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quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Memória da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Padre Paulo Ricardo - Memória de Nossa Senhora do Rosário (7 de outubro)
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| Padre Paulo Ricardo |
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 1, 26-38)
Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!"
Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim".
Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível".
Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.
O Santo Rosário, uma das maiores riquezas da Igreja e, segundo o testemunho dos santos, a mais poderosa arma cristã contra o demônio, pode parecer a uns poucos desentendidos como coisa de beataria, de fiel simplório e rude, cuja "alma vulgar", incapaz de alçar grandes voos, tem de contentar-se com repetir um sem-número de ave-Marias. Trata-se, no entanto, da mais completa escola de oração, de um verdadeiro compêndio do Evangelho, como bem lhe chamou o Papa São João Paulo II. O Santo Rosário, com efeito, fazendo da repetição litânica da saudação angélica um como que "pano de fundo" musical, permite ao cristão, ao mesmo tempo em que mantém nos lábios o dulcíssimo nome da sempre virgem Mãe de Deus, contemplar com a inteligência os principais mistérios de sua Redenção. Para ser proveitosa, portanto, a récita do Rosário não pode prescindir da meditação; é importantíssimo que o fiel, deixando-se guiar por Maria, deixe também que o seu coração repouse amorosamente em cada cena meditada, um cenário de detalhes cuja riqueza homem nenhum pode exaurir de todo. Peçamos hoje a Nossa Senhora do Rosário que nos alcance de seu divino Filho a graça de sermos constantes na prática desta tão doce devoção, "cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno" (Beato Bártolo Longo, Súplica à Rainha do Santo Rosário).
sexta-feira, 24 de junho de 2016
Solenidade da Natividade de São João Batista
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
(Lc 1, 57-66.80)
Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe, porém disse: "Não! Ele vai chamar-se João".
Os outros disseram: "Não existe nenhum parente teu com esse nome!" Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: "João é o seu nome". E todos ficaram admirados. No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: "O que virá a ser este menino?" De fato, a mão do Senhor estava com ele. E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Padre Paulo Ricardo - Felizes os que O Senhor encontrar acordados!
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 12, 35-38)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!"
No Evangelho desta 3.ª-feira, Jesus nos fala da virtude da vigilância, ou seja, a disposição constante e firme para permanecermos acordados, à espera de Nosso Senhor, que há-de voltar a esta terra e deseja encontrar nossos corações preparados para a Sua gloriosa vinda. Como de costume, Cristo recorre a uma comparação bastante expressiva e clara, sobretudo para os judeus da época. Devemos ser, diz-nos o Senhor, como servos cujos rins estejam cingidos, isto é, temos de estar prontos para amar efetivamente a Deus; por outro lado, temos de manter acesas as lâmpadas da fé, sob cuja luz nos guiamos na escuridão de um mundo mergulhado no pecado e cego à glória de Jesus. A nossa esperança na vinda de Cristo, portanto, deve estar bem firmada em duas outras virtudes: a fé e a caridade cristãs.
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Pe. Paulo Ricardo - Festa da Natividade de Nossa Senhora - Maria, a porta do Céu.
Entre os inúmeros santos celebrados pela Igreja, apenas dois são dignos de ter o seu nascimento comemorado pela santa liturgia: São João Batista e Nossa Senhora, cuja natividade se festeja hoje. Todos os demais heróis da fé são relembrados tão somente na data de sua partida ao Céu. Com isso, é confirmada com ainda mais força a importância da Virgem Santíssima na história da salvação.
domingo, 20 de abril de 2014
Francisco na homilia de Sábado Santo: "Voltar à Galiléia!" (Ouça).
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco presidiu, na noite deste sábado santo, na Basílica Vaticana, à solene Vigília pascal, que contou com a participação de numerosos fiéis, provenientes de diversas partes do mundo.
Após o rito preparatório, da bênção do fogo e do solene anúncio pascal, o Santo Padre fez sua homilia, partindo, precisamente, do Evangelho da ressurreição de Jesus, referindo-se, de modo particular, às mulheres que foram ao sepulcro, na manhã seguinte.
Elas queriam honrar o corpo do Senhor, mas encontram o túmulo aberto e vazio. Mas, um anjo do Senhor lhes disse: «Não tenham medo! Ele ressuscitou dos mortos». E ao saírem de lá, se encontraram com o próprio Jesus, que lhes disse: «Vão anunciar aos meus irmãos, que me verão na Galileia».
Depois da morte de Jesus, os discípulos se dispersaram; tudo parecia ter acabado; as certezas e as esperanças, enfraquecidas. Mas, o incrível anúncio das mulheres brotou como um raio de luz na escuridão. A notícia se espalhou: Jesus ressuscitou!
O Anjo do Senhor e o próprio Jesus pediram às mulheres para avisar aos discípulos para irem à Galileia. Por que a Galiléia? E o Papa explicou:
“A Galileia é o lugar da primeira chamada, onde tudo começou! Trata-se de voltar para lá, ao lugar da primeira chamada. Jesus havia passado pelas margens do lago, enquanto os pescadores consertavam as redes. Ele os chamou e, deixando tudo, o seguiram. Voltar à Galileia significa reler tudo, a partir da cruz e da vitória: a pregação, os milagres, a nova comunidade, o entusiasmo e até a traição, a partir do supremo ato de amor”.
Cada um de nós também tem uma Galileia, o lugar da redescoberta do nosso Batismo, a fonte viva, de onde encontramos a energia e a da raiz da nossa fé e da nossa experiência cristã. Galileia significa retorno à Graça de Deus, que nos toca no início do caminho da nossa vida cristã: a experiência do encontro pessoal com Jesus, que nos chama a segui-lo e a participar da sua missão.
Por fim, o Bispo de Roma convidou os fiéis presentes a se perguntarem: qual é a nossa Galileia, onde reencontrar nosso Senhor e deixar-se abraçar pela sua misericórdia?
O Evangelho da Páscoa é claro: é preciso voltar à Galileia para nos encontrarmos com Jesus ressuscitado e nos tornarmos suas testemunhas. A Galileia dos gentios é o horizonte do Ressuscitado, o horizonte da Igreja, o intenso desejo de encontrar o Senhor! (MT)
Após o rito preparatório, da bênção do fogo e do solene anúncio pascal, o Santo Padre fez sua homilia, partindo, precisamente, do Evangelho da ressurreição de Jesus, referindo-se, de modo particular, às mulheres que foram ao sepulcro, na manhã seguinte.
Elas queriam honrar o corpo do Senhor, mas encontram o túmulo aberto e vazio. Mas, um anjo do Senhor lhes disse: «Não tenham medo! Ele ressuscitou dos mortos». E ao saírem de lá, se encontraram com o próprio Jesus, que lhes disse: «Vão anunciar aos meus irmãos, que me verão na Galileia».
Depois da morte de Jesus, os discípulos se dispersaram; tudo parecia ter acabado; as certezas e as esperanças, enfraquecidas. Mas, o incrível anúncio das mulheres brotou como um raio de luz na escuridão. A notícia se espalhou: Jesus ressuscitou!
O Anjo do Senhor e o próprio Jesus pediram às mulheres para avisar aos discípulos para irem à Galileia. Por que a Galiléia? E o Papa explicou:
“A Galileia é o lugar da primeira chamada, onde tudo começou! Trata-se de voltar para lá, ao lugar da primeira chamada. Jesus havia passado pelas margens do lago, enquanto os pescadores consertavam as redes. Ele os chamou e, deixando tudo, o seguiram. Voltar à Galileia significa reler tudo, a partir da cruz e da vitória: a pregação, os milagres, a nova comunidade, o entusiasmo e até a traição, a partir do supremo ato de amor”.
Cada um de nós também tem uma Galileia, o lugar da redescoberta do nosso Batismo, a fonte viva, de onde encontramos a energia e a da raiz da nossa fé e da nossa experiência cristã. Galileia significa retorno à Graça de Deus, que nos toca no início do caminho da nossa vida cristã: a experiência do encontro pessoal com Jesus, que nos chama a segui-lo e a participar da sua missão.
Por fim, o Bispo de Roma convidou os fiéis presentes a se perguntarem: qual é a nossa Galileia, onde reencontrar nosso Senhor e deixar-se abraçar pela sua misericórdia?
O Evangelho da Páscoa é claro: é preciso voltar à Galileia para nos encontrarmos com Jesus ressuscitado e nos tornarmos suas testemunhas. A Galileia dos gentios é o horizonte do Ressuscitado, o horizonte da Igreja, o intenso desejo de encontrar o Senhor! (MT)
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
A homilia do Papa na Missa do Galo.
Cidade do Vaticano (RV) - Abaixo, a íntegra da homilia do Papa Francisco na Santa Missa na Noite de Natal. Basílica de S. Pedro, 24 de dezembro de 2013.
1. «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1).
Esta profecia de Isaías não cessa de nos comover, especialmente quando a ouvimos na liturgia da Noite de Natal. E não se trata apenas dum facto emotivo, sentimental; comove-nos, porque exprime a realidade profunda daquilo que somos: somos povo em caminho, e ao nosso redor – mas também dentro de nós – há trevas e luz. E nesta noite, enquanto o espírito das trevas envolve o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos maravilha e surpreende: o povo em caminho vê uma grande luz. Uma luz que nos faz reflectir sobre este mistério: o mistério do andar e do ver.
1. «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9, 1).
Esta profecia de Isaías não cessa de nos comover, especialmente quando a ouvimos na liturgia da Noite de Natal. E não se trata apenas dum facto emotivo, sentimental; comove-nos, porque exprime a realidade profunda daquilo que somos: somos povo em caminho, e ao nosso redor – mas também dentro de nós – há trevas e luz. E nesta noite, enquanto o espírito das trevas envolve o mundo, renova-se o acontecimento que sempre nos maravilha e surpreende: o povo em caminho vê uma grande luz. Uma luz que nos faz reflectir sobre este mistério: o mistério do andar e do ver.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Francisco na homilia matutina: Jesus continua intercedendo por nós, mostrando ao Pai as suas chagas.
Cidade do Vaticano (RV)
– Jesus continua a rezar e a interceder por nós, mostrando ao Pai o
preço da nossa salvação, ou seja, as suas chagas. Foi o que disse o Papa
Francisco na homilia da Missa que ele celebra todas as manhãs na sua
residência.
O centro da homilia foi o trecho em que Jesus passa toda a noite rezando ao Pai antes de escolher os doze Apóstolos. “Jesus organiza o seu time – destacou o Papa – e logo depois é cercado por uma grande multidão que veio para ouvi-lo e ser curada. São as três relações de Jesus, observa o Pontífice: com o Pai, com os seus Apóstolos e com as pessoas. E Cristo reza ainda hoje:
O centro da homilia foi o trecho em que Jesus passa toda a noite rezando ao Pai antes de escolher os doze Apóstolos. “Jesus organiza o seu time – destacou o Papa – e logo depois é cercado por uma grande multidão que veio para ouvi-lo e ser curada. São as três relações de Jesus, observa o Pontífice: com o Pai, com os seus Apóstolos e com as pessoas. E Cristo reza ainda hoje:
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Papa Bento XVI diz que notícias ruins deixam as boas na sombra.
CIDADE DO VATICANO, 31 Dez (Reuters) - Notícias ruins têm maior repercussão do que as boas, mas um mundo de amor e solidariedade se revelará oculto nas sombras, afirmou o papa Bento 16 nesta segunda-feira durante a tradicional missa de fim de ano.
O papa de 85 anos, na oitava véspera de Ano Novo após chegar ao pontificado, celebrou um Te Deum de ação de graças na Basílica de São Pedro e instou os fiéis a se afastarem da negatividade da mídia.
"O mal faz mais barulho do que o bem: um assassinato hediondo, a violência generalizada, injustiças graves ganham manchete; por outro lado, atos de amor e solidariedade geralmente ficam na sombra", disse a milhares de pessoas que assistiam à missa.
"Não podemos nos limitar às notícias se quiseros entender o mundo e a vida; temos que ser capazes de ficar em silêncio, em meditação, em calma e em reflexão prolongada; temos que aprender a parar e a pensar", acrescentou.
No último ano, o papa visitou Cuba, México e Líbano, mas o julgamento de seu antigo mordomo, condenado por vazar documentos delicados que acusavam a Santa Sé de corrupção, ganhou destaque nas primeiras páginas dos jornais.
O líder dos 1,2 bilhão de católicos do mundo também pediu às pessoas na véspera de Natal que evitasse o ritmo rápido de vida e tentassem encontrar um espaço para Deus.
Bento 16 deve fazer seu tradicional discurso de Ano Novo em 1o de janeiro, o dia que a Igreja Católica chama anualmente de Dia Mundial da Paz.
(Por Catherine Hornby)
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sábado, 27 de outubro de 2012
Padre Paulo Ricardo - Cegos e Mendigos (30º Domingo do Tempo Comum).
A cura do cego de Jericó (Mc 10, 46-52) é o episódio final de um itinerário espiritual iniciado com a cura do cego de Betsaida (Mc 8, 22-26).
A profissão de fé de Pedro, que reconhece o Messias, ainda não é "visão" definitiva da fé. Enquanto Pedro não reconhecer que o Messias deverá sofrer na Cruz e ressuscitar na Páscoa, a sua fé é incompleta e ele verá a realidade de Deus como "árvores que caminham" (Mc 8, 24).
Como o cego Bartimeu, somos convidados a dar o salto da fé e seguir Jesus no seu caminho para Jerusalém, para a sua Páscoa definitiva.
Sendo assim, como o mendigo Bartimeu (προσαίτης = "pedinte"), peçamos que Jesus se compadeça de nossa cegueira e nos dê uma fé disposta a segui-lo em sua engtrega na Cruz.
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sábado, 4 de abril de 2009
Homilia do Santo Padre João Paulo II no Domingo de Ramos.
8 de Abril de 2001
1. "Hossana!", "Crucifica-O!". Poder-se-ia resumir com estas duas palavras, provavelmente pronunciadas pela mesma multidão à distância de poucos dias, o significado dos dois acontecimentos que recordamos neste liturgia dominical.
Com a aclamação "Bendito Aquele que vem!", num ímpeto de entusiasmo, o povo de Jerusalém, agitando ramos de oliveira, acolhe Jesus que entra na cidade levado por um jumento. Com o "Crucifica-O!", gritado por duas vezes num furor continuado, a multidão pede ao governador romano a condenação do réu que, em silêncio, está de pé no Pretório.
Portanto, a nossa celebração inicia-se com um "Hossana!" e concluiu-se com um "Crucifica-O!". O ramo do triunfo e a cruz da Paixão: não é uma contradição, ao contrário, é o coração do mistério que queremos proclamar. Jesus entregou-se voluntariamente à Paixão, não foi esmagado por forças maiores do que Ele. Enfrentou livremente a morte na cruz e triunfou na morte.
Perscrutando a vontade do Pai, Ele compreendeu que tinha chegado a "hora" e aceitou-a com a obediência livre do Filho e com infinito amor pelos homens: "sabendo Jesus que chegara a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele que amara os seus que estavam no mundo, levou até ao extremo o Seu amor por eles" (Jo 13, 1).
2. Hoje olhamos para Jesus que se aproxima do final da sua vida e se apresenta como Messias esperado pelo povo, enviado por Deus e vindo em seu nome para trazer a paz e a salvação, mesmo se de uma forma diferente da que os seus contemporâneos esperavam.
A obra de salvação e de libertação realizada por Jesus continua nos séculos. Por isso a Igreja, que crê firmemente que Ele está presente mesmo se é invisível, não se cansa de O aclamar com louvores e adorações. Por conseguinte, mais uma vez a nossa assembleia proclama: "Hossana! Bendito Aquele que vem em nome do Senhor!".
3. A leitura da página evangélica pôs diante dos nossos olhos as terríveis cenas da paixão de Jesus: o seu sofrimento físico e moral, o beijo de Judas, o abandono por parte dos discípulos, o processo perante Pilatos, os insultos e as injúrias, a condenação, o caminho doloroso, a crucifixão. Por fim, o sofrimento mais misterioso: "meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Um forte brado, e depois a morte.
Porquê tudo isto? O início da oração eucarística dar-nos-á a resposta: "Ele, que não tinha pecado, aceitou a paixão por nós pecadores e, entregando-se a uma condenação injusta, carregou o peso dos nossos pecados. Com a sua morte lavou as nossas culpas e com a sua ressurreição obteve-nos a salvação" (Prefácio).
Por conseguinte, a nossa celebração quer ser gratidão e amor Àquele que se sacrificou por nós, ao Servo de Deus que, como dissera o profeta, não opôs resistência, não se afastou para trás, mas apresentou os ombros aos flageladores e não desviou o rosto dos que o ultrajavam e lhe cuspiam (cf. Is 50, 4-7).
4. Mas a Igreja, lendo a narração da Paixão não se limita a considerar unicamente os sofrimentos de Jesus; aproxima-se ansiosa e confiante deste mistério, sabendo que o seu Senhor ressuscitou. A luz da Páscoa faz descobrir o grande ensinamento contido na Paixão: a vida afirma-se através do dom sincero de si até enfrentar a morte pelo próximo, pelo Outro.
Jesus não concebeu a sua existência terrena como busca do poder, como corrida ao sucesso e à carreira, como vontade de domínio sobre os outros. Ao contrário, Ele renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo tornando-se semelhante aos homens, obedeceu ao projecto do Pai até à morte na cruz. E desta forma deixou aos seus discípulos e à Igreja um ensinamento precioso: "se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto" (Jo 12, 24).
5. O Domingo de Ramos tornou-se, já há anos, também o Dia Mundial da Juventude, o vosso Dia, caríssimos jovens, aqui reunidos de várias paróquias da diocese de Roma e de outras partes do mundo: juntamente convosco saúdo com afecto e esperança também os vossos coetâneos que nas diversas Igrejas locais celebram hoje o XVI Dia Mundial da Juventude, o primeiro do novo milénio.
Saúdo em particular os jovens da Delegação do Canadá, guiada pelo Arcebispo de Toronto, Card. Ambrozic, que estão aqui entre nós para receber a Cruz à volta da qual se reunirão os jovens de todos os continentes no próximo Dia Mundial de 2002. Mais uma vez, a todos e a cada um indico com vigor na Cruz de Cristo o caminho de vida e de salvação, o caminho para chegar ao ramo do triunfo no dia da ressurreição.
Que vemos na Cruz que se eleva diante de nós e que, há dois mil anos, o mundo não cessa de interrogar e a Igreja de contemplar? Vemos Jesus, o Filho de Deus que se fez homem para restituir o homem a Deus. Ele, sem pecado está agora diante de nós crucificado. Ele é livre, apesar de estar pregado no madeiro. É inocente, mesmo se está sob a inscrição que anuncia o motivo da sua condenação. Não lhe quebraram nenhum osso (cf Sl 34, 21), porque é a coluna-mestra de um mundo novo. A sua túnica não foi rasgada (cf. Jo 19, 24), porque ele veio para reunir os filhos de Deus que o pecado tinha dispersado (cf. Jo 11, 52). O seu corpo não será lançado à terra mas colocado numa rocha (cf. Lc 23, 53), porque o corpo do Senhor da vida, que venceu a morte, não pode sofrer a corrupção.
6. Caríssimos jovens, Jesus morreu e ressuscitou, e agora Ele vive para sempre! Deu a sua vida, Mas ninguém lha tirou; deu-a "por nós" (Jo 10, 18). Por meio da sua cruz veio a nós a vida. Graças à sua morte e à sua ressurreição, o Evangelho triunfou, e nasceu a Igreja.
Ao entrarmos confiantes no novo século e no novo milénio, queridos jovens, o Papa repete-vos as palavras do apóstolo Paulo: "Se morrermos por Ele, também com Ele reviveremos; se perseverarmos, reinaremos com Ele" (2 Tim 2, 11). Porque só Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14, 6).
Quem nos separará então do amor de Cristo? O Apóstolo Paulo respondeu também por nós: "Porque estou certo que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades nem a altura, nem a profundidade nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor" (Rm 8, 38-39).
Glória e louvor a Ti, ó Cristo, Verbo de Deus, salvador do mundo!
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Com a aclamação "Bendito Aquele que vem!", num ímpeto de entusiasmo, o povo de Jerusalém, agitando ramos de oliveira, acolhe Jesus que entra na cidade levado por um jumento. Com o "Crucifica-O!", gritado por duas vezes num furor continuado, a multidão pede ao governador romano a condenação do réu que, em silêncio, está de pé no Pretório.
Portanto, a nossa celebração inicia-se com um "Hossana!" e concluiu-se com um "Crucifica-O!". O ramo do triunfo e a cruz da Paixão: não é uma contradição, ao contrário, é o coração do mistério que queremos proclamar. Jesus entregou-se voluntariamente à Paixão, não foi esmagado por forças maiores do que Ele. Enfrentou livremente a morte na cruz e triunfou na morte.
Perscrutando a vontade do Pai, Ele compreendeu que tinha chegado a "hora" e aceitou-a com a obediência livre do Filho e com infinito amor pelos homens: "sabendo Jesus que chegara a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, Ele que amara os seus que estavam no mundo, levou até ao extremo o Seu amor por eles" (Jo 13, 1).
2. Hoje olhamos para Jesus que se aproxima do final da sua vida e se apresenta como Messias esperado pelo povo, enviado por Deus e vindo em seu nome para trazer a paz e a salvação, mesmo se de uma forma diferente da que os seus contemporâneos esperavam.
A obra de salvação e de libertação realizada por Jesus continua nos séculos. Por isso a Igreja, que crê firmemente que Ele está presente mesmo se é invisível, não se cansa de O aclamar com louvores e adorações. Por conseguinte, mais uma vez a nossa assembleia proclama: "Hossana! Bendito Aquele que vem em nome do Senhor!".
3. A leitura da página evangélica pôs diante dos nossos olhos as terríveis cenas da paixão de Jesus: o seu sofrimento físico e moral, o beijo de Judas, o abandono por parte dos discípulos, o processo perante Pilatos, os insultos e as injúrias, a condenação, o caminho doloroso, a crucifixão. Por fim, o sofrimento mais misterioso: "meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Um forte brado, e depois a morte.
Porquê tudo isto? O início da oração eucarística dar-nos-á a resposta: "Ele, que não tinha pecado, aceitou a paixão por nós pecadores e, entregando-se a uma condenação injusta, carregou o peso dos nossos pecados. Com a sua morte lavou as nossas culpas e com a sua ressurreição obteve-nos a salvação" (Prefácio).
Por conseguinte, a nossa celebração quer ser gratidão e amor Àquele que se sacrificou por nós, ao Servo de Deus que, como dissera o profeta, não opôs resistência, não se afastou para trás, mas apresentou os ombros aos flageladores e não desviou o rosto dos que o ultrajavam e lhe cuspiam (cf. Is 50, 4-7).
4. Mas a Igreja, lendo a narração da Paixão não se limita a considerar unicamente os sofrimentos de Jesus; aproxima-se ansiosa e confiante deste mistério, sabendo que o seu Senhor ressuscitou. A luz da Páscoa faz descobrir o grande ensinamento contido na Paixão: a vida afirma-se através do dom sincero de si até enfrentar a morte pelo próximo, pelo Outro.
Jesus não concebeu a sua existência terrena como busca do poder, como corrida ao sucesso e à carreira, como vontade de domínio sobre os outros. Ao contrário, Ele renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo tornando-se semelhante aos homens, obedeceu ao projecto do Pai até à morte na cruz. E desta forma deixou aos seus discípulos e à Igreja um ensinamento precioso: "se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto" (Jo 12, 24).
5. O Domingo de Ramos tornou-se, já há anos, também o Dia Mundial da Juventude, o vosso Dia, caríssimos jovens, aqui reunidos de várias paróquias da diocese de Roma e de outras partes do mundo: juntamente convosco saúdo com afecto e esperança também os vossos coetâneos que nas diversas Igrejas locais celebram hoje o XVI Dia Mundial da Juventude, o primeiro do novo milénio.
Saúdo em particular os jovens da Delegação do Canadá, guiada pelo Arcebispo de Toronto, Card. Ambrozic, que estão aqui entre nós para receber a Cruz à volta da qual se reunirão os jovens de todos os continentes no próximo Dia Mundial de 2002. Mais uma vez, a todos e a cada um indico com vigor na Cruz de Cristo o caminho de vida e de salvação, o caminho para chegar ao ramo do triunfo no dia da ressurreição.
Que vemos na Cruz que se eleva diante de nós e que, há dois mil anos, o mundo não cessa de interrogar e a Igreja de contemplar? Vemos Jesus, o Filho de Deus que se fez homem para restituir o homem a Deus. Ele, sem pecado está agora diante de nós crucificado. Ele é livre, apesar de estar pregado no madeiro. É inocente, mesmo se está sob a inscrição que anuncia o motivo da sua condenação. Não lhe quebraram nenhum osso (cf Sl 34, 21), porque é a coluna-mestra de um mundo novo. A sua túnica não foi rasgada (cf. Jo 19, 24), porque ele veio para reunir os filhos de Deus que o pecado tinha dispersado (cf. Jo 11, 52). O seu corpo não será lançado à terra mas colocado numa rocha (cf. Lc 23, 53), porque o corpo do Senhor da vida, que venceu a morte, não pode sofrer a corrupção.
6. Caríssimos jovens, Jesus morreu e ressuscitou, e agora Ele vive para sempre! Deu a sua vida, Mas ninguém lha tirou; deu-a "por nós" (Jo 10, 18). Por meio da sua cruz veio a nós a vida. Graças à sua morte e à sua ressurreição, o Evangelho triunfou, e nasceu a Igreja.
Ao entrarmos confiantes no novo século e no novo milénio, queridos jovens, o Papa repete-vos as palavras do apóstolo Paulo: "Se morrermos por Ele, também com Ele reviveremos; se perseverarmos, reinaremos com Ele" (2 Tim 2, 11). Porque só Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo 14, 6).
Quem nos separará então do amor de Cristo? O Apóstolo Paulo respondeu também por nós: "Porque estou certo que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades nem a altura, nem a profundidade nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor" (Rm 8, 38-39).
Glória e louvor a Ti, ó Cristo, Verbo de Deus, salvador do mundo!
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