Mostrando postagens com marcador Concílio Vaticano II. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Concílio Vaticano II. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Controvérsias: Perguntas e respostas sobre o Vaticano II – Hermenêutica da Continuidade ou da Ruptura – em 17 de julho (AO VIVO).

Prof. Alberto Zucchi e Robson Nascimento responderão ao vivo a perguntas de nossos leitores sobre a Hermenêutica da Continuidade e da Ruptura, na análise do Vaticano II – categorias lançadas por Bento XVI em seu Discurso à Cúria de 22 de dezembro de 2005.

Apresentação: Prof. Alberto Zucchi e Robson Nascimento

Realizaremos através da Internet uma nova vídeo-aula ao vivo, no dia 17 de julho, com início às 21 horas e duração prevista de uma hora e trinta minutos, a fim de atender e responder aos nossos amigos e leitores, que nos têm escrito e perguntado sobre a Hermenêutica do Vaticano II.

Trata-se de um tema atual, que provoca discussões não somente no ambiente chamado tradicional, mas em todos aqueles que se propõem a analisar a doutrina católica, inclusive em meios modernistas.

O acesso para a aula será feito através da página inicial do site Montfort: www.montfort.org.br, não havendo necessidade de inscrição prévia, e poderá ser realizado com diversos equipamentos que possuem acesso à Internet.

Aqueles que desejarem poderão enviar, desde agora, perguntas para serem respondidas durante a aula para cartas@montfort.org.br colocando como título da mensagem. “Aula ao Vivo – Vaticano II”. No decorrer da aula também poderão ser feitas perguntas através do mesmo e-mail.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Por que retornar à Missa de São Pio V?

APRESENTAMOS A SEGUNDA CARTA

Do Rev. Padre Louis Demornex a seus paroquianos em CASERTA, ITÁLIA.


Reflexões e comparações entre as duas Missas.


1- A Missa Católica (do Catecismo de São Pio X).

A santa Missa é o sacrifício do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo que, sob as espécies do pão e do vinho, se oferece por mãos do sacerdote a Deus sobre o altar, memória e renovação do sacrifício da Cruz.

Se trata de um verdadeiro sacrifício ou imolação do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus.

- O sacerdote é o sacrificador da vítima oferecida pelos pecados do mundo. É Cristo que na pessoa do sacerdote, se oferece a Deus Pai para expiar pelos nossos pecados e livrar-nos do mal.

- A presença do Senhor é real, substancial e física sob as espécies eucarísticas, prescindindo da presença do povo.


Praticamente:


- Afirmação da presença do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo sob as aparências do pão e do vinho, isto é, a substância do pão e do vinho é transformada na substância do Corpo e Sangue do Senhor.

- Afirmação do sacerdócio ministerial, isto é, o sacerdote é consagrado com um caráter indelével para ser em eterno um outro Cristo, para permitir que Cristo na sua pessoa e através da sua pessoa, abençoe, perdoe os pecados e consagre o pão e o vinho.

- A Missa é válida e justificada ainda que esteja presente apenas o sacerdote, porque Cristo no sacerdote consagra a Si mesmo nas espécies eucarísticas e se oferece ao Pai como vítima pelos nossos pecados renovando o sacrifício do Calvário, onde sozinho e abandonado se imolava por todos nós.



2- Na nova Missa - (Instituição Geral do Missal Romano, nE° 7)

A ceia do Senhor, ou Missa, é a santa assembléia ou reunião do povo de Deus que se reúne sob a presidência do sacerdote para celebrar o memorial do Senhor. Portanto, no que diz respeito à reunião local da santa Igreja, vale de modo eminente a promessa de Cristo: "Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu estou no meio deles" (Mt., 18, 20).

Se trata de uma reunião do povo.

O sacerdote é o presidente de uma assembléia para dirigir o encontro. Ele é em tudo igual aos fiéis ( ato penitencial inicial e rito de comunhão comum ao sacerdote e aos fiéis).

A presença do Senhor é puramente espiritual, e se faz possível através da reunião do povo, portanto inexistente sem o povo.


Praticamente:


- Negação implícita da presença real do Senhor nas espécies eucarísticas. Afirmação de uma mera presença espiritual no povo.

- Negação do sacerdócio ministerial, relegando-o a uma função de presidência para dirigir uma assembléia ( na nova linguagem o sacerdote preside a Missa, não mais celebra a Missa).

- Não tem sentido uma Missa sem a presença do povo, o qual é necessário para garantir a presença espiritual do Senhor.

#    #   #

Se as palavras possuem algum sentido, é impossível não constatar à primeira vista essas diferenças.

Se por outro lado não era intenção do Redator dar esse significado às suas palavras, ou seja, modificar totalmente a doutrina católica sobre a santa Missa, então que ele volte à escola primária para aprender a se expressar.

Mas como o redator era inteligente, é claro que ele quis exprimir o seu pensamento e a sua fé em termos inequívocos.

Depois, foi redigida uma outra definição da Missa, menos herética, mas isso não mudou a realidade do novo rito.

É como se um arquiteto desenhasse a planta de uma casa e depois da sua construção ele percebesse que a casa não se sustenta de pé, aí então ele se contentasse em mudar a planta sem no entanto modificar a casa.

Ouçamos a voz dos protestantes, neste caso, bem mais iluminados do que os Católicos:

Lutero, a respeito do rito católico:
"Eu declaro que todos os bordéis, os homicídios, os furtos, os assassinatos e os adultérios não são nada em comparação com aquela abominação que é a missa papista.".

Os protestantes de hoje a propósito do novo rito:

Max Thurian (da Comunidade de taizé, um dos seis pastores que participaram na redação do novo rito - La Croix, 30.5.1969): "Um dos frutos do Novus Ordo será que talvez as comunidades não Católicas poderão celebrar a santa ceia com as mesmas orações da Igreja Católica. Teologicamente é possível."

Siegevalt (professor na Faculdade protestante de Strasburgo - Le Monde, 22.11.1969): " Agora, na missa renovada, não há nada que possa perturbar o cristão evangélico"

S. A. Teinone (teólogo luterano - La Croix, 5.5.1972): " A maior parte das reformas desejadas por Lutero existem de agora em diante no próprio interior da Igreja Católica...então por que não reunirmo-nos?"

- A este ponto quem não quer ver e compreender é no mínimo desonesto.

- Não interessa o que agrada e o que não agrada, o importante é a Verdade, isto é, a comunhão com Deus.

- Criar um rito que agrada, mas que é falso e herético é o mesmo que dar murros ao vento com a ilusão de amassar o pão.

- Além do mais é uma injúria contra Deus e uma traição aos fiéis católicos.

Fala-se de obediência.

Mas se alguém me apresentar uma pedra e me disser que por obediência devo acreditar que é um pão, posso até crer por ignorância, por medo, por comodismo, mas nada disso diminui o fato de que uma pedra é uma pedra.

A obediência na Igreja é uma arma mortífera se mal interpretada, porque toda a vida da Igreja está baseada na obediência, sendo a Igreja uma sociedade monolítica construída sobre Pedro.

Portanto o primeiro obediente deve ser o Papa, que não pode afastar-se da verdade:

" O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro, para que por sua revelação, ensinassem uma nova doutrina, mas para que por sua assistência, guardassem santamente e expusessem fielmente a revelação transmitida pelos Apóstolos, ou seja, o depósito da Fé." (Concilio Vaticano I).

Se por hipótese o Papa se afastasse da verdade, dada a mentalidade Católica, ele arrastaria com muita facilidade toda a Igreja para fora da verdade.

Ora, através das duas diferentes definições de Missa e do comentário dos protestantes, torna-se claro que o novo rito se afastou da doutrina católica a respeito da Missa.

Não se julga as intenções, olha-se para os fatos e contra fatos os argumentos e as intenções nada valem. Não interessa as justificativas dos inovadores sobre uma presunta "maior riqueza contida nos novos livros litúrgicos".

Por obediência, se passou de uma realidade da Missa, católica, dogmática, canonizadapara uma realidade protestante.

Será que eu posso chamar uma pedra de pão só por obediência?

Posso por acaso seguir um rito reformado só porque assim me ordenou a Autoridade? Muito cômodo! Peçamos então aos protestantes que se tornem novamente Católicos em nome da obediência!

Posso por acaso chamar a Missa Católica, "nova missa", tão longínqua das definições do Concílio dogmático de Trento e tão aplaudida pelos protestantes, usando o pretexto de que esta foi imposta do "Alto"?

A primeira regra da obediência é a vontade divinaassim diz São Tomás de Aquinoe a segunda regra é a vontade dos superiores na medida em que esses aderem a Cristo. Pelo qual é um dever repreender os superiores caso esteja em jogo um perigo para a fé. Neste caso os superiores deveriam ser repreendidos pelos seus inferiores e até mesmo publicamente. Esse foi o modo como agiu São Paulo em relação a São Pedro (Summa Theologiae, II-II, q. 33, a. 4, ad 2m).

Dizem que basta rezar com devoção.

Mas muitos protestantes, muçulmanos ou budistas rezam com sincera devoção, e nem por isso podemos dizer que seus cultos são verdadeiros.

"Os deuses dos pagãos são demônios" (Salmo 95).

Dizem que todos agem assim.

Por ter afirmado a verdade, Jesus ficou só diante de Pilatos e isso não diminui o fato de que apenas Ele tinha razão.

Em suma, quando se diz que o novo rito da Missa representa, seja no seu todo como nos seus detalhes, um impressionante afastamento da teologia Católica da Santa Missa, tal qual essa foi formulada na sessão XXII do Concílio Tridentino, de forma alguma se trata de opinião pessoal de qualquer cardeal tradicionalista retrógrado, mas sim da fé de toda a Igreja expressa naquele Concílio Dogmático. Se depois de tudo isso alguém quisesse se afastar, teria toda a liberdade, mas que não continuasse usando o nome de Católico para não confundir os filhos da Igreja.

Não interessa quem escreveu aquela definição, interessa a verdade sobre a Missa.


Há alguns que alegam que os dois ritos são equivalentes.

É como se me dissessem que o violino e a guitarra são iguais. Por que não experimentam pedir ao grande Paganini para tocar o IV concerto brandeburguês com o arco sobre as cordas de uma guitarra? Depois me dêem notícias dessa obra prima!

Peçam a um sacerdote sério pra celebrar o sacrifício do Calvário com este instrumento protestante que é o novo rito (anglicano-calvinista), forjado para recordar unicamente a ceia do Senhor, e provavelmente vocês terão uma Missa, mas verdadeiramente deturpada.

Por outro lado, se fossem equivalentes (e o nega seja a teologia católica, seja a protestante), por que motivo inventar um rito todo novo quando já temos um belíssimo, feito e aprovado por toda a história e teologia da Igreja?

Seguindo a nova definição da Missa - e até mesmo os teólogos protestantes confirmam que o conteúdo corresponde à definição - não se faz mais aquilo que antes fazia a Igreja Católica. Será então que deveríamos concluir que o sacrifício perpétuo foi abolido?

Em suma:

- se para a validade da Missa é necessário fazer aquilo que faz a Igreja;

- e se a Igreja de hoje não faz mais o que fazia a Igreja de ontem e de sempre;

Seria necessário concluir que a Missa de hoje não tem validade?

A validade da Missa depende então da fé pessoal do "presidente", e muitos "presidentes", por causa dos defeitos já elencados, demonstram uma clara diminuição de sua fé e alguns nem mesmo crêem mais (40% na França), sobretudo os jovens educados dentro dessa nova mentalidade.

Que há uma diminuição da fé, esse é um fato evidente:

- o Santíssimo Sacramento, no tabernáculo, ficava no centro de nossas igrejas, entronizado sobre o altar principal, objeto de imediata adoração para quem ali entrava. Hoje na maioria das igrejas foi removido e muitas vezes nem mesmo se sabe onde o colocaram. Isso quando não é arrumado de modo verdadeiramente indecoroso! (eu mesmo tive oportunidade de vê-lo em meio a trastes velhos, numa caixa de papelão dentro de um depósito). O lugar central agora é reservado à mesa;

- A tal mesa não é mais um altar onde antes se guardava as relíquias dos mártires, mas simplesmente uma mesa;

Se reza a Missa voltado para o povo, à moda dos calvinistas e anglicanos e não mais voltados para o oriente ( na direção de onde surge o sol, símbolo do Cristo ressuscitado) ou o tabernáculo;

Incensa-se o Santíssimo da mesma forma que se incensa as estátuas ou o povo: 3X2 ao invés de 3X3 como se fazia antes;

- Durante a Consagração não mais se incensa enquanto se incensa a mesa, as estátuas e o povo (quando se usa o incenso!);

- Não se faz mais a genuflexão depois das palavras da Consagração, antes da elevação. Será que há dúvidas de que essas palavras ditas pelo sacerdote são realmente eficazes? Apresenta-se a hóstia ao povo e o povo consagra junto com o sacerdote (sacerdócio comum do "presidente" e dos batizados?);

Existe ainda a tendência de se querer diminuir o número das missas durante a semana, substituindo-as talvez pela leitura da Bíblia, enquanto antes a Missa era obrigatória todos os dias, em todas as paróquias;

- A comunhão é dada na mão dos comungantes, ao passo que até 1989 era considerado um sacrilégio tocar o Santíssimo;

- A comunhão é recebida em pé ou sentadoenquanto antes se recebia de joelhos com uma geneflexão antes e depois ao se levantar;

- Todos os homens e mulheres, podem tocar o Santíssimo e até mesmo distribuí-Lo,enquanto antes era um privilégio único dos sacerdotes ou diáconos;

- Não se usa mais a pátena, por isso os Fragmentos caem pelo chão e são pisados (Lúcifer deve invejar este pecado que ele jamais conseguiu cometer);

- Se joga fora a água das abluções logo depois da comunhão (isso quando fazem abluções!), enquanto antes o sacerdote, depois de ter lavado os dedos com o vinho e com a água, bebia tudo;

- Supressão geral da bênção eucarística.

Sobre esses pontos, os sacerdotes mais devotos se encontram num conflito constante e devem lutar continuamente contra as perversões advindas desta novidade, ou então devem se adequar mesmo violando suas consciências.


Outros fenômenos concomitantes:


- Nos anos 70, cerca de cem mil sacerdotes abandonaram o sacerdócio, e não por motivos fúteis ou vulgares, mas devido à crise religiosa e de identidade. Desculpem-me, mas se uma doutrina (sobre o sacerdócio e a Missa) que lhe foi ensinada como verdadeira, num golpe só, lhe é declarada como equivocada, é natural que você resolva mandar tudo pelos ares;

Existe uma proibição insidiosa contra o verdadeiro rito católico, como se fosse um terror sacro, uma antipatia visceral inexplicável, um ódio sobrenatural só de pensá-lo (Lutero não está muito longe!);

Pela primeira vez na história, as reformas das ordens religiosas não provocaram um retorno ao rigor dos fundadores, mas uma adaptação e uma abertura maior à mentalidade do mundo, da qual os religiosos antes eram desapegados e afastados. E tudo isso estranhamente organizado pelos próprios Superiores Maiores, enquanto semeia-se a suspeita, o desprezo e a marginalização por aqueles religiosos que quiseram manter sua fidelidade ao hábito, aos votos e às suas regras religiosas;

- Os sacerdotes e muitos religiosos se secularizaram (hábito e estilo de vida);

- Os leigos passaram a fazer parte do clero, com a introdução do diaconato permanente para homens casados;

Os seminários e conventos de fecham ou se adaptam à mentalidade do mundo;

- Cada vez mais os "católicos" se "consagram" às chamadas "comunidades eclesiais", fundadas por mestres dúbios, espécie de gurus, formando assim espécies de guetos separados, superiores à comunidade dos fiéis, com seus ritos floridos e multicoloridos e sua própria hierarquia;

- Variações infinitas no que diz respeito ao dogma, à moral, à Sagrada escritura, à liturgia;

- Entre os fiéis, cada vez mais, ganha terreno a idéia de que todas as religiões são boas, desde que o homem seja bom.

As chagas são incontáveis, a confusão é total, a Igreja tornou-se uma Babel.

E então se faz necessário retornar à alma da Igrejaa santa Missa autêntica, não reformada, na espera de tempos melhores.

E uma vez que, como diz o provérbio latino: "Lex orandi, lex credenti" (a lei da oração estabelece a lei da Fé), ou seja, assim como se reza, assim se crê, da verdadeira Missa Católica desabrocha a fé católica necessária para a salvação.

A Santa Missa não é uma invenção do Papa São Pio V, mas a compilação da Missa romana antiga da qual foram tirados alguns acréscimos introduzidos no decorrer dos séculos: em suma, esse é o rito romano antigo retornado à sua simplicidade primitiva e tornado obrigatório depois de apenas seis meses de trabalho em todo o orbe católico e até o fim do mundo, com ameaças para quem ousasse retocá-lo.

Não é como a nova Missa, que depois de trinta anos ainda está em fase de pesquisa e de modificações, sujeita ao capricho desse ou daquele "presidente" ou de qualquer liturgista de plantão, os quais não sabem o que querem e nem pra onde vão, todavia se acham infalíveis e investidos de poderes absolutos, de autoridade drástica. Cheios de ciência, competência, eles sabem de tudo!

"Orgulho é sem dúvida aquela confiança em si mesmo pelo qual se erguem como regra universal. Orgulho é aquela vanglória que ali se apresenta fazendo os dizer, altivos e inchados: nós não somos como o resto da humanidade! E que para não os fazerem entrar em confronto com os demais, lhes empurra para as mais absurdas novidades." (São Pio X).

"Virá um tempo em que não suportarão mais a sã doutrina e levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si, afastarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas" (2 Tim., 4, 3-4).

"Se o sal perder o sabor, não serve senão para ser jogado fora e pisoteado pelo povo" (Mt, 5, 13).

“Resisti-lhe fortes na fé.” (I Ped 5, 9.)


Padre Louis Demornex.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Palestras de Dom Athanasius sobre seu novo livro “A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja”.

Dom Athanasius Schneider convida para as palestras de lançamento de seu novo livro “A Sagrada Comunhão e a Renovação da Igreja”

Dia 27 de novembro, às 19:30, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo.

Dia 29 de novembro, às 19:00, na Paróquia da Trindade, em Belém.



Dom Athanasius Schneider - Missa Pontifical na Catedral de Belém (2012).


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Papa: "O Evangelho é novidade. Não temer as mudanças na Igreja" (Ouça).


Cidade do Vaticano (RV) – Na missa desta manhã na Casa Santa Marta, o Papa destacou que o cristão não deve ser escravo de “tantas pequenas leis”, mas abrir o coração ao mandamento novo do amor.

Comentando o Evangelho do dia, Francisco recordou que os escribas querem colocar Jesus em dificuldade, perguntando a ele porque seus discípulos não jejuam. O Senhor não cede e responde falando de festa e novidade:

A vinhos novos, odres novos. A novidade do Evangelho. O que ele nos traz? Alegria e novidade. Esses doutores da lei estavam fechados em seus mandamentos, em suas prescrições. São Paulo, falando deles, nos diz que antes da fé – ou seja, de Jesus – todos nós estávamos protegidos como prisioneiros sob a lei. A lei dessas pessoas não era má: protegidos, mas prisioneiros, à espera que chegasse a fé. Aquela fé que teria sido revelada, no próprio Jesus.
O povo, observou o Papa, “tinha a lei dada por Moisés” e também muitos destes “hábitos e pequenas leis” que os doutores tinham codificado. “A lei – comentou o Papa – os protegia, mas como prisioneiros! E eles estavam à espera da liberdade, da definitiva liberdade que Deus teria dado a seu povo com seu Filho”. A novidade do Evangelho, portanto, é esta: “resgatar da lei”:

Alguém de vocês pode me perguntar: ‘Os cristãos não têm lei?’ Sim! Jesus disse: “Eu não venho mudar a lei, mas levá-la à sua plenitude”. A plenitude da lei são, por exemplo, as Bem-aventuranças, a lei do amor, do amor total como o que Ele, Jesus, nos amou. Quando Jesus repreende os doutores da lei, o faz porque não protegeram o povo com a lei, mas o escravizaram com tantas leis pequenas, pequenas coisas”.

“Coisas que tinham que fazer – acrescentou – sem a liberdade trazida por Ele com a nova lei, a lei que Ele estabeleceu com o seu sangue”. “Esta é a novidade do Evangelho, que é festa, é alegria, é liberdade”, disse. ”Isto, destacou, é o que Jesus quer nos dizer: ‘Sim às novidades, aos vinhos novos, aos odres novos. Não tenham medo de mudar as coisas segundo a lei do Evangelho’”: 

Paulo distingue bem: filhos da lei e filhos da fé. A vinhos novos, novos odres; e por isso, a Igreja nos pede, a todos nós, algumas mudanças. Pede-nos que deixemos de lado as estruturas decrépitas: são inúteis! E usemos os odres novos, os do Evangelho. Não se pode entender a mentalidade destes doutores da lei, destes teólogos fariseus: não se pode entender a sua mentalidade com o espírito do Evangelho, são coisas diferentes. O estilo do Evangelho leva à plenitude da lei, sim, mas de um modo novo: é o vinho novo em odres novos”. 

“O Evangelho – disse ainda Francisco – é novidade! O Evangelho é festa, e só se pode vivê-lo plenamente em um coração alegre e renovado! Que o Senhor nos dê a graça de observar esta lei, disse o Papa, no mandamento do amor, nos mandamentos que provêm das Bem-aventuranças”. “Que o Senhor nos dê a graça de ‘não permanecermos prisioneiros’, mas também a graça ‘da alegria e da liberdade que nos traz a novidade do Evangelho’”.
(BF/CM)



Download Católico

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

50 anos do Concílio Vaticano II: ter o cheiro das ovelhas é estar encarnado na realidade deste povo tão sofrido, mas cheio de alegria e fé (Ouça).




Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, o quadro "Nova Evangelização e Concílio Vaticano II" prossegue com a participação do bispo da Diocese de Imperatriz do Maranhão, Dom Gilberto Pastana de Oliveira, que com suas considerações e ponderações pertinentes ao quadro em questão nos tem muito enriquecido estes dias neste nosso espaço de formação e aprofundamento.

Como bem sabemos, a Igreja, tal como a conhecemos hoje, é fruto do Concílio ecumênico Vaticano II, e um dos temas que temos trabalhado com nossos pastores é a questão do acolhimento e implementação do Concílio no contexto da América Latina.

Na edição de hoje focamos nossa atenção na Igreja latino-americana e – à luz do fato de termos pela primeira vez na história um Papa filho desta terra – sobre a contribuição desta Igreja do "Continente da Esperança" para a Igreja no mundo inteiro.

Ao nos falar sobre aquela proximidade que o Papa Francisco pede aos pastores, Dom Gilberto nos diz que estar no meio do povo nos faz ler o Espírito de Deus na vida destas pessoas e isso nos ajuda a ser pastor: "sentir o cheiro do povo é estar encarnado nessa realidade desse povo tão sofrido, mas esperançoso, cheio de alegria e também de fé".

O bispo de Imperatriz do Maranhão inicia dizendo-nos porque a Igreja no mundo inteiro tem muito a receber da Igreja na América Latina: uma Igreja que conheceu a experiência da perseguição, do martírio, uma Igreja que é comunhão, povo de Deus, geradora de uma nova Teologia. Vamos ouvir:



Download Católico (Áudio 1 / Áudio 2)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vaticano II: comemorar estes 50 anos é também trazer de novo a realidade conciliar para as novas gerações (Áudio).

Cidade do Vaticano (RV) - Amigo ouvinte, o quadro "Nova Evangelização e Concílio Vaticano II" prossegue com a participação do diretor espiritual do Pontifício Colégio Pio Brasileiro, Pe. Antônio Reges Brasil, que na edição passada nos trouxe suas considerações sobre como podemos interpretar a recepção do Vaticano II pela Igreja no Brasil, especialmente.

Nesta edição insistimos também com Pe. Reges sobre a necessidade – em nossas Igrejas particulares – de se revisitar os documentos do Concílio ecumênico Vaticano II, vez que, certamente, a celebração dos 50 anos deste grande evento religioso do Séc. XX constitui ocasião privilegiada para tal.

De fato, como já insistido neste espaço, recorrer aos documentos conciliares torna-se imperioso se considerarmos – como evidenciado – que muito se fala sobre os documentos conciliares, mas, por vezes, mesmo em ambientes de Igreja, pouco se conhece deles. A esse propósito, eis o que ele nos disse: (RL)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Um Concílio 'Pastoral', o desejo de João XXIII (Ouça).

Cidade do Vaticano (RV) - No nosso espaço Memória Histórica - 50 anos do Concílio Vaticano II - vamos continuar a analisar o discurso de abertura do Concílio, destacando hoje sua característica Pastoral.

Nos programas passados, analisamos o discurso de abertura do Concílio Vaticano II, proferido por João XXIII em 11 de outubro de 1962, destacando o "caráter ecumênico" e de "diálogo", que deveriam caracterizar o evento conciliar. Mas, João XXIII, queria também que o Concílio fosse primordialmente pastoral. O termo "pastoral" significava uma abertura ao mundo moderno, de onde vinham as questões a serem respondidas e para quem se respondiam. O texto conciliar deveria corresponder às aspirações, compreensões, desejos e perspectivas dos homens e mulheres situados no mundo moderno, tratando os erros modernos com misericórdia, bondade e paciência.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Texto inédito do Papa Bento XVI publicado por ocasião do 50º aniversário do início do Concílio Vaticano II.

Foi um dia maravilhoso aquele 11 de Outubro de 1962 quando, com a entrada solene de mais de dois mil Padres conciliares na Basílica de São Pedro em Roma, se abriu o Concílio Vaticano II. Em 1931, Pio XI colocara no dia 11 de Outubro a festa da Maternidade Divina de Maria, em recordação do facto que mil e quinhentos anos antes, em 431, o Concílio de Éfeso tinha solenemente reconhecido a Maria esse título, para expressar assim a união indissolúvel de Deus e do homem em Cristo. O Papa João XXIII fixara o início do Concílio para tal dia com o fim de confiar a grande assembleia eclesial, por ele convocada, à bondade materna de Maria e ancorar firmemente o trabalho do Concílio no mistério de Jesus Cristo. Foi impressionante ver entrar os bispos provenientes de todo o mundo, de todos os povos e raças: uma imagem da Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo, na qual os povos da terra se sentem unidos na sua paz.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O Concílio Vaticano II e a Jornada Mundial da Juventude. Qual a relação? (Mp3).

Cidade do Vaticano (RV) - O que a realização do Concílio Vaticano II tem a ver com a Jornada Mundial da Juventude? Este é o tema do nosso Quadro Memória História, 50 anos do Concilio Vaticano II.

O Concílio Vaticano II foi uma abertura das portas da Igreja ao diálogo com a modernidade. Um, por assim dizer, ‘abrir as janelas para o sopro de uma nova brisa’. Esta abertura refletiu-se também no que tange ao papel dos leigos na construção do Reino de Deus e na missão.

sábado, 13 de julho de 2013

Editorial: Fim da indiferença (Mp3).

Cidade do Vaticano (RV) - (Clique aqui e baixe o Mp3) Não ser somente um símbolo mas um sinal que indica uma estrada a ser percorrida. O Papa Francisco na última segunda-feira, visitando Lampedusa – ilha situada no extremo-sul da Itália – sacudiu mais uma vez a consciência de todos aqueles que ainda viram o rosto para o outro lado diante das dificuldades do irmão necessitado. Francisco fez um veemente e forte apelo para acabar com a indiferença diante de tantos irmãos que sofrem.

Lampedusa, para melhor nos situarmos, é conhecida como a ilha da esperança para milhares de imigrados africanos que atravessam o Mediterrâneo em busca de um futuro melhor. A chegada desses homens, mulheres e crianças à ilha, à ilha do sonho, do paraíso, da porta de entrada da Europa é precedida por uma viagem longa, desumana, terrível, durante a qual muitos perdem suas vidas: no olhar perdido dos que sobrevivem a essa odisséia sem fim, a recordação da morte de tantos parentes e amigos que não conseguiram atravessar o mar. Em seus corações, a dor por aquilo que deixaram para trás e a esperança por aquilo que virá.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CTV se prepara para "dia histórico" da despedida de Bento XVI.

Cidade do Vaticano (RV) - "O Vaticano II e a comunicação – Uma renovada história entre Evangelho e história": este é o título do livro do novo Diretor do Centro Televisivo Vaticano (CTV), Mons. Dario Edoardo Viganò, apresentado nesta terça-feira, em Roma.

No livro, que inclui um DVD com documentos da época, Mons. Viganò dá amplo espaço ao documento Inter Mirifica, evidenciando que se tratou de um “divisor de águas” na Igreja. 

"O Concilio se realizou justamente nos anos em que os meios de comunicação de massa , em especial, a televisão, se difundiram de maneira maciça. A Roma, portanto, chegaram jornalistas e operadores de câmara de todo o mundo para contar o grande evento. O trabalho das televisões, das rádios e dos jornais foi importantíssimo para o Concílio", explicou o Diretor do CTV.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Pe. Marcelo Tenorio: Bento XVI, o Papa do sonho de Dom Bosco?


O mundo se surpreendeu nessa última segunda-feira, 11 de fevereiro, pela renúncia do Santo Padre o papa Bento XVI.

Muito se tem falando sobre esse gesto do papa que, embora já tenha ocorrido por três vezes na história bimilenar da Igreja e também  previsto pelo Código de Direito Canônico, não deixa de ser para nós algo “ novo”, inusitado, visto que  a enorme  maioria dos Pontífices envelheceram,  foram amparados em suas enfermidades e morreram no Trono de S. Pedro.
Segundo a Lei da Igreja, um papa pode renunciar, e para isso apenas basta manifestar o seu desejo publicamente e de forma inteiramente livre. Essa renúncia não pode ser aceita por nenhum dos cardeais, visto que a única autoridade acima do Vigário de Cristo é o próprio Cristo.
No canon nº 332, par. 2,, encontramos: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja feita livremente e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguem”.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Bento XVI ao Clero de Roma: "Obrigado por seu amor pela Igreja e pelo Papa".

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa encontrou na manhã desta quinta-feira, na Sala Paulo VI, no Vaticano, os párocos e o clero da Diocese de Roma. Bento XVI foi acolhido com grande afeto e comoção, nas notas do canto "Tu es Petrus".

Sob uma salva de palmas, Bento XVI agradeceu-lhes pelo amor que nutrem pela Igreja e por sua pessoa.

"Para mim é um dom especial da Providência, disse o Papa, que antes de deixar o ministério petrino possa ver mais uma vez o meu clero, o clero de Roma. Eu sou muito grato por suas orações", disse o pontífice acrescentando: "Não obstante a minha retirada, estarei sempre próximo a vocês com a oração e tenho certeza de que também vocês estarão próximos a mim, mesmo que para o mundo eu permaneça escondido".

Bento XVI afirmou que, devido a suas condições, não pôde preparar um grande, verdadeiro discurso, como se poderia esperar, mas pensou em fazer uma pequena conversa sobre o Concílio Vaticano II. O Papa falou sobre a expectativa vivida naquele momento.

"Fomos ao Concílio não somente com alegria, mas com entusiasmo. Havia uma expectativa incrível. Esperávamos que tudo se renovasse, que realmente chegasse um novo Pentecostes, uma nova era da Igreja. Sentia-se que a Igreja não ia para frente, mas que parecia uma realidade do passado e não portadora do futuro", frisou o pontífice.

Bento XVI: superar individualismos e rivalidades que deturpam a face da Igreja.

Cidade do Vaticano (RV) - Bento XVI presidiu a Santa Missa com o rito da imposição das cinzas, nesta quarta-feira, na Basílica de São Pedro, que abre o período da Quaresma.

"Hoje, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos um novo caminho quaresmal, um caminho que se prolonga por quarenta dias e nos conduz à alegria da Páscoa do Senhor, à vitória da Vida sobre a morte", frisou o pontífice.

A Igreja nos repropõe o forte chamado que o profeta Joel dirige ao povo de Israel: "Assim diz o Senhor: retornai a mim de todo vosso coração, com jejum, com lágrimas e com lamentação" (Joe 2,12). 

O Papa ressaltou que a expressão "de todo vosso coração" significa "do centro dos nossos pensamentos e sentimentos, das raízes das nossas decisões, escolhas e ações, com um gesto de total e radical liberdade". 

Este retorno a Deus é possível, "porque há uma força que não reside em nosso coração, mas que brota do coração do próprio Deus. É a força da sua misericórdia. O retorno ao Senhor é possível como graça, porque é obra de Deus e fruto da fé que nós repropomos em sua misericórdia", disse ainda o Santo Padre.

"O 'retornai a mim de todo vosso coração' é um chamado que envolve não somente o indivíduo, mas a comunidade. A dimensão comunitária é um elemento essencial na fé e na vida cristã. O 'Nós' da Igreja é a comunidade em que Jesus nos reúne: a fé é necessariamente eclesial", sublinhou ainda o pontífice.

“E é importante recordar isso e vivê-lo neste Tempo de Quaresma: cada um tenha consciência de que o caminho penitencial não se faz sozinho, mas junto com tantos irmãos e irmãs, na Igreja”.

Por fim, o profeta se detém sobre a oração dos sacerdotes, - destacou o Papa - os quais, com as lágrimas nos olhos, se dirigem a Deus dizendo: “Não entregues ao opróbrio a tua herança, para que as nações zombam deles! Porque dirão entre os povos: Onde está o seu Deus?” (v.17). “Esta oração nos faz refletir sobre a importância do testemunho de fé e de vida cristã de cada um de nós e das nossas comunidades para manifestar o rosto da Igreja e como este rosto é, por vezes, deturpado. Penso em particular nas culpas contra a unidade da Igreja, nas divisões no corpo eclesial. Viver a Quaresma numa mais intensa e evidente comunhão eclesial, superando individualismos e rivalidades, é um sinal humilde e precioso para aqueles que estão distantes da fé ou indiferentes”.

"O 'retornar a Deus de todo coração' em nosso caminho quaresmal passa pela Cruz, o seguir Cristo no caminho que leva ao Calvário, à doação total de si. É um caminho no qual aprender cada dia a sair sempre mais do nosso egoísmo e dos nossos fechamentos, para dar espaço a Deus que abre e transforma o coração", disse ainda o Santo Padre. 

No Evangelho de Mateus, Jesus faz referência a três práticas fundamentais previstas pela Lei mosaica: "a esmola, a oração e o jejum são também indicações tradicionais no caminho quaresmal para responder ao convite a retornar a Deus de todo coração."

"O nosso testemunho será sempre mais incisivo quanto menos buscarmos a nossa glória e teremos consciência de que a recompensa do justo é o próprio Deus, o estar unido a Ele, aqui, no caminho da fé, e, ao término da vida, na paz e na luz do encontro face a face com Ele para sempre", disse ainda o Papa.

"Ressoe forte em nós o convite à conversão, a retornar a Deus de todo coração, acolhendo a sua graça que nos faz homens novos, com aquela surpreendente novidade que é participação da própria vida de Jesus", concluiu Bento XVI. (MJ/RL).


Download Católico

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O padre de "ontem" é o mesmo de "hoje"?



Por Rodrigo de Luna



Quando falamos na palavra "padre" qual é o primeiro pensamento que nos vem em mente?

Um homem de batina preta? 
Um homem rezando uma Missa com uma "túnica branca"? 
- Um homem comum como todos os outros?

Nos dias de hoje o termo mais adequado é o da última opção, não por apelação, mas sim por que os próprios padres buscam isto!

Vejamos esta foto:

Algumas pessoas perguntariam: "Em mil novecentos e quanto foi tirada esta foto?", já outras que possuem um pouco mais de conhecimento poderiam até ironizar: "Isso foi no Concílio de Trento?" e tendo as chances de várias outras perguntas e afirmações mirabolantes. Vemos nada mais que dois padres caminhando em uma calçada vestindo suas respectivas batinas que eram tão comuns na época, quanto a famosa "camisa clerical" dos dias de hoje.

A foto foi tirada em um tempo onde era perfeitamente normal os padres usarem batina, saturno ou barrete, seminaristas vestidos da mesma forma, andando por aí sem "vergonha" alguma. São imagens como estas que, infelizmente, são raríssimas atualmente. É triste não apenas nós, simples leigos, mas também para os próprios padres, verem aos poucos a maioria dos padres abandonarem a veste que é e continuará sendo tão importante até o fim dos dias para os padres do mundo inteiro, pois a batina é um sinal, um sinal de consagração. Quantos não morreram por apenas a usarem?

Nos dias de hoje, a grande maioria dos padres optaram por usarem roupas que os façam parecer mais com os leigos, mas apenas tendo uma pequena característica que os distinguem dos mesmos: Uma pequena palheta branca que se usa entre as duas golas da camisa, fazendo então a camisa clerical, como vemos na foto:

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Simpósio Teológico sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II - Faculdade de São Bento (Rio de Janeiro).

Entrevista com coordenador do Simpósio e vice-diretor da Faculdade, Dom Abade José Palmeiro Mendes, OSB
Por Thácio Siqueira
RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 4 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - A Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro, ligada ao Mosteiro de São Bento da mesma cidade, vai promover nos dias 9, 10 e 11 do corrente mês de outubro, no período da tarde,  um Simpósio Teológico para comemorar os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II. Este evento terá a parceria do Seminário Arquidiocesano de São José, do Rio de Janeiro, e do Instituto Filosófico e Teológico do Seminário São José, de Niterói. Estará aberto a sacerdotes, religiosos e religiosas e aos leigos interessados num aprofundamento acerca de alguns temas importantes do Concílio Vaticano II. O local será o auditório do Colégio de São Bento, rua Dom Gerardo, 68, 3º andar - Centro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
A propósito deste evento, concedeu uma entrevista ao Zenit, Dom Abade José Palmeiro Mendes, OSB, vice-diretor da Faculdade e coordenador do Simpósio.
ZENIT: Por que um Simpósio teológico sobre os 50 anos do Concílio Vaticano II?
Dom José: O Concílio Vaticano II merece ser comemorado porque foi o maior acontecimento da história da Igreja Católica no séc. XX. Mais ainda, não foi um evento que durou só quatro anos (1962-1965), mas está tendo uma profunda influência na vida da Igreja, deve tal influência prolongar-se por muito tempo. Por outro lado, tem que se dizer que nem sempre o Concílio foi bem entendido e circulam hoje muitas ideias como “conciliares” e que não tem nada a ver com o Vaticano II. O Papa Bento XVI, no famoso discurso à Cúria Romana de 22 de dezembro de 2005, falou muito bem numa compreensão falsa e numa compreensão verdadeira do Concílio, uma “hermenêutica da descontinuidade e ruptura, que serviu-se, com frequência, da simpatia dos meios de comunicação e também de uma parte da teologia moderna”, e uma “hermenêutica da reforma, da renovação, na continuidade da Igreja”. Esta celebração do cinquentenário do início do Concílio será uma ocasião preciosa para se divulgar o Concílio autêntico.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Como foi o III Encontro Summorum Pontificum em Belém do Pará.

De 23 a 25 de agosto, realizou-se o III Encontro Summorum Pontificum da diocese de Belém do Pará.
S.Excia. o Arcebispo de Belém Dom Alberto Taveira pronunciou uma palestra na manhã de sábado dia 25 de agosto.
Dom Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana, no Casaquistão e grande missionário da renovação litúrgica desejada por Bento XVI foi o convidado de honra.

Missa Pontifical em Belém do Pará com Dom Athanasius Schneider (25/08/2012).


Pontifical celebrada na Catedral de Belém por Dom Athanasius Schneider, encerrando o III Encontro Sunmmorum Pontificum de Belém dia 25 de Agosto de 2012.

Palestra do III Encontro Summorum Pontificum em Belém - 2012: O Concílio Vaticano II e a Liturgia - D. Athanasius Schneider.