomás, e que exponham as lições na língua latina; e deverão levar a efeito esta tarefa pondo interesse em que os ouvintes se afeiçoem a este estudo.
Isto já se faz em muitos Institutos, e é de louvar; também foi desejo dos Fundadores das Ordens Religiosas que em suas casas de formação assim se fizesse, com a decidida aprovação de Nossos Predecessores; e os homens santos posteriores a Santo Tomás de Aquino não tiveram outro supremo mestre na doutrina que Tomás. Desta forma, e não de outra, não só se conseguirá restituir à teologia sua primigênia categoria, senão que também às demais disciplinas sagradas se lhes conferirá a importância que cada uma tem, e todas rejuvenescerão.

Medidas disciplinares

Por tudo isso, sucessivamente, não se concederá a nenhum Instituto a faculdade de conferir graus acadêmicos na sagrada teologia se não se cumpre fielmente o que nesta carta prescrevemos. Os Institutos ou as Faculdades, as Ordens e as Congregações Religiosas que já tem legitimamente a faculdade de outorgar graus acadêmicos ou outros títulos em teologia, ainda que somente dentro da própria instituição, serão privados dessa faculdade ou a perderão se, no prazo de três anos, não se adaptarem escrupulosamente a estas prescrições Nossas, ainda quando não possam cumpri-lo sem culpa alguma de sua parte.
Estabelecemos tudo isto, sem que nada obste em contrário.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 29 de junho de 1914, ano undécimo de Nosso Pontificado.

PIO PAPA X

NOTAS
(1) Opúsculo contra impugnantes Dei cultum et religionem, c. III.
(2) Contra Gentiles, II, c. III y II..
(3)  Ibidem. c. III; y 1, 9. XII, a 4; y 9 LIV, a I.
(4) Decretal II Damnamus ergo, etc. Cfr. Santo Tomás. Questiones disputadas “De scientia Dei”, art. 11.
(5) Boecio. De Trinitate, 9. II, art. 3.
(6)  Alocução no Consistório, 1318.
(7)  Bula Mirabilis Deus, 11/4/1557.
(8) Actas Cop. Gen. O.P., tomo IX, p. 196.
(9) Leão XIII, Carta Qui te, 19/6/1886.


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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Um candidato católico e tomista à vereança do Rio de Janeiro

Sidney Silveira
Carlos Nougué

Não é difícil constatar que nossas possibilidades de bem votar nas próximas eleições para a vereança se reduzem a quase zero. E, no entanto, na cidade do Rio de Janeiro temos uma novidade talvez sem-par: um católico e, ademais, tomista – Sidney Silveira – é candidato a vereador. Não só terá meu voto, mas conta desde já com meu firme apoio. Eis a página de sua campanha:

www.sidneysilveira36500.com.br

Sobre este tal "Boi Mudo": Vida e Obra de Tomás de Aquino (Vídeo/Áudio)

Carlos Nougué fazendo Hangout no Programa Terça Livre
Neste Hangout especial, o professor Carlos Nougué contar-nos-á a história biográfica e também a magnífica obra daquele que foi o maior filósofo de todos os tempos: Tomás de Aquino, também conhecido como o "Boi Mudo".

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Carlos Nougué - A liberdade segundo Santo Tomás de Aquino (Palestra)

Carlos Nougué, na casa do senhor Plínio Magno
A palestra “A liberdade segundo Santo Tomás de Aquino” foi ministrada no dia 6/8/2016 na casa de Plínio Magno, em Lauro de Freitas, cidade vizinha a Salvador (BA).

Parte 1:
Parte 2:


segunda-feira, 27 de junho de 2016

A aparição do Anticristo e a 2ª vinda de Jesus Cristo

Nota: O texto que apresentamos aos nossos leitores é parte de um comentário da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses feito pelo Doutor dos Santos e o mais Santo dos Doutores da Igreja, isto é, de Santo Tomás de Aquino.

A tradução para a língua portuguesa foi feita por Rodrigo Santana através de um texto editado em castelhano disponível no site da Congregação para o Clero (http://www.clerus.org) e vertido do latim de Sancti Thomae Aquinatis Doctoris Angelici su per Secundam Epístolam Sancti Pauli Apostoli ad Thessalonicenses expositio editado por Petri Marietti em 1896.

A versão da epístola comentada por Santo Tomás é o da Vulgata de São Jerônimo da qual traduzimos os textos utilizados nesta tradução do comentário.

Lição 1: 2 Tessalonicenses 2,1-5

Admoestamo-los a não apartar-se da verdade, como se o dia do juízo estivesse próximo, porque primeiro há de dar-se a conhecer o Anticristo, que São Paulo chama o homem do pecado.

sábado, 22 de agosto de 2015

Bom humor e brincar em Santo Tomás de Aquino.

BOM HUMOR E BRINCAR EM S. TOMÁS DE AQUINO


Luiz Jean Lauand

( O Tratado sobre o brincar de Tomás de Aquino corresponde ao In X Libros Ethicorum, IV, 16 - Comentário à Ética de Aristóteles. A presente tradução foi feita a partir do texto latino da edição de Marietti, Turim, 1934).

Apresentamos, a seguir, o Tratado sobre o Brincar de S. Tomás de Aquino (1225-1274), o principal pensador medieval.

Dentre os diversos preconceitos a respeito da Idade Média, um dos mais injustos é o que a concebe como uma época que teria ignorado, ou mesmo combatido, o riso e o brincar. Na verdade, o homem medieval é muito sensível ao lúdico; convive a cada instante com o riso e com a brincadeira.


Comecemos pela fundamentação teológica do lúdico. Recordemos que o cristianismo (tão marcante na Idade Média), ao dar ao homem um vivo sentido de mistério e uma humildade anti-racionalista (não anti-racional; anti-racionalista!), dá-lhe também o senso de humor. Pois a leveza do riso pressupõe a aceitação da condição de criatura, de que o homem não é Deus, do mistério do ser, da não-pretensão de ter o mundo absoluta e ferreamente compreendido e dominado pela razão humana. O racionalismo, pelo contrário, é sério; toma-se demasiadamente a sério e, por isto mesmo, é tenso e não sabe sorrir.


O homem medieval brinca porque acredita vivamente naquela maravilhosa sentença bíblica que associa o brincar da Sabedoria divina à obra da Criação: quando Deus criou o mundo e fez brotar as águas das fontes, assentou os montes, fez a terra e os campos, traçou o horizonte, firmou as nuvens no alto, impôs regras ao mar e assentou os fundamentos da terra "ali estava Eu (a Sabedoria divina) com Ele como artífice, brincando (ludens) diante dEle todo o tempo; brincando (ludens) sobre o globo terrestre, e minhas delícias são estar com os filhos dos homens" (Prv 8,30-31).


Já de outro ponto de vista, o histórico-psicológico, também é facilmente compreensível a atitude lúdica da Idade Média, uma época jovem. A juventude e a velhice não se predicam só das pessoas singulares, mas também das épocas e regiões. A atitude jovem que distingue hoje a América é semelhante à que caracteriza a Idade Média.


Assim, a Idade Média (sobretudo a Primeira Idade Média), na ingenuidade de sua juventude, valorizou, mais do que qualquer outra época, a cultura popular. Fomentou-a. Os mais sábios mestres dirigem-se a seus alunos de modo informal e lúdico (aliás um dos sentidos derivados de ludus é escola; fenômeno paralelo ao da derivação de escola de scholé, lazer). Em Alcuíno (séc. VIII), por exemplo, encontramos diálogos repletos de enigmas, brincadeiras e piadas, pois - é a sua norma pedagógica - "deve-se ensinar divertindo". Para a época, é perfeitamente natural que um intelectual do porte de um Alcuíno ensine às crianças através de brincadeiras, como a seguinte:

"Se me lês na ordem certa, comes-me;
se me lês de trás para diante, cavalgas-me.
Quem sou eu?"
O exemplo acima é um típico exercício da escola elementar medieval, unindo o didático ao lúdico. "Cavalgar" exige complemento direto, acusativo. O aluno que esquecesse deste ponto da gramática não resolveria a adivinha; já aquele que se lembrasse, saberia que a palavra em questão começa e termina por m: malum (pomo) e mula (ou, no acusativo, mulam) é a solução.

E no ensino de Aritmética é freqüente encontrarmos problemas com enunciado lúdico. Por exemplo: "Numa escada com 100 degraus, no 1º. degrau está pousada uma pomba; no 2º., 2; no 3º., 3; e assim por diante até o 100º. Diga, quem puder, quantas pombas há no total? (1)"


Não só o conteúdo do ensino era apresentado de forma jocosa; pratica-se nas escolas dos monges o lúdico também para "aguçar o engenho das crianças". Misturados em listas medievais de ensino elementar de Aritmética, encontramos problemas como este: "Um homem devia passar de uma a outra margem de um rio, um lobo, uma cabra e um maço de couves. E não pôde encontrar outra embarcação a não ser uma que só comportava dois entes de cada vez, e ele tinha recebido ordens de transportar ilesa toda a carga. Diga, quem puder, como fez ele a travessia? Resposta: Primeiro leva a cabra, deixando o lobo e a couve. Depois volta e retorna com o lobo. Deixado o lobo, toma a cabra etc.".


O lúdico como atitude recebe também uma fundamentação filosófica, particularmente em Tomás de Aquino, que entoa o elogio do brincar. A atualidade de seu pensamento manifesta-se de modo mais agudo na Ética, campo em que Tomás situa o lúdico.


Tomás trata tematicamente do brincar no Comentário à Ética de Aristóteles (IV,16) e na Suma Teológica, II-II, questão 168, artigos 2, 3 e 4, que comentaremos brevemente, a seguir.


Observemos desde já que em todos os textos de Tomás recolhidos neste trabalho, traduziremos ludus por brincar. E deixemos claro que oludus de que Tomás trata nestes textos é sobretudo:

- o brincar do adulto (embora nada impeça que - com as devidas adaptações - se aplique também às crianças).
- a graça, o bom humor, a jovialidade e leveza no falar e no agir, que tornam o convívio humano descontraído, acolhedor, divertido e agradável (ainda que possam se incluir nesse conceito de brincar também as brincadeiras formalmente estabelecidas como tais).
- virtude da convivência, do relacionamento humano.
Ainda uma observação sobre as palavras ludus e jocus. No latim, a palavra jocus é originalmente reservada para as brincadeiras verbais: piadas, enigmas, charadas etc. Já ludus - de que se originaram as palavras: aludir, iludir, ludibriar, eludir, prelúdio etc. - refere-se, originalmente, ao brincar não-verbal, mas por ação. No século XIII, jocus e ludus são usadas como sinônimas: "As palavras ou ações - diz Tomás em II-II, 168, 2, c - nas quais só se busca a diversão chamam-se lúdicas ou jocosas" e "a distração se faz pelas brincadeiras (ludicra) de palavra e ação (verba et facta)".

Assim, o lúdico assume diversas dimensões: o estado de espírito de brincar e suas eventuais manifestações em brincadeira verbal, a de ação e a de jogos. Porém, para bem compreendermos o tratamento que Tomás dá ao brincar, é necessária uma breve exposição de sua concepção de ética.


Para Tomás, a moral é o ser do homem, doutrina sobre o que o homem é e está chamado a ser. A moral é entendida como um processo de aperfeiçoamento, de auto-realização do homem; um processo levado a cabo livre e responsavelmente e que incide sobre o nível mais fundamental, o do ser-homem: "Quando, porém, se trata da moral, a ação humana é vista como afetando não a um aspecto particular, mas à totalidade do ser do homem... ela diz respeito ao que se é enquanto homem" (I-II, 21, 2 ad 2).


A moral, nesse sentido, pressupõe antes e acima de tudo conhecimento sobre o ser do homem; um conhecimento que, insistamos, remete a um único fundamento: a natureza humana. Deste modo, toda norma moral deve ser entendida como um enunciado a respeito do ser do homem e toda transgressão moral traz consigo uma agressão ao que o homem é. Para Tomás, cada norma moral é, na verdade, um enunciado sobre o ser. Os imperativos dos mandamentos ("Farás x...", "Não farás y...") são, no fundo, enunciados sobre a natureza humana: "O homem é um ser tal que sua felicidade, sua realização, requer x e é incompatível com y".


Neste quadro, podemos compreender a doutrina de Tomás sobre a virtude. A virtude - como também seu oposto: o vício - é um hábito (naturalmente, a virtude é hábito bom; e o vício, mau). O nosso tempo anda tão desorientado no que diz respeito à Educação Moral que a própria palavra hábito nos causa aversão: associamos hábito a condicionamento, domesticação etc. Porém, o verdadeiro sentido do hábito, o que lhe dá Tomás, nada tem que ver com essas deformações. Hábito é pura e simplesmente uma qualidade adquirida (auto-adquirida e livremente desenvolvida) que facilita e aperfeiçoa a ação e aperfeiçoa também o próprio homem.


O bem objetivo sobre o qual incide a virtude costuma situar-se como um termo médio entre dois extremos de vício: o do excesso e o do defeito. Daí o adágio "in medio virtus", a virtude está no meio, com o que, naturalmente, não se afirma ser a virtude uma burguesa mediocridade de média, mas sim um agudo pico entre dois abismos de erro. Assim, por exemplo, a virtude da liberalidade, o reto uso do dinheiro, é termo médio entre a avareza e o malbaratar irresponsável.


Ao tratar do brincar na Suma, a afirmação central de Tomás (fundamentada na concepção de ética que indicamos) encontra-se no ad 3 do art. 3: Ludus est necessarius ad conversationem humanae vitae, o brincar é necessário para a vida humana (e para uma vida humana). A razão dessa afirmação, como sempre, a encontraremos no ser do homem, desenvolvida no artigo 2, que passamos a resumir. Nele, Tomás afirma que assim como o homem precisa de repouso corporal para restabelecer-se (sendo suas forças físicas limitadas, não pode trabalhar continuamente), assim também precisa de repouso para a alma, o que é proporcionado pela brincadeira.


Daí decorrem importantes conseqüências para a educação: o ensino não pode ser aborrecido e enfadonho: o fastidium é um grave obstáculo para a aprendizagem (2). A tristeza e o fastio produzem um estreitamento, um bloqueio, ou, para usar a metáfora de Tomás, um peso (aggravatio animi) (3). Daí que Tomás recomende o uso didático de brincadeiras e piadas: para descanso dos ouvintes (ou alunos). E, tratando do relacionamento humano, Tomás chega a afirmar que ninguém agüenta um dia sequer com uma pessoa aborrecida e desagradável (4).


Após estabelecer a necessidade do brincar, o Aquinate indica três precauções a tomar nessa matéria:


1. Evitar brincadeiras que envolvam agir ou falar torpe ou nocivo.

2. Não se deixar envolver tão desenfreadamente pelo brincar a ponto de perder a gravidade da alma. E aplica ao adulto o mesmo critério do brincar que se impõe às crianças: "não permitimos às crianças toda espécie de brincadeiras, mas só as que não sejam moralmente más".

3. Cuidar de que sejam adequados o momento ("brincadeira tem hora!"), o lugar ("Aqui não é lugar de brincadeira!") e as pessoas envolvidas.


Feitas essas considerações, Tomás conclui: "Vê-se pois que as brincadeiras devem ser ordenadas pela regra da razão (e razão, no caso, significa: conhecimento objetivo do ser). E o hábito que opera segundo a razão é a virtude moral. Há portanto uma virtude do brincar que é o que Aristóteles chama de eutrapelia".


(1) Este problema (e o seguinte) encontra-se na antologia de textos didáticos medievais, por nós publicada sob o título Educação, Teatro e Matemática Medievais, 2ª. ed., S. Paulo, Perspectiva, 1990.

(2) Suma Teológica, prólogo. Em outro lugar da Suma Teológica, no tratado sobre as paixões, Tomás analisa um interessante efeito da alegria e do prazer na atividade humana, o que ele chama metaforicamente de dilatação: que amplia a capacidade de aprender tanto em sua dimensão intelectual quanto na da vontade (o que designaríamos hoje por motivação): "A largura é uma dimensão da magnitude dos corpos e só metaforicamente se aplica às disposições da alma. 'Dilatação' indica uma extensão, uma ampliação de capacidade e se aplica à 'deleitação' (Tomás joga com as palavras dilatatio-delectatio) com relação a dois aspectos. Um provém da capacidade de apreender que se volta para um bem que lhe convém e por tal apreensão o homem percebe que adquiriu uma certa perfeição que é grandeza espiritual: e por isso se diz que pela deleitação sua inteligência cresceu, houve uma dilatação. O segundo aspecto diz respeito à capacidade apetitiva que assente ao objeto desejado e repousa nele como que abrindo-se a ele para captá-lo mais intimamente. E, assim, dilata-se o afeto humano pela deleitação, como que entregando-se para acolher interiormente o que é agradável" (I-II, 33, 1).
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(3) I-II, 37, 2, ad 2.


(4) I-II, 114, 2 ad 1.

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Santo Tomás de Aquino, em busca da Verdade.

Ninguém se aproximou da teologia ou da filosofia tomista sem ter haurido nesta fonte a mais excelente doutrina. O nome de São Tomás de Aquino é um marco para todos aqueles que buscam a verdade. Entretanto, nos pormenores de sua vida e em sua extraordinária personalidade descobrimos mais do que um teólogo: um grande santo.

  A busca da verdade é tão antiga quanto o próprio homem, e não há um só entre os seres racionais que não deseje possuí-la. Por outro lado, a privação desse excelente bem acaba dando à coletividade humana uma face desfigurada, que se explica pela adesão a falsas doutrinas ou a meias verdades. Nossa sociedade ocidental é um exemplo dessa profunda carência que não encontra nos avanços da técnica nem na fugacidade dos vícios uma resposta satisfatória.


Um menino que buscava o Absoluto

 Mas, afinal, o que é a verdade? Esta era uma das perguntas que o pequeno Tomás fazia em seus tenros cinco anos de idade. Segundo um costume da época, sua edSao Tomas de Aquino_7.JPGucação foi confiada aos beneditinos de Monte Cassino, onde ele passou a morar. Vendo um monge cruzar com gravidade e recolhimento os claustros e corredores, puxava sem hesitar a manga de seu hábito e lhe perguntava: "Quem é Deus?" Descontente com a resposta que, embora verdadeira, não satisfazia inteiramente seu desejo de saber, esperava passar outro filho de São Bento e indagava também a ele: "Irmão Mauro, pode me explicar quem é
Deus?" Mas... que decepção! De ninguém conseguia a explicação desejada. Como as palavras dos monges eram inferiores à idéia de Deus que aquele menino trazia no fundo da alma!

Foi nesse ambiente de oração e serenidade que transcorreu feliz a infância de São Tomás de Aquino. Nascido por volta de 1225, era o filho caçula dos condes de Aquino, Landolfo e Teodora. Entrevendo para o pequeno um futuro brilhante, seus pais lhe proporcionaram uma robusta formação. Mal podiam imaginar que ele seria um dos maiores teólogos da Santa Igreja Católica e a rocha fundamental do edifício da filosofia cristã, o ponto de convergência no qual se reuniriam todos os tesouros da teologia até então acumulados e do qual partiriam as luzes para as futuras explicitações.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Estamos de volta!

Prezados irmãos e irmãs, estamos de volta!

   É com muita alegria que restauro este blog, pois depois de eu ter o excluído com todas as postagens há alguns meses atrás, hoje (28/01/2012), dia do meu aniversário (31 anos), a Igreja Católica celebrando o dia de Santo Tomás de Aquino, resolvi restaurá-lo (mas infelizmente sem as antigas postagens, para evitar as polêmicas que as mesmas vinham causando).

Após ler a "Carta Encíclica Fides Et Ratio" do Beato João Paulo II, achei que se fazia necessário voltar e oferecer este blog a este santo que hoje a Igreja celebra.

   Ora, o Beato João Paulo II escreveu nessa encíclica:

"A FÉ E A RAZÃO (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio" (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2). 

   É com este pensamento do Beato João Paulo II que quero conduzir este blog. Em breve vocês terão muitas novidades! Os artigos serão inscritos numa linguagem coloquial.

   Desde já agradeço a todos que lêem e aos que vão passar a ler meus artigos. Que Santo Tomás de Aquino rogue para que Nosso Senhor Jesus Cristo nos ilumine com a sua divina Luz e nos conceda Sua Sabedoria. Pax,

Frank Matos